CARTAS
Alfabetização zero
Alguém ainda se lembra do Mobral? Aquele Movimento Brasileiro de Alfabetização (ou algo parecido), genialmente elaborado pela ditadura militar, com o intuito de erradicar o analfabetismo no Brasil e que acabou em nada? Pois é, o presidente Lula resolveu reeditá-lo! Afirmou que, para pôr fim ao analfabetismo, não bastam professores e salas de aula, mas é preciso vontade política. Disse também que o governo não pode tudo, que os cidadãos precisam socializar o conhecimento, ensinando aqueles que não sabem.
Disse até que, se os empresários se comprometessem a alfabetizar 10% de seus funcionários (todos os analfabetos brasileiros trabalham para os empresários?), seria possível acabar com o analfabetismo em um ano! Meu Deus! Quem é que se torna alfabetizado em um ano? O Lula, talvez. É o Brasil que sabe, ensinando o Brasil que não sabe! Já socializou as nossas geladeiras com o Fome Zero. Agora acho que é a vez das nossas bibliotecas.
Vontade política teve o Lula, quando se candidatou a presidente. Uma vez eleito, que governe. Com competência, se puder. Nós, cidadãos, agradecemos. Ou será que ele pensa que a vida de presidente é só passear de avião, fazer churrasco e jogar bola na Granja do Torto e, nas horas vagas, fazer discursos demagógicos, jogando nas costas do combalido povo brasileiro as responsabilidades que são inerentes ao cargo de chefe da nação?
MÁRCIA GUIMARÃES (professora) - Londrina
Alô UEL
Quando escuto pessoas falando mal do funcionalismo público sempre dou um jeito de defender, mesmo porque acredito que não se deve generalizar todas as situações, só porque ''alguns'' atendimentos vindos de entidades públicas são ruins. Mas hoje quero deixar registrado aqui a minha insatisfação quanto ao atendimento por telefone da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além de nos deixar ''pendurados'' longos minutos esperando que alguém atenda o PABX, é quase que impossível falar com algum departamento da instituição.
Na última terça-feira, entrei em contato com a universidade para obter informações sobre as inscrições de um curso de Filosofia que foi divulgado na imprensa. Não sabia o ramal direto, liguei no PABX, e depois de esperar por muito tempo fui transferida para o ramal 4486 que não atendeu.
Fiquei tentando das 13h30 até as 17h30 falar com alguém desse departamento e só no fim da tarde obtive a seguinte informação de um funcionário que me atendeu na secretaria geral: ''Não sei o que aconteceu, mas acabei de ficar sabendo que a secretária desse departamento não veio hoje''.
Questionei sobre quem poderia me informar sobre o curso de Filosofia, ele disse que ninguém havia passado nenhuma informação e teria que ser só naquele departamento mesmo, mas a secretária não estava. Fica meu questionamento e indignação: além da falta de vontade e desinteresse, não existe alguém para gerenciar melhor estes funcionários que faltam, ramais que não são atendidos ou as longas horas de espera que nos obrigam a ficar, simplesmente para obter uma informação?
FERNANDA BORGES (estudante) - Londrina
Esclarecimento
A deputada Elza Correia (PMDB) esclarece que as notas publicadas no Informe Folha (11/9) não correspondem à realidade. As palavras que lhe foram atribuídas não foram pronunciadas da forma como citadas. Ao contrário de dizer que haviam policiais em bairros próximos apenas para garantir a segurança da reunião de autoridades na empresa Bratac naquela manhã, em Londrina, a deputada lamentou que o nível de violência naquela área é tão grande que até mesmo o encontro entre as autoridades teve que ser protegido pela polícia, a exemplo do que já ocorre rotineiramente na região que convive com um esquema especial de segurança das Polícias civil e militar. A declaração de que a Polícia Civil estava atuando para garantir também a segurança da reunião foi feita pelo delegado-chefe da 10 SDP, Jurandir Gonçalves André, que a confirmou pessoalmente por meio de contato telefônico com nosso gabinete.
MARCELO FRAZÃO (assessor de imprensa da deputada Elza Correia) - Curitiba
N.R.: O jornalista que acompanhou o evento confirmou as informações publicadas na coluna Informe Folha.
Correção
- Ao contrário do que foi publicado ontem na coluna Sociedade Londrina, no caderno Folha2, o espetáculo ''Hysteria'' acontece nos dias 22 e 23 de setembro.
- O especial Video Music Awards foi exibido na íntegra pela MTV, diferentemente do que foi informado na edição de ontem da Folha2.
- A reportagem ''Força-tarefa comprova mais desvios nas CC-5'', publicada na quinta-feira, contém um erro. No segundo parágrafo, a frase correta é: ''De acordo com reportagens feitas pela revista IstoÉ, Carlos Fernando dos Santos Lima teria 'engavetado' por cinco anos uma investigação que desmontaria todo o esquema de lavagem de dinheiro no Banestado''.





