Gasto com vereadores
Parabéns aos jornalistas e à Folha de Londrina pela matéria de domingo sobre o gasto com os vereadores. Quase 7 mil reais pode ser até um pouco menos poderia ser o salário de um médico obrigatoriamente profissional de nível superior e muitas vezes com mais de uma pós-graduação. Com certeza, este não é o salário de um professor universitário.
R$ 50,00/mês não era tudo que a gente gostaria de ter quando éramos estudantes universitários. Nego-me a comentar sobre os R$ 486,00 para o Correio. Quantos profissionais de nível médio merecem R$ 1.986,76 (ou mais). Bem essa é a dura realidade do País. Parabéns a todos que lutam pela verdade. Que Deus os acompanhe neste trabalho quase impossível.
GARCIA VERGARA FIGUEROA (médico) Londrina

Desastre
O desastre na base de lançamento de foguetes em Alcântara, no Maranhão, deixou de luto a comunidade científica brasileira. Mas não sufocou e não sufocará a vontade de o Brasil conquistar o espaço por meio de tecnologia nacional. Aliás, se não fosse a idiotice de governos tacanhos, passados,
fracos e adeptos à ideologia do entreguismo, já teríamos há muito tmpo conquistado esse objetivo e a nossa história aeroespacial seria outra.
Entretanto, o momento agora requer a apuração das suspeitas que provocaram esse desastre como, por exemplo, possíveis falhas elétricas no sistema de acionamento dos foguetes, interferência sinistra de ondas eletromagnéticas, objetos não-identificados no campo de lançamento e, o mais preocupante, a sabotagem.
A sabotagem é coisa de traidor, de Judas, de seres humanos desprovidos de qualquer sentimento nacional, de verdadeiros purgantes da Pátria. Portanto, ainda que esse acidente tenha ceifado brilhantes e valiosas vidas humanas e manchado de sangue a engenharia nacional, o sonho de construir um Brasil soberano, livre, estadista, desenvolvimentista e autosuficiente em tecnologia aeroespacial não acabou. Pelo contrário, são os reveses desta vida que devem servir de transpiração para que o País caminhe nos trilhos do desenvolvimento e autosuperação.
ANTÔNIO SÉRGIO NEVES DE AZEVEDO - Assis Chateaubriand

Dignidade e civismo
Em 1967, aos doze anos de idade, um estudante doou um anel de ouro, ganho dos pais, para a campanha cívica ''Ouro para o bem do Brasil''. Essa jóia, de imenso valor sentimental, fora um presente pelo primeiro lugar da classe, na formatura do Primário em 1965. Orgulhoso e consciente de seu espírito de civismo e amor à Pátria, usou aquela aliancinha de reles metal por muito tempo.
No entanto, a dívida do País continuava a crescer e vendo que nada mudava, passou a ter vergonha de portá-la, pois passou a ser visto como mais um bobo que ainda acreditava nas instituições vigentes, à época. O ouro dado por aquele estudante, ninguém sabe para onde foi! Se não me falha a memória, passados tantos anos, no momento em que depositava sua contribuição, em companhia de seus pais, a balança marcava 387 quilos de ouro, já dentro de um cofre imenso. O estudante era eu.
Passados mais de trinta anos, vem o governo federal pedir doações para um programa largamente divulgado, mas pouco entendido chamado Fome Zero. De minha parte (e com certeza de muita gente), nada será contribuído. Precisa explicar?
Temos nós, a plena certeza de que essas campanhas anuais (Criança Esperança, na Globo; Teleton, no SBT; Fundação Ayrton Senna e outros caça-níqueis) encaminham a totalidade de milhões arrecadados às instituições que se propõem a ajudar? Se você quer realmente ajudar alguém, procure um asilo, visite um hospital, escolha e ajude uma família verdadeiramente carente. E, que a sua colaboração, sendo sincera, seja feita em segredo, como está escrito na Bíblia (Mateus, 6;3). Você não estará garantindo um lugar no céu, mas, pelo menos, em seu coração você sentirá que, efetivamente, fez sua parte.
TADEU ARILSON STULZER (advogado) - Londrina

Correção
O empresário Élcio Rossato é proprietário do Londrina Park Bingo e não do London Café Bingo, como foi publicado na edição de ontem, na página 7. Também na Folha 2, a palavra ''desequilíbrio'' foi grafada de forma errada no texto ''A irritação envenena o corpo'', publicado na página 2.

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