CARTAS
Valores perdidos
Vivemos em uma sociedade que ingenuamente vem perdendo seus valores éticos e morais. Valores como respeito aos pais, avós, aos idosos, enfim, respeito mútuo entre todas as pessoas, respeito com os professores que antigamente eram tidos como grandes detentores do saber, dos conhecimentos. Infelizmente, esses valores foram se perdendo ao longo dos anos. Os jovens dos anos 60, que eram reprimidos não tinham a tão sonhada liberdade, e que hoje deixam seus filhos na mais invejável liberdade não conseguem manter a rédea familiar. Os valores adquiridos de geração para geração se perderam no transcorrer da caminhada.
Precisamos resgatar esses valores para que a sociedade como um todo se movimente, deixando de caminhar por caminhos tortuosos, em que o respeito e a convivência harmoniosa com outras pessoas sejam apenas segundo plano e a vida seja unicamente guiada pelo princípio do valor material. A situação precisa mudar resgatar alguns valores perdidos e educar para a convivência social são necessidades mais urgentíssimas dentro do nosso mundo.
Nossos jovens hoje não ''respeitam ninguém'', não possuem amor próprio; apenas pensam, ser eles os donos do mundo. Mas como será o futuro da próxima geração? Que valores os jovens de hoje terão para deixar para as próximas gerações? Se hoje está cada dia mais difícil trabalhar com os jovens e educá-los, como será o amanhã?
FLAVIA APARECIDA CONTE DO PRADO (professora) - Londrina
O rei está nu?
''Casa onde falta pão, todos reclamam e ninguém tem razão'', diz o velho ditado. Esta é a situação geral do País. Quando o Judiciário ameaça entrar em greve, quando operários do ABC cruzam os braços exigindo melhoria salarial e o poderoso setor industrial ameaça fechar algumas de suas fábricas é sinal de que algo não vai bem. Embora a economia, nos pronunciamentos oficiais, aponte que os índices de inflação baixaram, provocando até deflação, nós consumidores sentimos justamente o inverso. Não fosse o sacrifício dos hortifrutigranjeiros e dos produtores de alimentos como o feijão, o arroz, a carne de frango porque a do boi está quase inacessível nas nossas mesas , aliado ao alto preço dos combustíveis e o gás de cozinha, procuramos descobrir onde está a famigerada taxa menor da inflação. Dirse-a no nosso imaginário: aquela lenda que anunciava que o monarca iria a determinado desfile apresentar-se vestido do máximo requinte. Durante o seu trajeto, todos o reverenciavam. Até que um inocente garoto gritou: olhe o rei esta nu.
JOÃO DIAS AYRES (médico) - Londrina
Crenças e crise
Com relação à matéria ''Crise leva pessoa em aperto a procurar ajuda nas crenças'', publicada dia 4/8 na Folha, sobre a tendência do ser humano de buscar, em momentos de crise, ajuda junto à religião e a outras práticas, como as esotéricas, gostaria de esclarecer que a Umbanda e o Candomblé não são ''religiões de aflição'', que se caracterizem por ''atender pessoas em horas de crise'' e, muito menos, ''baseiem-se num sistema de trocas ou prestação de serviços''.
Contrariamente à declaração de que estas religiões ''não se sustentariam nas tradições'', informo que as mesmas têm por base as religiões panteístas do início do mundo, que evoluíram para os sincretismos afros, com suas tradições próprias em cada região do continente africano. No Brasil, estas tradições, trazidas pelos escravos, deram origem ao Candomblé, em forma mais direta, e à Umbanda, ao passar por uma sincretização com os cultos cristãos.
Para aqueles que seguem estas religiões, não existe a relação de troca, nada é feito visando, exclusivamente, o retorno de algo que se deseja. É claro que, como em todas as outras religiões, existe a crença de que, se agirmos de forma correta, conseguiremos que nossas vidas se tornem mais harmoniosas e tranquilas. Pelo que conheço, é isso que também esperam os católicos, evangélicos, judeus, budistas, ortodoxos, islamitas e todos os demais.
Quanto à ''prestação de serviços em clima de urgência'', não conheço nenhum pronto-socorro religioso, de qualquer segmento, que funcione. Primeiro, porque sei que crer é algo que tem que ser forjado ao longo da vida. Ter fé implica em saber, estudar e entender aquilo que se quer seguir. Não é crer para depois fazer. É conhecer para poder crer. Segundo, porque numa religião que tem por base as forças naturais que regem o Universo, não há como gerar soluções 'mágicas'' e ''imediatistas'', porque o Universo não se modifica ao bel-prazer dos homens.
NINA CARDOSO (psicóloga e umbandista) - Londrina
Agradecimento
A família de Aurora Vicentini faz um agradecimento especial aos médicos Marcos Menezes Freitas de Campos e Elias José Gonzales de Assis Ribeiro, ao Hospital Mater Dei e sua competente e atenciosa equipe de enfermagem, e também à equipe do serviço de Atendimento Domiciliar da Unimed. Num momento difícil para a família, que culminou com o falecimento de Aurora Vicentini, foi de extrema importância contar com profissionais competentes, atenciosos e que trataram paciente, seus amigos e familiares com tanto carinho.
LUIZ VICENTINI E FAMÍLIA - Londrina





