CARTAS
Quanto pior, melhor
Verificamos pela mídia, não só em Rolândia, mas também em outros municípios, que políticos no poder consideram os que levantam a voz, como sendo da turma do ''quanto pior, melhor'', ao invés de entrar no mérito da questão. Parece que ainda estamos na época do: ''Quem está no poder manda, quem tem juízo obedece''. Situação que inviabiliza o bom funcionamento do processo democrático.
Como eleitores, temos que refletir sobre a situação. Como munícipes somos ''donos de casa'', relaxados senão conferimos atentamente os serviços prestados pelos administradores. Somos relaxados senão nos atrevemos a levantar a voz quando os serviços prestados pela administração causam insatisfação.
Seria a mesma situação de uma dona de casa que se contenta apenas com a aparência de ordem. Da dona de casa que não verifica o banheiro, não observa atrás do sofá, nem debaixo do tapete. Quando a casa virar bagunça, de quem será a responsabilidade? Será da pessoa contratada para fazer o serviço, que não foi devidamente orientada e fiscalizada, ou da dona de casa enrolada? O nosso município é a nossa casa. Depende de cada um de nós. Temos que aprender a ser bons ''donos de casa''!
RUTH BÁRBARA STEIDLE (dona de casa) - Rolândia
Câmara subserviente
Um velho chiste entre jornalistas ensina que não rende notícia o fato de um cão morder um homem. O contrário - um homem morder um cachorro -, aí sim, isso é notícia. A matéria ''Câmara aprova contas da prefeitura de Curitiba'' (edição de ontem) se enquadra no primeiro caso. É o trivial, é o comum, é o esperado.
Desde que me conheço por gente, a Câmara Municipal de Curitiba tem sido subserviente ao prefeito de ocasião, qualquer que seja ele. Ali, nenhuma denúncia ecoa, nenhuma investigação vai adiante, atos do prefeito não se discutem, não se delibera jamais contra o alcaide. Com as honrosas
exceções, destaque-se, da ação de um que outro vereador, da minoria que, quando muito, consegue espernear intra-muros.
Assim, entendo que a Folha gastou papel dando o espaço que deu à ''notícia'' referida. Bastava uma nota, curta e grossa, dizendo: ''Como esperado, e sempre, a Câmara aprova as contas do prefeito de Curitiba''. E só.
PEDRO FRANCO (jornalista) - Curitiba
Injustiça
Por que o medo e a desesperança? Por que a capitulação diante do egoísmo? Por que o silêncio diante da injustiça, da violência oculta e manifesta? Por que não temos a coragem de testemunhar com palavras e ações?
A fé parece pequena, impotente e incapaz de iluminar nossos olhos e reconhecer a presença de Deus que passa por nossas vidas nos momentos mais difíceis e mais alegres também.
O mais triste é pensar que pessoas cultas, letradas, se deixem levar por mentiras. Sinto pena desse povo que tapa os ouvidos e fecha os olhos. A verdade, às vezes, demora a vir à tona, mas em determinado momento sempre aparece, isso depois de termos cometido muitas injustiças, pois os culpados entregam-se diante de seus próprios fracassos.
Aí perguntamos: e as pessoas que se colocaram do lado da verdade, merecem tamanho castigo? As provações são para os incrédulos e também para os justos, disse Jesus. Ele mesmo foi vítima, morreu na cruz por ter sido julgado por homens maldosos, covardes, assim mesmo afirmou: ''Eles não sabem o que fazem''. Estava mais do que certo quando fez tamanha afirmação.
VERA LÚCIA GARCIA GRANDE (professora) - Marialva
Esperança
O noticiário popular de rádio e televisão está repleto de desgraças e acontecimentos negativos. Se ficarmos nessa linha de informação nos faz parecer que o nosso País é o pior dos mundos. Penso que isso não é bom, atrai o negativismo, destrói a auto-estima e prejudica a cidadania. Até parece que as pessoas somente se interessam pelas leituras onde se estampa a criminalidade, os assaltos, a miséria e o insucesso de muitos.
Felizmente acabo de ver um debate pela TV Câmara, com o presidente do BNDES e os parlamentares, que levantaria o astral de qualquer brasileiro. Apesar do Brasil ter ótimos projetos, mão-de-obra farta e barata, o volume de crédito não ultrapassa à 28% do PIB, enquanto países como os Estados Unidos chagam até 110%. Neste mundo global em que vivemos o Brasil haverá de vencer, porque somos capazes, e não temos medo de trabalhar.
ANTONIO PEREIRA(contador) - Londrina
Correção
A reportagem ''Coritiba, o clube mais rico do Sul do País'', publicada ontem na página 2 da Folha Esporte, contém erros no infográfico (quadro). Ao contrário do que foi publicado, os valores do lucro líquido (R$ 6,37 milhões), crescimento de receita (17,15%), rentabilidade sobre vendas (48,19%), rentabilidade sobre patrimônio (12,58%) e capital de giro (R$ 30,21 milhões) são negativos.





