CARTAS
Incompetência x impunidade
Agora a situação é caótica. Autoridades com salários absurdos, pagos com dinheiro do povo, não têm atitudes convincentes em relação aos crimininosos que estão sem vagas na carceragem, isto já se tornou algo inadmissível.
A cidade de Londrina chegou a este ponto e a culpa é de quem? Do governador e dos 56 deputados estaduais. Tem também 21 vereadores na Câmara Municipal, junto deles o prefeito. Contudo, custam muito para os cofres públicos e por qual razão as providências não são tomadas? Difícil questionar e não ter respostas, o cidadão não merece tanta imprecisão nestes fatos. Já basta a criminalidade e agora teremos que conviver com a impunidade.
Para quem desconhece a situção da carceragem londrinense, fica sabido que cinco pessoas foram presas na passagem do último dia 19 (sexta) para o dia 20, Entretanto, apesar do bom trabalho da polícia em prender os marginais, (entre eles um traficante) todos foram soltos porque não havia lugar para abrigar os detentos.
Já o secretário de Segurança Pública do Paraná, em uma entrevista à rádio CBN, dia 20, desconhecia que criminosos foram postos na rua sem cumprir pena alguma e ainda sem apresentar nenhuma solução concreta, comparou Londrina com São Paulo para assim tentar justificar alguns problemas. Em meio a muitas palavras nenhuma perspectiva de persuasão à sociedade. Se os problemas não vêm de hoje por qual razão não começaram a tentar resolver desde quando puderam?
Culpa não somente de um secretário de Estado, já que a população encontra-se estagnada por tanta incompetência por parte de todos os eleitos do povo. Não importa saber quem tem que resolver estes fatos. A falta de coerência é de autoridades sim, e precisa-se de atitudes!
Enquanto a criminalidade toma conta da cidade o poder público está preocupado com eleições ''próximas'', criação de novos partidos, CPIs que não geram punição alguma nem retorno do dinheiro roubado. E a população? Sim claro, ano que vem tem abraços, presentes, otimismo e muita promessa de resolução.
VALDINEI APARECIDO TEODORO (estudante) - Londrina
Histeria
Calor intenso, chão duro, fome, olho tentando segurar o relógio. Que importa se foi para poder assistir (e amar) a peça Histeria, apresentada pelo Grupo XIX de Teatro, de São Paulo, ontem e segunda-feira em Londrina. Queria ter podido deixar anotado no caderno Goiabada o meu elogio, cumprimentos, endereço e pedir para que voltem sempre, mas o tempo não pára. Parabéns atrizes e organizadores.
ROSANE F. ARAÚJO (escrivã de polícia) - Londrina
Transporte público
Dia 22 de setembro, os curitibanos realizaram uma tarefa impossível para nós londrinenses. Organizaram uma manifestação fantástica em que carros não poderiam trafegar por diversas vias da cidade, incentivando assim o uso do transporte público. Digo fantástico porque é necessário muita fé no próprio transporte para abrigar todos os usuários de carro nos ônibus em plena segunda-feira. O que é mais impressionante é que o preço da passagem deles é o mesmo da nossa, mas a qualidade...
Quem já utlizou transporte público em Curitiba sabe da modernidade e eficiência, das vias próprias para ônibus, da rapidez, do respeito com o usuário, etc. Sou estudante, e posso garantir que os motoristas de lá não andam de ônibus como se estivessem com o carro vazio, como se as pessoas fossem gado! É isso que acontece aqui (pegue um ônibus indo para a UEL às 7 da noite e confira). Aumentar é fácil, quero ver esta passagem valer R$ 1,60.
RAFAEL PITTA (estudante) - Londrina
Saúde pública
Em plena campanha nacional de desarmamento da população o médico-prefeito de Alto Paraná, num arroubo de truculência, declarou na TV: ''Ando armado, dou vinte tiros na cara dele''. Talvez, ele não se deu conta que não mais estamos sob o regime da ditadura militar fascista quando os militares deitaram e rolaram ao longo de quase uma geração, torturando, perseguindo e exterminando civis desarmados.
A Saúde Pública de Alto Paraná está em muito maus lençóis, cujo proprietário do único hospital da cidade não tem o menor respeito com a população pobre que precisa ir até Paranavaí para ser atendida. Com o episódio recente do bóia-fria com a perna quebrada havia três dias, cujo hospital se recusou a atendê-lo, espero que o povo de Alto Paraná não reeleja tal prefeito nas próximas eleições. Ele agiu de forma cruel e aviltante com a população pobre.
ANTÔNIO DNATZ RIBEIRO DA SILVA (funcionário público federal) - Curitiba





