CARTAS
Os verdinhos
Eis que em uma bela tarde de domingo fui caminhar com meu marido no Iguapó II. Fizemos nossa caminhada e ao final nos deparamos com um senhor que vendia caldo de cana no local onde estão os aparelhos de ginástica, próximos à pista de caminhada.
Porém, dois agentes municipais advertiam este senhor por estar comercializando seu produto em local proibido. Meu marido sentiu-se chocado com o que presenciava e foi falar com os agentes, sugerindo a eles que se preocupassem com problemas mais graves, como a instalação de sanitários para quem ali circula ou até passa o dia e as bicicletas que circulam livremente.
Estes não gostaram da conversa e acharam que se não usassem o bloco de multas perderiam a autoridade; estávamos parados no carro, estes nos aplicaram duas multas por falta do uso do cinto de segurança e ainda lavraram a multa como se estivéssemos na Rua Bento Munhoz da Rocha Neto, nº 157; nem passamos por lá; nem é nosso caminho. Estávamos no local onde ficavam estacionados os carros (hoje fechado a estes), entre as árvores e não no local citado da multa.
Cabe mais uma vez às autoridades se preocuparem com a preparação destes ''tão jovens'' funcionários, advertindo pessoas que poderão servir de exemplo a eles. Sinto-me lesada pois sou cidadã londrinense, que cumpro com minhas obrigações e estava em horário de lazer e vim a ser multada por dois ''tão jovens'' que mal sabem o que têm a enfrentar em suas vidas. Autoridades, por favor, qualifiquem melhor quem os senhores colocam nas ruas para punir cidadãos que ajudam Londrina a crescer.
VERA MARIA BASSAN (professora) - Londrina
CMTU responde
Discordamos do entendimento da professora Vera Maria Bassan, em relação à ação dos agentes municipais no episódio. O melhor exemplo a ser dado pelo cidadão é o respeito às leis e, quando isso não ocorre, se faz necessária a ação das autoridades constituídas para o seu cumprimento.
Os agentes municipais, investidos em suas funções de fiscalização de postura e trânsito, advertiam e orientavam um cidadão que desrespeitava a lei comercializando produtos em local proibido, quando foram agredidos verbalmente pelo esposo da senhora Vera. Após o episódio ambos se dirigiram ao seu veículo e ao sair foram advertidos que estavam desrespeitando a lei ao não fazerem uso do cinto de segurança e lhes foi solicitado que colocassem os cintos.
Disseram aos agentes que não o fariam e por isso foram duplamente multados. Uma infração pelo não uso de cinto de segurança e outra por desacato à autoridade. O local fica exatamente abaixo do passeio da rua Bento Munhoz da Rocha Neto. É importante que as pessoas saibam que esses ''jovens'' estão investidos na autoridade de agentes municipais, de acordo com a Lei Orgânica do Município e do Código Nacional de Trânsito, e cumprindo seu dever de fazer respeitar as leis no município.
Assessoria de Imprensa da CMTU - Londrina
CEI da Cultura
Há alguns dias li neste jornal que a classe cultural de Londrina fez um protesto na Concha Acústica. Achei estranha a maneira como estão agindo, pois quando elegemos os vereadores esperamos que eles cumpram seu dever, fiscalizando o dinheiro público. A classe cultural está preocupada que o vereador Rubens Canizares queira acabar com a Lei de Incentivo à Cultura ou, até mesmo, alavancar votos para a próxima eleição.
Talvez por falta de conhecimento eles não sabem que o incentivo cultural é uma lei aprovada pelos vereadores e sancionada pelo prefeito. Percebi a arrogância do secretário da Cultura ao se dirigir à Câmara com uma pilha de documentos, ironizando que o vereador não teria capacidade de analisar todos.
Achei ótimo ver um representante do povo assumir este papel, mesmo que tardio, pois em fevereiro de 2002 alertei a população e as autoridades sobre os critérios de aprovação utilizados. Participei em 2001 com um projeto literário, o livro ''Leitura e Redação''. Na época, o coordenador da Comissão de Avaliação de Projetos Culturais, Alessandro Kleber Batista, assim justificou sua reprovação: ''O projeto não está diretamente vinculado à política cultural do município''.
Na época protestei através desta coluna, pois projetos aprovados como ''Festa da Mandioca'' e muitos outros, servem sim, para dar votos no futuro. Acho que o dinheiro público teria que ser melhor empregado. Espero que Canizares não se intimide e continue fiscalizando e que os outros também possam agir desta forma. Aos artistas e produtores culturais, mando um recado: ''Quem não deve, não teme...''
WELLINGTON DO CARMO (autor do Projeto Saber) - Londrina





