Conselho Tutelar
Gostaria de começar manifestando meu reconhecimento ao trabalho do Conselho Tutelar quando ajuda crianças e adolescentes vítimas de violência. Mas, não posso deixar de reconhecer também que seus membros pouco conhecem sobre educação, quase nada sabem sobre o que é uma escola e ignoram quase por completo o que seja uma sala de aula. A maior prova disso é a sujestão absurda da conselheira Rita Bastos de utilizar a biblioteca da escola como local de castigo para alunos suspensos. Todos nós, professores e pais, sabemos das dificuldades em motivar nossos alunos e filhos a lerem livros. Transformar a biblioteca em local de punição somente agravaria tal situação. Por fim, acredito que o Conselho Tutelar deveria também garantir o direito humano dos bons alunos (que são a maioria) de estudar em uma escola pública segura e agradável.
FÁBIO LUIZ DA SILVA (professor) - Londrina

Poluição no Igapó
Fiquei surpreso com a afirmação do gerente da Sanepar, Sérgio Bahls, que informou que estão fazendo um trabalho de casa em casa, orientando os moradores dos problemas ambientais provocados por ligações irregulares de esgoto, principalmente próximo ao Igapó 2. A minha pergunta ao sr. Sergio, é como exigir que as ligações de esgoto sigam de forma correta se na Rua Bento Munhoz, que faz parte de uma das margens do Igapó 2, não tem linha de esgoto? Sou morador da Rua João Huss, 200, que é paralela à Bento Munhoz, e a falta deste serviço nos traz grandes aborrecimentos e despesas. Todo nosso esgoto que deveria ser jogado na rua abaixo aproveitando o declive do terreno, que é a Bento Munhoz, estamos jogando em uma estação elevatória para depois ser transferido para o esgoto da Rua João Huss. Isto implica em vários custos. Como pode uma região nobre, centro da cidade, não ter rede de esgoto? Como exigir a regularização das instalações se não existe a rede principal? Se não tem rede de esgoto será que a sugestão do sr. Sérgio, seria de voltarmos ao passado construindo várias fossas em nossos terrenos? O Igapó 2 precisa de socorro.
FLÁVIO COLHADO GIMENES (contador) - Londrina

Concurso da Copel
Sobre a matéria publicada ontem sobre o tumulto que foi o Concurso Público da Copel, tenho outro item a destacar. Eu e, com certeza, muitos outros que estavam realizando a prova gostaríamos de saber do absurdo de não poder levar embora conosco o caderno das questões. Como poderemos conferir o gabarito e saber quais e quantas questões acertamos? Por um acaso deveríamos ''decorar'' todas nossas respostas? E se alguém quiser recorrer por algum motivo depois do resultado? Como provar as questões que respondeu? Espero que não esqueçam também sobre algumas provas que vinham com ''papeizinhos'' no meio delas e outras com uma questão (questão nº 8) constando duas respostas iguais. Como segue a tradição de um concurso realizado seriamente, esta deverá ser anulada.
FERNANDA BORGES (estudante) - Londrina

Patriotismo
São tantos, e tantos, os patrioteiros, quão poucos, os verdadeiramente patriotas. Patriotismo é restaurar a dignidade do país, do seu povo; trabalho, justiça, honestidade, remuneração justa, moradias decentes, com água, luz, esgoto, ruas transitáveis. As estradas poderiam ser abertas e conservadas pelos presos, que ao invés de vegetarem nas prisões (escola de vícios), seriam recuperados e úteis, abrindo e conservando estradas, recebendo um ordenado para manter a família, para que os filhos não se tornassem novos marginais.
Tudo isso seria possível se não houvesse tanta corrupção, se o nosso dinheiro não recheasse os bolsos dos desonestos, e enviado ilicitamente, abarrotando os cofres de outros países. Que às mesas fartas de iguarias finas e vinhos nobres, não se assentasse o ignóbil anfitrião, por haver furtado ao pobre, o suado pão.
Patriotismo é poder contemplar a verde mata, sem a devastação das florestas, águas límpidas a correr nos rios, aonde se multiplicassem os peixes, e os frutos do mar, sem qualquer poluição. Patriotismo é não haver nenhum tipo de preconceito, nenhuma discriminação, o tabu da idade no trabalho, o jovem para habilitar-se, os mais velhos, pela experiência, desde que estejam capacitados.
Os milhares de igrejas de todas as religiões e seitas, que há em nosso país, poderiam ter anexos, ambulatórios, postos de Saúde públicos, remédios gratuitos, parte fornecido pelo Estado, parte do povo que contribui nas igrejas, muitos com o dízimo de 10% do ordenado.
O Vaticano poderia se transformar num dos maiores centros turísticos do mundo aonde o vultoso dinheiro arrecadado seria empregado na saúde, educação, centros esportivos etc. A miséria seria erradicada, o mundo melhor, haveria mais Paz, essa é a verdadeira religião de Cristo.
IRENE CRUZ CORRÊA (aposentada) - Londrina

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