Tempestade em copo d'água
O direito à cultura é condição para um mundo livre da intolerância, das injustiças, das agressões. A garantia do exercício deste direito é indispensável para a estruturação de uma sociedade pensante. Londrina tem uma lei que permite aos artistas e/ou empreendedores o desenvolvimento de seus projetos. Se um empreendedor utilizar mal o dinheiro destinado a seus projetos é de sua responsabilidade e existe uma auditoria que aponta as irregularidades e pune, quando for o caso, quem as cometeu.
É preciso que a população saiba que a lei foi se modificando. Quando o agenciador captava recursos, recebia por isso, hoje não há a figura do captador, pois o município repassa a verba para os projetos; houve um tempo que: o proponente podia ter até três projetos; existia a rubrica até para coquetel, não nesta gestão. Agora quanto ao questionamento sobre a venda de livros ou ingressos, isto é ultrajante. Este é o pro-labore do artista. Está previsto na lei.
O incentivo é pra montagem da peça, impressão do livro, etc... Os produtos culturais são em parte doados e o restante cada projeto determina seu destino. Os senhores vereadores não recebem pelo exercício do trabalho? Alguns exercem com excelência sua função, outros não, seja ele artista, vereador ou atendente. O engodo reside no fato de querer mostrar que a culpa é do prefeito ou do secretário da Cultura o mal uso dos recursos de alguns projetos.
Eu e muitos artistas não fazemos jogo político, exercemos o dom que Deus nos deu e vamos montando peças, escrevendo livros e admirem vocês, recebendo através de nossos produtos, às vezes muito mais do que dinheiro, recebendo prêmios, reconhecimento... Distorcer todo o sentido de uma lei que se tornou referência nacional já é demais. Não queiram jogar lama na cultura.
CHRISTINE VIANNA (atriz profissional, editora e produtora cultural) - Londrina

Pujança agrícola
A agricultura é um importante setor de geração de riquezas para o Brasil. De maneira direta e indireta gera inúmeros empregos absorvendo pessoas de qualificação muito variada, além de contribuir nas exportações.
A atividade foi muito sacrificada praticamente durante todo o governo de Fernando Henrique Cardoso. Foi o setor produtivo que carregou em seus ombros o peso do controle da inflação, onde tudo podia aumentar os preços menos a cesta básica que tinha de manter seus preços acessíveis às camadas pobres do país. Como sabemos, a cesta básica é composta de produtos agrícolas. Esta foi a lógica do Plano Real que levou FHC ao poder e o manteve por oito anos no governo.
Com clima favorável, a safra agrícola 2002/2003 possibilitou o resgate da atividade agrícola com força e imponência. Na região do arenito do Paraná, até então marcada em sua paisagem por uma economia pós-cafeicultura, pautada de maneira preponderante na bovinocultura extensiva, foi substituída pela policultura agrícola, principalmente de feijão, milho, soja e mandioca.
Isto contribuiu muito para a mudança na paisagem no arenito Caiuá, considerado a nova fronteira agrícola do Paraná. O setor primário da economia no Brasil precisa de apenas um pequeno impulso para mostrar sua força e gerar riquezas para todos.
DAVID TEIXEIRA DE SOUSA (professor) - Colorado

Brasil de luto
O govervo americano, através de seu presidente George W. Bush, louco por guerras e pai da tal bomba mãe, conseguiu detoná-la ontem matando o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, o pai da paz mundial. O Brasil está de luto.
ROBERTO ESTEVES DIAS (publicitário e diretor) - Londrina

Avaliação de imóveis
Em resposta à carta do sr. Alfredo Canezin, engenheiro civil, presidente do CRECI 6 Região/PR, sobre a matéria ''Avaliação de imóveis pede profissional habilitado'', esclarecemos que os corretores de imóveis podem estimar o valor de mercado dos imóveis para fins de compra, venda e locação, desde que a citada avaliação seja embasada na simples coleta de preços.
Quando a determinação de valor se pauta em normas técnicas e estudos matemático-estatísticos, a avaliação se configura como um trabalho de cunho técnico, abordado na ciência denominada Engenharia de Avaliações, cuja metodologia é fixada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Não há, portanto, que se falar em equiparação entre corretores de imóveis e engenheiros, arquitetos e agrônomos no que diz respeito à avaliações. A Lei Federal n.º 5.194/66 e a Resolução nº 218/73 do CONFEA normatizam o assunto quanto estabelecem que ''...avaliações, vistorias, perícias...'' são atividades de competência legal dos profissionais da engenharia, arquitetura e agronomia.
LUIZ ANTONIO ROSSAFA (presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado do Paraná) - Curitiba

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