CARTAS
Repugnante
Lendo a reportagem da Folha ''Ao mestre sem carinho'' (domingo 31/8), ficamos indignados com o presidente do Conselho Tutelar 1 de Londrina, Valdir da Silva, que se dirige aos professores fazendo jus à manchete do respeitado jornal. Este cidadão ao demonstrar como se deve trabalhar dentro de uma sala de aula, como impor a disciplina, ensinou o pai-nosso ao vigário. Já sabemos quase tudo sobre o professor libertário, democrático e autoritário. Os problemas do ensino no Brasil não são apenas de ordem disciplinar. Podemos escrever livros para discutir tais problemas. O desrespeito dos alunos é plenamente compreensível e muitas vezes superados pelos mestres. Mas o desrespeito oriundo de um membro do Conselho Tutelar, que inclusive esteve em nossa escola pedindo votos na época da campanha para que pudesse ocupar tal cargo, é realmente repugnante.
Este cidadão, para obter votos, fez um discurso muito interessante prometendo inclusive trabalhar ao lado dos professores para ajudar na resolução de problemas graves de indisciplina. Pena que não filmamos e nem fotografamos. Que tal fazer isto na próxima? O referido membro do Conselho nunca mais voltou à nossa escola para conversarmos. O convite está feito. Venha nos ensinar como ministrar e aplicar disciplina durante nossas aulas. Ao menos como político, o senhor deve ser muito competente, pois conseguiu eleger-se como membro do Conselho Tutelar. Pena que abandonou o magistério! Como professor, talvez o senhor fosse mais produtivo para a sociedade.
MARINS CARLOS DE SOUZA (assinam a carta outros 9 professores do colégio Adélia Dionísia Barbosa) - Londrina
Laboratório da UEL
A respeito da carta publicada no dia 3 setembro, pelo senhor Ricardo Hideki Kakihata, temos a esclarecer que o Laboratório de Produção de Medicamentos da UEL (LPM) há três anos atende a habilitação farmácia-industrial, sendo campo de estágio e aprendizado para os alunos desta habilitação. Além desta atividade de graduação, o LPM tem oferecido estágios extracurriculares para alunos de diferentes cursos, incluindo desenvolvimento de monografia de pós-graduação.
Desde que assumimos a direção deste laboratório, temos convivido com alunos estagiários tanto na área de produção, como de controle de qualidade e desenvolvimento de medicamentos. No entanto, na produção de medicamentos para os órgãos públicos, nossa finalidade social mais importante, temos que contar apenas com os farmacêuticos e técnicos de produção da indústria, em atendimento à legislação vigente, que não nos faculta o emprego de alunos para esta atividade.
Com relação às visitas, obviamente que elas podem ser feitas, desde que programadas com antecedência e em pequeno número de pessoas, pois, como farmacêutico que é, o signatário daquela missiva sabe que devemos evitar ao máximo a entrada de pessoas estranhas na área de produção, como forma de preservar a qualidade na produção de medicamentos.
LUIZ CARLOS BRUSCHI (diretor do Laboratório de Produção de Medicamentos da UEL) - Londrina
Independência?
Mais uma vez estamos na Semana da Pátria. Domingo é dia 7 de setembro. Será que o brado de ''Independência ou Morte'' garantiu-nos a verdadeira independência? Durante toda esta semana vemos em vários locais, imponente, a bandeira verde e amarela tremular no alto: ''Salve, ó lindo pendão da esperança!''. Mas, e nós brasileiros? Como vai a nossa independência? Como estamos vivendo neste Brasil que chegou ao século XXI mais colonial do que nunca, porém, de roupas novas (e vermelhas, é claro!)? Como vai a nossa capacidade de ser independente? Falo aqui da independência individual, de cada sujeito que participa da construção da historia hodierna do Brasil.
Impossível pensar em independência quando vivemos em uma sociedade que não nos oferece escolhas, não temos opções. Somos tão dependentes que nos resta tão-somente caminhar e cantar e seguir a canção. Canção esta que não escolhemos, mas nos é ditada por aqueles que comandam a nossa nação e que massacram dia a dia o nosso povo através de políticas que aviltam a dignidade do homem. Mas, onde estão aqueles que nos chamavam à luta afirmando que ''esperar não é saber'', que lutavam por uma vida diferente? Não se sabe. Mas precisamos reavivar nosso espírito de luta, combater o comodismo, lutar pela nossa verdadeira independência e deixar de somente ''seguir a canção'' para entoar uma nova melodia: a nossa canção. E, nesta semana da pátria, para não dizer que não falei das flores... levanta Brasil!
CARLA ALVES (estudante) - Londrina
CPMF 'provisória'
Desafiando o significado da palavra provisório, assim se passaram dez anos. É esse o tempo que o brasileiro paga a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e boa parcela da população sequer nota. Dizer que a CPMF é um imposto provisório, é menosprezar a inteligência de qualquer um. Nós fomos enganados quando a contribuição foi criada, cujos recursos financiariam a saúde. Até hoje os brasileiros têm de pagar plano de saúde, quando podem, porque os hospitais públicos não oferecem atendimento de qualidade. Este imposto, que é uma ''mina'' de dinheiro para o governo, foi prorrogado por mais 4 anos, e jamais será extinto, porque os políticos sabem que brasileiro tem memória ''curta'', reclama pouco e aceita tudo que eles criam para nos extorquir.
SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê





