CARTAS
Artesãos e as praças
Talvez a CMTU esteja certa em querer fazer das praças o que elas realmente representam para a população. Londrina não é uma cidade industrial e sim voltada para o comércio. Por isso, devemos admitir que seja fundamental que praças, ruas e avenidas sirvam de cartão postal quando se trata de um lugar lindo como este. Foi digno encontrar um local para os camêlos trabalharem e pode ter certeza que a maioria deles se dá por satisfeita: findou a preocupação com chuva, vento ou sol quente, honra ao trabalho informal.
Os camêlos interditavam calçadas e depois provisoriamente a Avenida São Paulo, uma das principais vias de acesso ao centro. Já os artesãos estão há mais de duas décadas trabalhando sem incomodar nenhum cidadão e, de repente, vem a CMTU querendo afastá-los! Talvez o órgão público esteja correto, a discórdia é que o restante das praças públicas estão abandonadas. Para servir de exemplo podemos citar a do conjunto Violin (Zona Norte). Está com piso inadequado, iluminação e bancos destruídos e à noite é ponto de tráfico de drogas, sexo e assaltos.
Diversas praças poderiam ser citadas, já que o cidadão nem precisa de muito esforço para se certificar da veracidade desta realidade. Difícil, então, é compreender por qual razão, duas praças sejam prioridades, principalmente quando lá podemos encontrar cidadãos comuns que, por não terem tido outras altenativas, precisam do local para um labor digno para oferecer uma renda ou uma condição de vida a suas famílias. A CMTU deveria cuidar da cidade por completo, não esquecendo que desde um bairro mais pobre ao mais rico, ambos pagam impostos e merecem toda atenção.
VALDINEI APARECIDO TEODORO (estudante) - Londrina
Quem será o próximo?
Pobres, gordos, deficientes, altos, baixos, negros, japoneses, ucranianos, alemães, mineiros, paulistas, velhos, homossexuais, crianças de rua, andarilhos, protestantes, católicos, budistas, espíritas, evangélicos? Quem será? Por que será que estes ''pombos'' doentes estão infestando a cidade? Por que esses gatos miam e incomodam o pacato cidadão? Por que esse bando de cachorros sarnentos perambula pelas ruas? Por que as árvores soltam folhas e ''sujam'' as calçadas? Por que tem tanto mendigo? Por que, por que, oh! Deus por quê?
Após ler a reportagem sobre os pombos, me lembrei das palavras do meu pai. Quando perguntava o porquê de tanta violência, ele solenemente respondia: ''Filha, quem mata bicho mata gente!'' Ao invés de buscar soluções para os males causados pelo homem, através da destruição ambiental, em uma cidade que conta com prefeitura, universidades, Ongs e nós, cidadãos e tudo o mais, os taxistas falam em bombas e bambu, o que para mim já foi chocante demais, mas viria coisa pior.
Ao ler na Praça, vi a ''fantástica'' idéia de uma pessoa tão tola e insegura, incapaz de lutar por suas idéias, pois não tem coragem de assumir nominalmente o que sugere. Caça ao pombo? Quando a humanidade inteira, luta pelos direitos dos animais, ela ainda tem coragem de justificar, matar (pombos), mas para dar aos pobres! Minha senhora, Hitler, era vegetariano, dormia 8 horas por noite, fazia suas orações diariamente e ele e suas idéias ''mataram'' 7 milhões de pessoas. Chega de violência, viva a vida!
EVELISE BIANCO DE CARVALHO (cirurgiã dentista) - Londrina
Redução do FPM
Faz muito tempo que ouvimos falar em redução do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) - fundo repassado pelo governo federal aos municípios de todo o Brasil. Nas últimas semanas, este assunto foi manchete em muitos meios de comunicação. Muitas prefeituras da região, incusive à da minha cidade, Tuneiras do Oeste, decidiram encerrar o expediente de atendimento ao público mais cedo. O que não reduz em nada os gastos dos cofres públicos.
Na realidade não é assim que funciona. Qualquer empresa que não está indo bem deve buscar meios para aumentar sua produção e, se for o caso, contrair novos investimentos, conquistar novos clientes, parcerias, etc. As prefeituras são quase que empresas comuns, mas com um diferencial muito grande. As empresas fazem um esforço muito maior para atingir suas metas, pois como toda prefeitura, têm sua folha de pagamento e despesas. Porém, as prefeituras não precisam correr atrás de clientes para vender seu produto, não necessitam de propaganda na mídia para dobrar suas vendas e ter um faturamento maior, não têm ainda um monte de fiscais da Receita Federal ou estadual para cobrar o que deve ser feito, e quando não for atendida lhe recairá penas rigorosas. As empresas, mesmo diante das crises que passam, não fecham as portas aos seus consumidores. O que vemos, às vezes, é a ameaça ou demissão de funcionários pois os mesmos não possuem estabilidade no emprego.
As prefeituras têm uma grande diferença das empresas. É só aprender a não gastar mais do que se recebe que as coisas funcionarão de acordo. Se não for mudado o modelo atual de administração, as prefeituras irão continuar fechando.
JEAN CARLOS SARTORI SKIBA (estudante) - Tuneiras do Oeste
Correção
- Ao contrário do que foi publicado no serviço da capa da Folha Esporte de ontem, o jogo entre Londrina e Mogi Mirim será domingo, às 16 horas.





