CARTAS
Lula e os fora-da-lei
Enquanto os brasileiros batalham pela paz, promovendo passeatas e até mesmo nos estádios de futebol lotados se notam manifestações pela paz, é lamentável ver um presidente e um governador de braços dados com os fora-da-lei.
O Direito de propriedade está garantido não só ao proprietário como ao possuidor de um bem móvel ou imóvel. É obrigação das autoridades constituídas garantirem esse direito e essas autoridades devem se pôr ao lado dos homens de bem e não dos bandidos.
O que o Poder Executivo faz é usar o uniforme dos baderneiros ou permitir e até mesmo incentivar a ocupação de propriedades privadas, como ocorreu no recente episódio da invasão das praças de pedágio. Esses baderneiros devem ser contidos antes que seja tarde, porque com a invasão das praças de pedágio ficou claro que o Movimento dos Sem Terra é um movimento político radical de esquerda. Se querem terras, usem as margens das rodovias, como faz um produtor de vassouras e melões que vêm cultivando há anos as margens da PR-092 proximidades do trevo da BR-153. Por que não plantam às margens da Rodovia que vai de Cuiabá-MT a Porto Velho-RO?
JOSÉ DO ESPÍRITO SANTO DOMINGUES RIBEIRO (advogado) - Joaquim Távora
Economia Popular Solidária
A reestruturação produtiva iniciada no Brasil nos anos 1990 levou as empresas a adotarem novas formas de gestão e organização do trabalho com o fim de sobreviver à competitividade de um mundo cada vez mais globalizado.
Esse processo, baseado no crescente enxugamento dos postos de trabalho e a exacerbação do capital frente ao trabalho, vem causando o aumento a taxas crescentes de um fenômeno que Marx denominou ''exército industrial de reserva''.
Frente a essa deterioração no mundo do trabalho surgem experiências inovadoras baseada no princípio de Economia Popular Solidária (EPS). São empreendimentos baseados na solidariedade nas relação de trabalho e gestão de forma democrática e participativa, onde tem-se o indivíduo como agente de seu próprio desenvolvimento.
Na EPS, a eficiência econômica não está limitada na capacidade em gerar e acumular lucros, mas, sim, alcançar outros objetivos, como preservação do meio ambiente, geração de renda e melhora na qualidade de vida dos envolvidos.
A falta de crédito a taxas competitivas, inexistência de amparo legal bem como a cultura de subordinação dos trabalhadores ao capitalismo são algumas das dificuldades enfrentadas para consolidação de tais empreendimentos. Dificuldades essas que podem ser superadas através de políticas públicas voltadas ao fortalecimento e disseminação da EPS.
Espera-se que com a criação da Secretaria Nacional de Economia Solidária Senaes, tendo com parceiro a sociedade civil, sejam implementadas políticas que fortaleçam a autogestão como forma de amenizar os sintomas do desemprego causado pelo caráter excludente e concentrador de renda do capitalismo.
GUSTAVO FEITOZA DA SILVA (estudante) - Maringá
Educação
Este jornal sempre tem divulgado qual a realidade educacional em nosso País. Só os governantes não querem enxergar. Tenho dito sempre que a maioria dos alunos está concluindo o ensino fundamental e médio semi-analfabeta. Não por culpa dos professores, mas porque a ordem é ''empurrar'', fazendo com que o aluno deixe a escola mais cedo para contenção de despesas. Os recursos criados pelo governo como avanço de série, não reprovação, recuperação paralela, têm sido uma verdadeira distribuição de diplomas. E o que é pior, até para cursos superiores e pós-graduações, já estão permitindo cursos à distância e tele-salas de aula. É a verdadeira farra da educação.
SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê





