Jardim Botânico
Que uso deve ser feito com os recursos que serão recolhidos da multa aplicada ao Pool de Combustíveis por poluição ambiental? No dia 23 de julho, o secretário estadual do Meio Ambiente anunciou a intenção de investir R$ 1,5 milhão na construção de um Jardim Botânico em Londrina. Recebeu crítica do secretário municipal do Meio Ambiente que alegou não ter havido nenhuma discussão com as autoridades ambientais do município. O secretário estadual do Meio Ambiente contrapôs que o Jardim Botânico foi apontado como prioridade na última Conferência Municipal do Ambiente.
Entendemos que o município tem uma série de problemas a serem resolvidos do ponto de vista ambiental. No entanto, como tal proposta foi aprovada na última Conferência, é claro que ela deve ser efetivada. Mas passaram-se dois anos sem que tenha havido encaminhamento concreto para essa proposta. Outra Conferência se avizinha - está marcada para novembro - e é essa instância que deve referendar as prioridades para o meio ambiente.
Além disso, até novembro, haverá tempo suficiente para que o assunto seja amplamente debatido pelo Conselho Municipal do Meio Ambiente (Consemma) formado por representantes de entidades. E é o Consemma quem deve deliberar o destino de qualquer investimento na área. Afinal, o Conselho tem competência técnica e representatividade popular para isso. O mais importante é que ele representa a voz da sociedade que deve ser sujeito das políticas públicas.
MAURÍCIO BARROS (vereador do PT) - Londrina

Memória curta?
Não concordo com a opinião da assistente social Rosângela Ferreira, em carta publicada no dia 24/7 neste jornal. Eu não tenho memória curta. Não nos esqueçamos de que o sr. prefeito Nedson Micheleti, imitando o ex-governador Jaime Lerner que queria vender a Copel, também queria vender a nossa Sercomtel. A alegação era, entre outras coisas, que a empresa não iria suportar a concorrência nas comunicações e ia quebrar. O que não era verdade, basta ver o que é hoje a Sercomtel: uma empresa sólida, competitiva e lucrativa. O prefeito só não conseguiu levar a cabo o seu intento porque foi organizado um plebiscito popular a respeito do assunto. O que impediu mais uma desastrosa privatização contra o interesse do povo.
ELCIO PAULO CARBONIERI (comerciante) - Londrina

Variação de preços
Como bom consumidor, tenho repetido todos os meses uma pesquisa de preços ao fazer a compra mensal. Incluo em minha lista pelo menos três mercados. Minha esposa fez uma pesquisa na terça-feira (23/7) durante a manhã. Nesse mesmo período ela fez parte da compra onde os preços estavam menores. O restante da compra eu faria à tarde. Tive um surpresa ao voltar ao mercado pesquisado em primeiro lugar ao verificar que os três primeiros itens estavam com preços superiores que variavam de 10 a 21 centavos. Detalhe: a loja em questão não era a mesma, contudo pertencia à mesma rede. Procurei o gerente e o mesmo disse que era igual e ligou para verificar. Constando que o preço estava mesmo diferente, o gerente sequer deu uma explicação sobre a diferença. Indignado saí daquela filial maior e fui para a menor, onde fiz o restante das compras. Portanto, cosumidores, há muita diferença entre diferentes mercados, e dentro da própria rede. Detalhe: a economia que tenho feito gira em torno de R$ 60.
PAULO SÉRGIO GUEDES (professor) - Londrina

Saneamento básico
A Folha de Londrina de 28/7 noticiou que o Paraná deixa a desejar em saneamento básico. A notícia não é novidade para os moradores do Jardim Universitário e de muitos outros bairros de Londrina. A expectativa ficava, então, por conta do informe sobre convênio que o prefeito de Londrina e o governador Requião firmava com a Caixa Econômica Federal para investimento de R$ 12,7 milhões em obras de saneamento na cidade. Qual não foi nossa surpresa, porém, ao saber que nosso bairro não estava incluído nas obras programadas com base nesse financiamento.
Surpresa e decepção, pois em 17 de julho de 2001, em atendimento a pedido que fizemos à Sanepar, o gerente da empresa, sr. Nelson Hidemi Okano, em correspondência identificada por USOSLD-057-USU/2001, afirmava: ''Na atualidade, a Sanepar está pleiteando junto à Caixa Econômica Federal um financiamento para mais um programa de ampliação de atendimento de esgotamento sanitário para Londrina que, caso seja bem-sucedido, este (sic) bairro deverá ser atendido''. E mais, ''Caso este programa seja liberado ainda este ano, cremos que o Jardim Universitário poderá contar com este serviço dentro dos próximos dois anos''.
Por esta razão, nossa decepção se aproxima da revolta. O financiamento está saindo agora, mas não fazemos parte dos contemplados. Fomos discriminados, embora este seja um bairro de classe média composta de cidadãos que pagam regularmente seus impostos, dentre os quais muitos professores universitários, advogados e engenheiros. Do jeito como andam as coisas neste país, conclui-se que o serviço de esgoto para o Jardim Universitário ficou para as calendas gregas. Lamenta-se duplamente, pois as obras aqui seriam de fácil execução, considerando-se que o bairro tem apenas cinco ruas, às quais cruzam loteamento novo, já provido de rede de esgoto. Como democracia é um eterno insistir, continuaremos lutando por um prefeito que nos reconheça como cidadãos.
RUBENS CHIAROTI (advogado licenciado) - Londrina

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