Banda de Peruíbe

O Festival de Música de Londrina, que atrai grandes nomes desta arte, recebeu uma banda de música, com faixa etária de 12 a 20 anos e 42 componentes, todos interessados em melhor dominar seus instrumentos e aprofundar os seus conhecimentos musicais, que veio apoiada pela Prefeitura de Peruíbe, cuja população é de 50 mil habitantes. Poucas pessoas puderam emocionar-se com a sua música pois o ritmo do festival dá pouca disponibilidade aos seus organizadores para, entre tantas apresentações, destacar a todos.
A Secretaria Municipal de Cultura, talvez por falta meios, não pode bancar este tipo de concerto e perdeu a oportunidade de oferecer ao povo um espetáculo de primeira grandeza, a custo zero, privando a população de deliciar-se com um repertório, do popular ao clássico, tocado por uma banda campeã 11 vezes estadual e 8 nacional.
Foi pouco ouvida também a mensagem do maestro Sergio, que entre uma e outra apresentação, divulgou pormenorizadamente o Projeto Alfabetizando e Musicalizando, que abrange toda a rede municipal de ensino de Peruíbe, com 8,5 mil crianças (em torno de 17% da população, e se considerarmos seus pais teremos o envolvimento de metade dela) ligadas à música, cujos professores, os próprios componentes da Banda, estagiários contratados, se encarregam de executar.
Cabe agradecer à banda pelo show proporcionado e felicitar os administradores de Peruíbe, pela sensibilidade que otimizou o sucesso do projeto, que pode ser um espelho para todas as cidades, através das prefeituras, secretarias da Cultura e/ou Ação Social, que apresentam, ou não, problemas com os seus menores.(www.peruibe.sp.gov.br/banda). Em Londrina a banda passou e mesmo aqueles que estavam à toa na vida não viram.
CARLOS ROBERTO MIRANDA (industriário) - Londrina

Comodato rural

Absorção da mão-de-obra braçal é a solução para o MST e se evitar conflitos ou até uma guerra civil próxima. Existem aproximadamente 340 mil propriedades rurais no Paraná. Se cada uma, em média, reabrigar 3 (três) famílias haverá a ocupação de quase 4 milhões de pessoas que dizem e estão sem trabalho. Para isso acontecer, urge que se modifique a legislação trabalhista e se faça o ''êxodo urbano'' com o retorno do agricultor para o campo.
O êxodo rural fez as pessoas incharem e ''favelarem'' as cidades. Pessoas com cultura restrita, sem possuir qualificação de mão-de-obra e sem encontrar trabalho passam a fazer qualquer coisa, até roubar, sequestrar e matar para tentar saciar a fome e necessidades de suas famílias. As poucas empresas rurais estão diminuindo. Dizem que é difícil, mas, não impossível. Basta haver mais vontade política e melhor visão do problema.
Estudar e planejar a criação de comodato rural com financiamento específico para culturas orgânicas, perenes e semiperenes, etc., antes que mais outro MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) se alicerce na sociedade e se desenvolva em todos as grandes cidades de País. O problema nacional é o trabalho e não a posse da terra.
VOLDIMIR MAISTROVICZ (empresário) - Apucarana

Audiência contra a fome

Urge em nossa cidade uma política implacável contra a fome. Uma cidade com tantas riquezas não pode conviver com uma mesma cidade com tantas injustiças. É fácil acabar com a fome em Londrina. Basta colocar em prática idéias que todos temos. Realizar as ações contra fome de maneira coordenada. Para possibilitar a reunião de idéias e a sistematização de ações, faz-se necessária a convocação do Poder Público e de toda sociedade civil organizada de Londrina.
Idéias como as levantadas pelo Frei Beto na última revista ''Caros Amigos''. Podemos dividir ações em, por exemplo, emergenciais (de curto prazo), e ações de médio e longo prazos. Entre as primeiras, como arrecadar e distribuir alimentos e em quais locais há pessoas com maior necessidade de recebê-los. Entre as segundas, poderíamos utilizar a idéia exposta pelo Frei Beto na mencionada reportagem, na qual ele chama as universidades a colaborar com o Fome Zero, citando exemplos bem sucedidos de ações de algumas universidades brasileiras.
Uma maneira de fazê-lo, seria reunir ações de nutrição e agronomia. Acadêmicos de nutrição, orientados por professores, poderiam fazer um balanço das principais necessidades de cada família, para então, os estudantes de agronomia, igualmente supervisionados, explicar como plantar e cuidar de alimentos em hortas residenciais e comunitárias, por exemplo. Há tanto o que fazer. Há tantas pessoas com habilidade para fazer. Há tantas condições para acabar com a fome em Londrina. Não precisa ser só mais um sonho.
FLÁVIO HENRIQUE CAETANO DE PAULA (estudante) - Londrina

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