Gastos de Lula

  Em referência à carta do leitor Gilberto Caetano da Silva, publicada ontem na Folha, venho me solidarizar com a crítica, feita de forma irônica. A título de contribuição, gostaria de reforçar alguns dos gastos que também considero inconvenientes. Além do ‘‘espaço para namorar’’, já mencionado pelo colega leitor, pouca gente sabe que, recentemente, a Presidência da República publicou edital para compra dos seguintes itens de ‘‘gêneros básicos’’, conforme divulgado por um órgão de imprensa de São Paulo: 600 quilos de bombons; 7.000 pacotes de biscoitos recheados de chocolate, morango e doce de leite; 6.000 barras de chocolate ao leite crocante; 2.000 vidros de molho com pimentas vermelhas envelhecidas durante anos em barris de carvalho; 99 roupões de banho brancos, assim como as toalhas de mesa em cambraia de linho; 150 jogos completos - taças de água, vinhos branco e tinto e champanhe - em cristal, 200 jogos de pratos em porcelana branca, com friso dourado nas bordas e decorada com as colunas do palácio, xícaras de café em porcelana branca, decoradas com o brasão da Presidência, além de vários itens (149 ao todo). E tem mais: num outro edital, a Presidência quer a compra de 2.000 latinhas de cerveja e 610 garrafas de vinho, os quais deverão suprir o estoque da Presidência por quatro meses.
  Assim sendo, faço coro com o colega leitor: num momento em que o próprio Presidente da República convoca toda sociedade para o combate à fome, é no mínimo imoral a compra de alguns tipos de amenidades.
SERGIO HIROSHI MANABE (estudante) - Londrina

Obras do Fórum

  Venho expressar minha inconformidade com a decisão do governo do Estado de retomar e concluir as obras do Fórum situadas na esplanada do Centro Cívico. Antes mesmo de iniciadas, nos anos 80, tomei posição pública, em inúmeros artigos de jornal, contra a edificação de qualquer obstáculo à livre movimentação das pessoas e à eventual concentração de multidões, nesta área que pertence e se destina à coletividade no seu sentido amplo e popular.
  O argumento de que o plano original do Centro Cívico previa um Fórum no meio da praça não se sustenta. Quem estuda esse plano constata que o prédio atualmente ocupado pelo Tribunal de Justiça foi concebido para abrigar as secretarias de Estado. Donde, o suposto ‘‘direito de construir no meio da praça’’, pelo Poder Judiciário, já se achava revogado desde os anos 50 por aquela troca.
  A relação cívica entre cada cidadão e o seu governo tem conseqüências arquitetônicas evidentes. O espaço de trabalho governamental deve, sim, ser remetido para as áreas - aliás já reservadas para isso - ao fundo do Palácio.
  Na frente do Palácio, tem que haver espaço para o povo. O funcionamento do Fórum no meio da praça vai trazer, no mínimo, uma indesejável intensificação do tráfego, com as dissonâncias coadjuvantes, e infernizar os ambientes de trabalho e de moradia que ali já existem. Além do mais grave: vai usurpar um espaço que é de toda a gente.
JAQUES BRAND (jornalista) - Curitiba

Grandes times do PR

  A série ‘‘Grandes Times do Paranᒒ, publicada no último domingo na Folha Esporte, contando histórias de clubes que tiveram seus momentos de glórias no futebol paranaense merece nosso respeito. Parabéns à Folha pela iniciativa e os mais jovens torcedores poderão ser informados de que no passado o futebol do interior sempre foi muito forte. Não entendo como a série, não tem previsão de contar a história do Atlético Clube Paranavaí (ACP), fundado em 1946 e que este ano sagrou-se vice-campeão Paranaense, perdendo o título para o Coritiba no Couto Pereira, além de outros feitos do time ‘‘Vermelhinho do fim da linha’’. O torcedor atleticano espera ver seu time incluído nesta série de ‘‘Grandes Times do Paranᒒ.
PAULO CÉZAR FELIPE (advogado e empresário) - Paranavaí
N.R.: Com esta série de reportagens, a Folha de Londrina está resgatando a história do futebol do interior do Paraná. Inicialmente, estaremos contando a história de nove clubes paranaenses. Após está série, o objetivo será ampliar as reportagens sobre os outros clubes que marcaram época no Estado, como já ocorreu com o Paranavaí.

Manoel Ribas

  Município que fica no Centro-Oeste do Paraná, também é conhecido como o ‘‘Coração do Paranᒒ. Sua cultura é formada por miscigenação européia, além da cultura indígena. Vendo o índio comercializando seu artesanato, a impressão que temos é que ele foi uma certa inspiração na infra-estrutura do branco. Não vemos mendigos nem tampouco crianças de rua no município. O ‘‘Ensino fundamental e médio’’ transmite todo um Know-how, com laboratório de informática para escolas de 1ªa 4ªséries municipal, tornando a Educação um ‘‘verdadeiro cartão de visita’’ para o governo do Paraná apresentar ao MEC.
ANTÔNIA C. S. CABANA (professora) – Ibiporã

Retorno de Valentin

  Emocionante a história do Genil Deolindo Teodoro e o reencontro com o seu cão Valentin, desaparecido há 7 anos, publicada na cena ‘‘Reencontro’’, do Caderno Cidade, na última terça-feira. Parabéns pelo texto e pelas fotos da matéria. Notícia maravilhosa!
LAURA SICA (jornalista) - Curitiba

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