CARTAS
Direitos da criança
Atualmente a vida das crianças e dos adolescentes da classe baixa está um caos. Eles não vão à escola, têm de trabalhar, não se alimentam, não possuem moradia e passam por muitas dificuldades financeiras.
Precisam trabalhar para ajudar a sustentar a família que na maioria das vezes é composta por bastante gente, não estudam e acabam repetindo de ano e tendo mau desempenho na escola, não possuem alimentação suficiente, têm de recorrer a hospitais públicos, os quais não possuem estrutura suficiente para tantos e o pior, vivem em favelas, em barracos quase caindo, sem luz, água encanada e etc.
Com todas essas dificuldades, muitas vezes esses jovens se tornam traficantes, bandidos e, consequentemente, aumenta-se a violência nas cidades. Com tudo isso acabam buscando refúgio nas drogas.
Quem são os culpados? Todos nós, principalmente aqueles que prometem tudo, mas ficam só na palavra. Nosso país necessita de empregos, escolas públicas, bons hospitais com médicos e recursos de primeira e moradia digna para todos com infra-estrutura necessária e também muita vontade de mudar o futuro desses jovens.
Portanto, a vida dessas crianças pode ser diferente. Depende da luta de todos, principalmente daqueles que prometeram mudar o Brasil.
ROGÉRIO A. LIMA GUARNERI (estudante) - Ibaiti
Laboratório da UEL
Durante minha graduação me foi negada uma simples visita ao laboratório de medicamentos da UEL. Na imaginação dos alunos ligados à área de saúde e química é de grande interesse conhecer como é o funcionamento deste tipo de trabalho. A mim e meus colegas foi negada. Então para que serve o laboratório e vários outras ''ações sociais da UEL'' durante anos? Minha conclusão é que fundamenta-se não na melhoria dos conhecimentos dos alunos em geral, mas sim em gerar somente divisas para a universidade. Concordo que todo capital sempre será insuficiente para o bom funcionamento da universidade, mas o principal fundamento de sua existência ficou esquecida: gerar conhecimentos nos alunos e seus interesses.
Até que enfim a nova reitora está possibilitando a entrada (?) ou estágios com um bom número de alunos nesta ''indústria''. Peço encarecidamente que os centros acadêmicos e a comunidade em geral estejam atentos a estes fatos. É bom gerar medicamentos de qualidade e acessível para a população carente, mas desde que os anseios dos alunos estejam à altura. Não haverá mais custos para a UEL - tudo já está aí.
Já que temos um laboratório de medicamentos que praticamente é uma indústria, gostaria de sanar uma dúvida: onde está a pós-graduação em farmácia industrial?
RICARDO HIDEKI KAKIHATA (farmacêutico) - Arapongas
Exportação
Estamos lendo e ouvindo que a grande solução para os problemas brasileiros, talvez a única, está na exportação. Será que a exportação indiscriminada é mesmo a solução? Parece que não é bem assim. Creio que ao colocarmos determinados produtos no exterior, nem sempre a preços favoráveis, estaríamos complicando, ainda mais, a situação futura de nosso País. Não é por acaso que os EUA deixam as suas reservas petrolíferas em seus subsolo, e importa quase todo o petróleo de que precisa.
Na ânsia de exportarmos cada vez mais, na área agrícola por exemplo, sugamos de nossas terras toda produção de que dispõe sem nos incomodarmos com a reposição de seus nutrientes. Na questão das jazidas de produtos não renováveis, um dia chegarão à exaustão. O melhor do que produzimos ou fabricamos se destina à exportação. Para os filhos da terra ficam as sobras, tudo em nome da competição e da necessidade de fazermos divisas. Quando vier a escassez desses produtos no mundo, certamente estaremos exauridos, e daí será que terá valido à pena as exportações? É certo que, no momento, parece não termos outra saída.
ANTONIO PEREIRA(contador) Londrina
Correção
- Ao contrário do que foi publicado ontem, na Folha Cidadania, no Caderno Folha 2, o nome da escola visitada por jornalistas de São Paulo é José Garcia Villar.





