CARTAS
O poder da caneta
Um simples objeto, a caneta, que a priori tem a sublime missão de registrar no papel parte do que migra da mente humana, teve nesta semana funções inusitadas, sendo por duas vezes objetos antônimos, estabelecendo parâmetros entre a vida e a morte. No início da semana um publicitário do Rio Grande do Sul foi salvo por uma caneta que trazia no bolso quando um assaltante lhe atirou contra o peito. O pequeno objeto serviu como escudo ao interceptar o projétil que atingiria o coração do rapaz. Na quinta-feira, Luís Gabriel da Costa Passos, assessor especial do secretário de Segurança Pública do Paraná, teve uma das mãos atingida por um projétil que partiu de um revólver disfarçado de caneta. Dessa vez ao invés de escudo o pequeno objeto era a própria arma. Como se vê, por duas vezes a caneta protagonizou cenas em que, por fé ou por sorte, duas vidas foram poupadas da morte, mas o que fica evidente em ambos os casos é a astúcia da mente humana que por necessidade ou ganância, por ambição ou vingança continua a promover a morte.
CLEUZA MARIA IRINEU (estudante) - Londrina
Lixo, que tal inovar?
Lixo reflete consumo, desperdicio, indiferença e oportunismo. Campo fértil para ações políticas e tecnológicas pouco sustentáveis por não envolverem ativamente a sociedade. A mídia está cheia de notícias que descrevem a poluição que o lixo está provocando e da revolta das pessoas incomodadas com este problema. Ontem cedo, no Globo Rural, foi anunciado para domingo matéria sobre projeto de compostagem desenvolvido há um ano na cidade turística de Garopaba em Santa Catarina.
Desde 1994 a Universidade Federal de Santa Catarina vem desenvolvendo no Campus um processo de compostagem (método indiano) de transformar resíduo orgânico em adubo de alta qualidade. Grande diferencial deste sistema, diante de outras compostagens é a qualidade final do produto que não tem as contaminações do composto das usinas de lixo, por exemplo. Também toda estratégia de envolvimento da população e do recolhimento do lixo fazem daquele projeto uma proposta promissora para tratar da fração maior do nosso lixo domiciliar que é o orgânico que nos lixões e aterros causa sérios problemas de chorume, gases e atrai vetores como as moscas. Quem sabe outras cidades também poderão ser motivadas e começar a inovar sua postura diante do lixo?
DANIEL STEIDLE (agricultor) - Rolândia
Paróquia esclarece
A Comunidade Católica Nossa Senhora da Esperança, do Conjunto Habitacional Tito Carneiro Leal, respeitosamente vem pedir que se faça uma correção sobre a reportagem feita por este jornal, no dia 18/7, na Folha 2, de autoria da jornalista Ana Setti Rosa. O jornal mostrou foto da construção do templo e cita como ''obra inacabada'', ''parada há muito tempo'', o que não condiz com a realidade. Podemos provar que a obra não encontra-se parada.
A foto estampada no jornal, de uma igreja em construção, é o resultado de muitos esforços de uma comunidade religiosa organizada que enfrenta todos os desafios para construir seu templo. O início da obra deu-se no ano de 2000 com o serviço de fundação (alicerce). No ano de 2001, deu-se prosseguimento à obra com a 1 fase de levantamento dos pilares. E, em 2002, a 2 etapa de levantamento dos pilares foi reiniciada e concluída. Atualmente, a obra encontra-se à espera da cobertura (fase mais cara da construção). Vale lembrar que os recursos investidos nessa obra são 90% provenientes do dízimo da comunidade. Contamos também com doações através de campanhas de materiais de construção e também algumas promoções que promovemos. Recebemos também ajuda do FAP - Fundo Arquidiocesano da Partilha.
LUIZ CARLOS SENIGÁLIA (pároco da Comunidade Nossa Senhora da Esperança) - Londrina
N.R.: A matéria publicada na Folha enfoca uma oficina de fotografia realizada com moradores do Conjunto Habitacional Tito Carneiro Leal, sob a coordenação de um aluno da Universidade Estadual de Londrina que escolheu a atividade como trabalho de conclusão de curso. Em nenhum momento fizemos críticas à obra realizada no bairro pela Comunidade Católica Nossa Senhora da Esperança. Um dos alunos do curso fotografou a igreja registrando-a como uma ''obra inacabada'', o que ela realmente é. O objetivo do projeto da UEL ''Identificando a Cidadania pela Fotografia'', pelo que compreendemos, é estimular o cidadão a se aproximar, através de uma linguagem artística, do seu bairro e da sua comunidade. O registro fotográfico em questão, no nosso entendimento, não fere princípios e nem põe em dúvida a seriedade na utilização dos recursos para a obra em construção pelos fiéis.
Correção
- Diferentemente do que informou a matéria ''Uma festa de prêmios'', publicada ontem na página 3 da Folha 2, referente à promoção da Folha de sortear aos assinantes do jornal cinco pacotes de viagem ao Parque Hopi Hari, os ganhadores das passagens terão direito a seguro da Embratur, guia e passaporte para o parque localizado em Vinhedo (SP).





