Precisamos de Jardim Botânico?
Talvez. Mas o que realmente a população que vive longe das decisões palacianas deve saber é como os acordos envolvendo multas milionárias são reduzidas a níveis subterrâneos apenas com aperto de mãos e uma troca singela de olhares. Outra coisa é como o ego e a prepotência de alguns ilustres não permitem que os nossos representantes locais conheçam, opinem a respeito desta ''fabulosa área de lazer'' a ser viabilizada com recursos oriundos de um ''acordo compensatório'' entre a secretaria estadual do Meio Ambiente e o Pool de Combustíveis de Londrina.
O que questionamos aqui não é a importância ou não desta obra e sim a clareza e o protagonismo que o município e os londrinenses devem ter neste debate. O nosso desejo é que Londrina também possa apresentar suas prioridades na questão do meio ambiente e assim, em ambiente saudável e franco, se possa ter um debate claro e transparente e, acima de tudo, se decida localmente o que é ou seria mais importante para a sociedade e o meio ambiente londrinenses .
Quero acreditar que toda esta polêmica criada não tem nada a ver com os mais recônditos desejos eleitorais. Se assim for, não seria somente o valor da multa inicial ou o Jardim Botânico que estaríamos perdendo.
ODARLONE SANTOS DE SOUZA ORENTE (estudante) - Londrina

Susto no atletismo
Era ainda bem cedo quando os amantes do esporte leram nos jornais a notícia sobre o suposto doping da atleta Maurrem Maggi, considerada merecidamente a melhor atleta da modalidade no País. Com certeza teve reações variadas por todos os cantos do Brasil. Na mente das pessoas que não suportam a ascensão dos semelhantes certamente ocorreu que enfim pegaram mais um infeliz. Já para aqueles que vibram com as vitórias de Maurrem, que é sempre dividida com todos os brasileiros, e crêem em sua honestidade desportiva uma onda tristeza invadiu o coração. Mas há uma parcela seleta que se assustou diante da notícia. Falo dos demais atletas que andam já algum tempo assustados com a nova onda de ''caça aos dopados do esporte''.
Não era muito tarde quando sites mencionavam a possibilidade de um creme pós-depilação ter causado o suposto doping. Esse motivo deixou as aparências ainda mais estranhas, pois ao que parece a vida do atleta está cada dia mais limitada, haja visto que há pouco tempo uma atleta também flagrada no exame de dopagem alegou ter comido carne de frango e que a quantidade de hormônios ingerida pela ave seria então a causadora do resultado positivo no exame.
Enfim, ou existe a intenção de proteger determinados atletas ou realmente tudo o que entra no atleta faz mal. Enquanto isso quem perde é o esporte.
CLEUZA MARIA IRINEU (maratonista) - Londrina

Doação de órgãos
A vida continua e, às vezes, duplamente. A doação de órgãos humanos para fins de transplantes é gesto tão nobre que beira à sublimidade. Doador e seus familiares se tornam merecedores da condição de sacrossantos, aproximando-se da divindade, eis que Deus, na Sua infinita misericórdia nos doou Seu Filho unigênito para que pudéssemos viver.
Para que ocorra a doação é assaz lamentável que alguma vida preciosa seja ceifada. E foi o que aconteceu com uma inocente e dócil criança que, na pureza de sua infância, teve sua trajetória por este vale de contradições interrompida prematuramente retornando, porém, às belezas celestiais.
Acontece que esse anjo continuará entre nós, sorrindo e luzindo nos olhos de nossa querida Camila que receberá suas córneas graças à generosidade de seus familiares. Que Deus na sua infinita bondade os console e recompense abundantemente.
Os desígnios de Deus são insondáveis e bem-aventurados àqueles que os aceitam resignadamente. A ação dos doadores transcende a nossa capacidade de externar o nosso sentimento de gratidão. Jesus, certamente, exulta-se de alegria, ao constatar a existência de seus seguidores aqui na Terra uma vez que, a doação de órgãos humanos para fins de transplante, continuação da vida, é a mais eloquente demonstração de amor ao próximo.
RUBENS VASCONCELOS CALIXTO (servidor público) - Fênix

Esclarecimento
Em relação à matéria divulgada no Caderno Cidade do dia 29 de julho deste ano, terça-feira, sobre a entrega dos cupons do programa Fome Zero em Londrina, o Núcleo de Comunicação da prefeitura informou que toda a atividade é um convênio entre o município e o governo federal e faz parte de um projeto piloto implantado na cidade. A renda para o pagamento dos cupons vem de recursos da cidade e é controlado pelo Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar). O dinheiro antes era gasto com a compra das cestas básicas, substituídas pelos cupons.

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