Artesãos
Pessoas tidas como ''diferentes'', ditas ''viventes no mundo da lua'', os artistas plásticos, ruidosamente, trazem até a rua seus quadros, suas esculturas e suas idéias. Projetam melhorar o pólo cultural, como é conhecida Londrina. Porém, infelizmente, ainda tristemente chamados de ilegais pelos fiscais da CMTU. Que sejam eles ''ilegais'', pois a realidade é manifesta, a luta pela sobrevivência tende ser a qualquer custo, mesmo que seja na ilegalidade. A ilegalidade que vive esses artistas é tão ética e tão legítima, quanto a legalidade citada em livros e escritos.
A realidade mostra a necessidade de legalizar os espaços, porém, deve ser dado ao artista o respeito que merece. Exemplo, devolvendo a ele a Sala de Exposições José Antônio Teodoro, na Secretaria de Cultura, que é um decreto- lei de 1987. Como diz a melodia: a praça Castro Alves é do povo, como o céu é do avião... Devemos seguir ordens e cantarmos diferente: a praça Castro Alves é do povo, como o céu é do avestruz?
Que restará de Londrina caso o artista deixe de produzir? Pois o que mais admiro nas antigas civilizações é sua cultura. Somente a cultura perpetuará a passagem do homem pela terra!
AGENOR EVANGELISTA (presidente da Associação dos Artistas Plásticos de Londrina e Região) - Londrina

MST é guerrilha?
Diminuir as diferenças entre as classes mais e menos favorecidas da Nação é, sem sombra de dúvida, um dos principais objetivos do governo Lula. Tarefa das mais difíceis: conscientizar o bloco dos mais abastados de que a sua fatia no bolo tem que sofrer redução para consequentemente, através de uma distribuição de renda mais justa, vivermos numa sociedade harmônica e pacífica.
Porém, dentre as classes que ansiosamente aguardam por mudanças, ainda figuram lideranças como o sr. João Paulo Rodrigues do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), que é notícia nos principais meios de comunicação com a pérola ''não precisamos de armas. Nós enfrentaremos (o latifúndio) a tapa''. A realidade de muitos dos agricultores sem-terra é realmente preocupante, de tudo um pouco falta. Entretanto, alguns desordeiros aproveitando-se da causa dos trabalhadores, infiltram-se no movimento e seguem uma linha dura.
Pode parecer exagero, mas os assentamentos estão tomando proporções de guerrilha, assim como as Forças Revolucionárias Colombianas (FARC). Recentemente o MST invadiu e armou seu acampamento numa fazenda em Minas Gerais. Imagens fortíssimas as da ocupação. Os desordeiros proporcionaram um clima de guerra, com queimadas e matança de animais.
Há tempos o Brasil necessita de uma reforma agrária que possibilite assentar milhares de trabalhadores. No entanto, não é invadindo propriedades produtivas através da força que se obterá sucesso. A contratação de capangas fortemente treinados e armados por parte dos latifundiários com o intuito de defender suas terras e o direito de propriedade que está na Constituição torna-se cada vez mais comum. O clima de hostilidade e violência aumenta em ambos os lados. A população espera medidas urgentes do governo Lula para conter esta onda negativa e preocupante com o atual desenrolar dos acontecimentos.
RODRIGO FERRACINI (estudante) - Londrina

Estradas ruins
Conforme o último Guia Quatro Rodas, o Paraná é o segundo pior Estado em estradas no Brasil. O primeiro é Minas Gerais. Então perguntamos: qual a vantagem de termos vários trechos pedagiados? Onde não tem pedágio, temos vários trechos em situação precária. O guia cita apenas o contorno Sul de Curitiba como obra nova, o que é muito pouco de um ano para o outro. E olha que o ano passado foi de eleições. O guia cita que a região Noroeste é a que tem as estradas mais deterioradas.
Trecho feio é de Campo Mourão a Pitanga, onde existem cerca de 40 km impraticáveis. Até colocaram uma placa dizendo ser este trecho de responsabilidade do governo federal. Só que nem a União e o Estado fazem nada. Outro trecho, de Campo Mourão a Goioerê, que foi construído há mais de 20 anos, nunca foi recapado.
No ano passado houve licitação do DER para o serviço, mas foi cancelado. De janeiro a maio, várias pessoas morreram devido ao excesso de crateras. Só após isso houve a operação tapa-buracos. Segundo a mídia, taparam cerca de 7 mil km e faltam ainda outros 4 mil. Outra pergunta dos goioerenses é quando o trecho da BR-272, que não se sabe se é federal ou passou para o Estado, será asfaltado? Frustração é o que todos nós, paranaenses, temos. Até quando?
ORIPE CARRIÃO (microempresário) - Goioerê

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