CARTAS
Cartel da gasolina
Gostaria de parabenizar o Sindicato dos Revendedores de Combustíveis de Londrina. Jamais vi uma classe tão organizada, unida, coesa e determinada na defesa de seu cartel. Ousada e destemida, intimida a quem se arriscar a praticar um preço menor. Verdadeiros heróis das distribuidoras, sua avareza com certeza continuará intocável. O prende e solta de seus dirigentes parece não surtir o efeito desejado. Portanto, impotente diante de tanto poder e eficiência, rendo minhas sinceras congratulações.
MÁRIO SÉRGIO DE SOUZA (imobiliarista) - Londrina
Questão agrária
Graças à gestão temerária do governador Roberto Requião e de seu secretário de Segurança, Luiz Fernando ''nossa função é proteger essa gente'' Delazari, temos mais um morto no caos que se tornou a questão agrária no Paraná. Deixando de lado a responsabilidade óbvia do PT na condução dos crimes perpetrados pelo MST, vemos uma empresa ser obrigada a colocar seguranças armados para realizar uma função que deveria ser do Estado. Ocorre a tragédia anunciada, e o que faz o Secretaria de Segurança do Paraná? Vai até o local para ''investigar'' a participação da polícia no caso. E manda prender, pasmem, os seguranças da fazenda.
Corrijam-me se eu estiver errado: os seguranças atacaram os ditos ''sem-terra'' em suas casas, ou ''acampamento''? Não. O que, então, prevê o Código Civil sobre o esbúlio? Sobre o direito do proprietário defender sua propriedade? Ou o Código Penal sobre a legítima defesa? Afinal, como se defende uma propriedade da invasão de centenas, às vezes milhares de pessoas, armadas com armas de fogo, foices, facões? Com palavras, tão ao estilo de Requião e Delazari?
Já está na hora dos proprietários rurais do Paraná deixarem de perder tempo com bobagens e tomarem sérias providências contra os grandes responsáveis por mais essa morte, com ações políticas e judiciais, processando e pedindo o impeachment do governador Roberto Requião por crime de responsabilidade. Talvez assim a Segurança Pública volte às mãos de quem se interesse por todos nós.
HWIDGER LOURENÇO FERREIRA (empresário) - Ibiporã
Patriotismo é compromisso?
Domingo acordei e entristeci ao ver a foto de capa da Folha: uma criança, muito bonita, fardada e em posição de sentido. O que nos leva pensar que fazer tal apologia ao militarismo devia ser motivo de orgulho? Sete de Setembro é um dia curioso: comemoramos a Independência de nosso País feita por um príncipe regente, que nos custou altas taxas de idenização a Portugal/Inglaterra e tornou nossa economia dependente até hoje.
Me faz pensar se quando nos enfileiramos para cantarmos o nosso hino e hasteamos nossa bandeira estamos cientes de tudo que está por trás disso? Se com o patriotismo queremos o bem da nação, a liberdade, a justiça, a democracia e a paz, por que continuamos a reverenciar símbolos criados e impostos a nós em épocas em que vivíamos em regime totalitário? E queremos a paz desfilando armamentos e soldados?
Queria um bom motivo de ser patriota. Amamos a terra em que nascemos, mas o patriotismo irá ajudar como? Talvez, a vencer uma Copa do Mundo. Mas o que eu quero dizer é para tomarmos cuidado, pois o nacionalismo que temos é o mesmo que leva o soldado a perder toda sua individualidade e ''dar'' sua vida para a estupidez da guerra.
LUCAS FRANCO DE PAULA (estudante) - Londrina
Ciclo do Café
A Folha de Londrina estampou na edição do dia último dia 27, em sua primeira página, um terreiro de café. Pudemos presenciar nas décadas de 1940/50 as grandes fazendas desse produto, sobretudo, no estado de São Paulo. Fazendeiros tocavam suas lavouras no sistema de colonato. Trabalhadores, chamados de colonos, habitavam em casas seguidas umas das outras denominadas colônias. Um homem geralmente tratava de quatro mil pés de café, recebendo adiantamentos mensais e no final do ano o acerto geral. A colheita era feita de maneira compartilhada por todo o grupo.
Naquela época havia menos miséria e o trabalhador não ficava sem emprego. A amizade e o companheirismo predominavam nas colônias, era uma coisa bonita de se ver. Dormia-se de portas e janelas abertas sem nenhum constrangimento ou medo. Não havia maldade, assaltos e outros terrorismos que acontecem hoje. Com a decadência daquele ciclo cafeeiro, o lavrador migrou para os grandes centros urbanos fermentando ainda mais o desemprego, falta de segurança, etc.
Quiçá esteja acontecendo o inverso e o campo possa novamente absorver tanta mão-de-obra disponível, dando oportunidade para essa gente que abarrota as cidades, sem ter o que fazer.
ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina
Correção
- Ao contrário do que informou ontem a reportagem ''Desfile atrai 25 mil pessoas em Londrina'', pág. 5 do Primeiro Caderno, a Independência do Brasil foi proclamada no dia 7 de Setembro de 1822 pelo príncipe Dom Pedro I.
- Diferentemente do que foi publicado ontem na reportagem ''ONG Aliança cria entidade de apoio à criança'', pág. 5 do Primeiro Caderno, a abreviatura do Sistema Integrado de Apoio à Infância é ''Sinai'' e não ''Sindi''.





