Aos advogados
Os melhores votos de saúde e sucesso, hoje, 11 de agosto, ''Dia do Advogado'' e em todos os dias de suas vidas. Nestes tempos de mudanças, tais como a ocorrida com o evento do Novo Ordenamento Civil, graças à dedicação e aos preciosos estudos dos cultores do direito, é óbvio que críticas não faltaram, classificando-o de obsoleto e até mesmo podre. Isto é compreensível, até mesmo porque faz parte da alma humana a contestação sem causa, a contestação sem participação, mesmo que convocado a fazê-lo e até mesmo a aspiração à plena perfeição.
Cientes de que os cidadãos são os juízes dos juízes, torna-se imperativo nos posicionarmos, a fim de agir preventivamente, lutando para que as leis sejam claras e simples, pois só assim obteremos a justiça. Comecemos pelos ajustes infraconstitucionais, até mesmo porque voltar à reforma sem ajustar a legislação ordinária, seria prestar um desserviço ao ideal de boa distribuição da justiça.
Nesse sentido é necessária e urgente a reforma do Poder Judiciário, a fim de que se democratize o acesso à Justiça, melhorando as suas condições de operabilidade, sobretudo na primeira instância, aprofundando as raízes da mediação e da conciliação, com a finalidade de melhor atender a sociedade.
SÔNIA REGINA FAUSTINO (advogada) - Londrina

Aterro, um ano
Amanhã, dia 12, o aterro de Rolândia completará o 1º ano de deposição de lixo. Fazendo comparação com o lixão anterior, aparentemente dá para comemorar. A promessa de obra de ''Primeiro Mundo'', no entanto, não foi cumprida. Tem gente mudando da roça para a cidade por causa do cheiro e de moscas do aterro. A outros, em volta do aterro, resta se conformar com os incômodos e a fedentina. O que não seria necessário se o projeto do aterro tivesse sido cumprido.
A prefeitura de Rolândia não estabelece diálogo com pessoas que questionam. A responsabilidade por irregularidades é delegada à gestão anterior ou ao IAP (Instituto Ambiental do Paraná). Problemas são disfarçados. É provocada desunião entre pessoas e o discurso ''maioria contra minoria'', deixa claro o interesse eleitoral.
Por que criar clima de antagonismo fechando as portas do aterro aos interessados em fiscalizar? Por que deixar de atender as preocupações das pessoas com o meio ambiente? Por que não levar a sério uma coleta seletiva do lixo? A única parte do nosso lixo domiciliar 100% reciclável, o lixo orgânico, continua sendo jogada fora em Rolândia. Uma compostagem, a exemplo de outros municípios, poderia estar aumentando a vida útil do aterro e fornecer adubo ao agricultor em vez da poluição.
É dolorosa a forma como o problema do lixo em Rolândia está sendo levada. Mas, com o aumento do envolvimento ativo da população, cresce a esperança. Quem sabe um dia poderemos todos comemorar?
DANIEL STEIDLE (agricultor) - Rolândia

Pedágio
Observo as últimas do noticiário e percebo que o governador Roberto Requião está tomando um caminho alternativo ao proposto em sua campanha eleitoral no que se refere às praças de pedágio em nosso Estado. É só recorrer às publicações da época ou até mesmo a fitas de rádio ou tevês, que encontraremos a eleitoral frase ''Ou baixa ou acaba''. Estão lembrados?
Mas não é bem isso que vem acontecendo. Primeiro o governador anuncia uma encampação das praças de pedágio, que na verdade foi somente uma simples estratégia para convidar as concessionárias sentarem à mesa para discutir o assunto. Só que com essa ação a população, em especial os usuários das rodovias do Estado, perceberam e deram um voto de confiança ao governador e sua equipe de trabalho. Porém, como essa notícia foi apresentada de forma muita rápida, e sem o devido cuidado por parte de sua equipe, outros interesses entraram em questão e muitas praças foram tomadas e depredadas por várias pessoas de diversos movimentos. Resultado: mais custos para o bolso do contribuinte.
Vendo que não seria tão simples como parecia, que uma simples ''canetada'' não resolveria a questão, um certo acomodamento por parte do governo foi estabelecido. Vejo com extrema estranheza a postura do governador em criar uma equipe de trabalho para auditar as contas das concessionárias para obter informações e decidir o que fazer. Será que o povo desse Estado, que tanto contribui para a melhoria do Brasil, ficará inerte nesses 30 dias que foram estabelecidos para a conclusão dos trabalhos de auditoria? Ou quem sabe o governador acredita que pode falar uma coisa hoje e amanhã mudar de idéia e tudo bem? Não vejo com bons olhos essa auditoria, estamos caminhando para mais um rodízio de pizzas, e quem irá pagar essa conta todos nós já sabemos.
ARTHUR EDUARDO PEREIRA DE SOUZA (estudante) - Londrina

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