Sequestro e solidariedade
Todos acompanharam pela imprensa escrita e falada, o drama vivido pelos pais dos universitários sequestrados no começo de julho passado. Parecia infindável e, a cada dia que passava, o sofrimento aumentava. As famílias e os amigos juntos oravam e pediam a Deus que os protegessem de pessoas inescrupulosas e hediondas que, no intuito de conseguir dinheiro, agiram monstruosamente contra a vida de dois jovens, colocando em risco a integridade física dos mesmos, sem pensar no sofrimento dos pais, privando-os da liberdade e do convívio familiar.
Felizmente tivemos um final feliz e, quando pensávamos que tudo tivesse terminado, eis que o mentor do sequestro, Décio Nogueira, conhecedor da matéria de Direito Penal, resolve abrandar a sua participação, jogando fogo e lama por todos os lados, tentando incriminar o pai de um dos sequestrados, pessoa de vida social estável, com patrimônio razoável, sem dívidas, sem inimigos e orgulhoso de seu filho único, para o qual sua afeição e amor jamais permitiriam que ele expusesse o seu ente querido a tamanho perigo e violência, aliás, acredito que pai algum colocaria em risco a vida de um filho.
É estarrecedor que um réu confesso possa influenciar numa decisão, sem provas concretas e somente com suposições, e incriminar uma outra pessoa sem que ninguém conteste.
Juntos, amigos e parentes, vamos fazer uma corrente de oração para que o sofrimento das famílias que foram vítimas acabe e elas tenham, finalmente, um ''Final Feliz''.
OLINDA RAMOS, professora Londrina.
Previsões do futuro
São muitos os ''especialistas'' em previsões do futuro. No ano passado, economistas faziam previsões sobre a cotação do dólar, para fim do ano, em função dos resultados eleitorais. E se o Lula fosse eleito? Algumas previsões eram catastróficas. E assim é na política, na religião, mas, sobretudo no dia-a-dia das pessoas.
Não são raros os anúncios desses ''especialistas'', oferecendo-se para prever e mudar o futuro de quem estiver com para problemas financeiros, no amor, e outros, mediante o pagamento de uma ''consulta''.
Pode o ser humano conhecer o seu futuro? E, se pode, deve procurar conhecê-lo? Aprendemos, estudando a Doutrina Espírita, que essa possibilidade, se bem que muito relativa, existe, sim, já que as pessoas trazem, ao nascer, certas tendências, aptidões e qualidades inatas, cujas manifestações, mais ou menos evidentes permitem prever, até certo ponto, o que serão ou o que farão na vida.
Afora isto, porém, tudo o mais será bem mais difícil, por duas razões: primeiro porque grande parte de nossa sorte ainda não está e nem poderia estar delineada, parecendo-se com as páginas em branco de um livro parcialmente escrito. Todo o sucesso ou fracasso tem uma causa e cada causa produz um efeito. Assim sendo, os acontecimentos vindouros de nossa existência vão depender do que estivermos fazendo agora, com as modificações provocadas por aquilo que formos fazendo de instante a instante. Segundo, porque as circunstâncias a que chamaríamos inevitáveis, ligadas aos nossos débitos ou créditos perante a Justiça Divina, resultantes do procedimento em encarnações anteriores, também não podem ser-nos desvendadas. Cada um deve concorrer para a realização das coisas, até daquelas a que desejaria opor-se.
A essas informações, adaptadas do livro ''As Leis Morais'', de Rodolfo Calligaris, podemos acrescentar que o interesse e a curiosidade que muitos demonstram em conhecer o futuro apresentam sérios inconvenientes e, um deles, é o de contribuir para que espertalhões façam da astrologia, da cartomancia, da necromancia, da quiromancia, da vidência, etc., rendosos meios de vida.
Fiquemos atentos. Pessoas que se intitulam ''videntes espíritas'', e fazem previsões do futuro, nada têm a ver com a Doutrina codificada por Kardec. Um melhor futuro depende de boas ações, não de previsões, e o futuro vai além de uma existência.
VALCIR JOSÉ MARTINS, bancário Maringá

mockup