CARTAS
Desarmar os espíritos
Tramitam no Congresso projetos que tratam da proibição da venda e porte de armas, incluindo as de brinquedo. Campanhas estão sendo veiculadas com o objetivo de conscientizar as pessoas dos perigos que representa mantê-las em casa. As razões são várias e vão desde o despreparo do cidadão comum nas reações a assaltos, assassinatos em discussões no trânsito e as tragédias domésticas causadas pelo uso como brinquedo por crianças, uma situação que até bem pouco tempo não era percebida, ou ignorada e foi preciso que várias desgraças se sucedessem para despertar a atenção da sociedade para essa triste realidade.
Pais que até então fomentavam o arsenal com armas de brinquedos, perderam o controle, desde que os filhos começaram a buscar nos arsenais dos próprios genitores, armas que não são de brincadeira, para brincar de mocinho e bandido, e como a educação depende do exemplo, chegou-se à conclusão de que era preciso desarmar também os pais.
Assim, tirando as armas de pais e filhos, ou de adultos e crianças, pensa-se que o problema estará resolvido. Será? Será que basta tirar a arma de alguém para desarmá-lo? Se fossem eliminadas todas as armas da face da Terra, ainda assim nós continuaríamos armados uns contra os outros, pois a violência está dentro do indivíduo que é violento.
Quantas pessoas que jamais tocaram numa arma e já destruíram tantos sonhos e esperanças, pela forma agressiva de ser! Basta olharmos nos olhos de muitas de nossas crianças para perceber o quanto estão armadas. O olhar agressivo, os gestos brutalizados, o comportamento irreverente e inconsequente, dão mostra de quão armados continuam nossos filhos, mesmo sem empunhar uma arma.
''É preciso desarmar os espíritos'' no sentido literal da expressão, isto é estarmos abertos ao diálogo, livres de quaisquer preconceitos, nos colocando no lugar do próximo em todas as situações que enfrentarmos, pensamentos positivos e sempre voltados para o bem.
VALCIR JOSÉ MARTINS (bancário) - Maringá
Aids e educação
O mundo vive uma situação complicada na luta contra a Aids. Lideranças de pensamentos fracos não conseguem pensar que podem evangelizar os jovens. Seja padre ou pastor, os dois se necessário, poderia com um grande programa de evangelização ensinar os jovens a não usar drogas e não ter sexo depravado. Ensinar aos jovens que sexo depois do casamento é muito mais seguro e muito mais gostoso e, que assim, o risco de doenças cairia para zero. Esse negócio de camisinha não ajuda em nada. Ao contrário, está incentivando os jovens a fazerem sexo.
EVERTON IPÓLITO (músico) - Londrina
Lojas barulhentas
Aborrecido com o excesso de barulho provocado por alto-falantes de lojas de Londrina, e depois de haver falado pessoalmente com o gerente da que há tempos mais perturba (sem nenhum sucesso), telefonei para a CMTU. A funcionária que me atendeu perguntou: ''A caixa de som está dentro ou fora da loja? Se estiver fora, é com a CMTU; se estiver dentro é com a Prefeitura''. Respondi-lhe que o que perturbava era o som muito intenso e os gritos histéricos do locutor, não importando para os ouvidos saber onde estava a causa, mas o efeito. Evidentemente fora das lojas. Mesmo com a indicação das lojas que costumeiramente perturbam. O barulho continua.
Os serviços de alto-falantes há muito deixaram de existir, e a idéia de montar tal serviço no Calçadão de Londrina e ruas próximas, anunciando veículos, refeições, jogos e mercadorias diversas de lojas, parece-me incompatível com a modernidade e uma concorrência desleal com o rádio e a televisão (ambos com dispositivo para baixar o volume ou desligar).
Estudos já foram feitos e comprovaram que a poluição sonora é nociva não só aos transeuntes e vizinhos das empresas que a praticam, mas principalmente aos próprios funcionários, obrigados a aturar não só o barulho como os gritinhos histéricos de alguns locutores desse desnecessário serviço de alto-falantes.
Parece-me conveniente, na oportunidade em que a CMTU desenvolve esforços enormes para despoluir a cidade, desfavelar as praças, afastar os camelôs das ruas, aproveitar também para impedir que as lojas tenham nas portas caixas de som voltadas para a rua, cada uma tentando fazer mais barulho que outra. Ou pelo menos que seja estabelecida uma quantidade máxima de decibéis para tais atividades. E que haja fiscalização também aos sábados, quando o barulho é maior e os camelôs e artesãos invadem as calçadas.
REINALDO MATHIAS FERREIRA (professor) - Londrina
PM e socorro
Por que será que a Polícia Militar não presta serviços de socorro a doentes em estado emergencial? Uma questão de serviço humanitário. Se uma pessoa precisa ser transportada para um pronto-socorro mais próximo e não tem alternativa no momento, não pode recorrer sequer ao Estado? Outro problema que cidadãos assistidos pelo SUS enfrentam é que os locais de exames e laboratórios conveniados pelo governo não contam com acessos para deficientes e idosos. São longas escadarias que fazem o doente sofrer ainda mais. O SUS deveria exigir acessos com rampas ou elevadores nestas clínicas.
CÉLIO BORBA (aposentado) - Curitiba





