Falta de UTI's
Quando o tema de vagas em hospitais e UTIs surge, o debate sempre é acalorado. Opino não somente como deputado, mas sobretudo como usuário dos serviços públicos de saúde, o SUS. Acredito que a saúde é um direito de todos e deve ser garantido pelo financiamento estatal.
Em outubro de 2000 tive uma crise de pancreatite e fui atendido de forma primorosa pelo Hospital Anísio Figueiredo, da região Norte de Londrina. No último dia 17 fui submetido a uma cirurgia de retirada de vesícula biliar no Hospital da Região Sul e devo inicialmente reafirmar a qualidade e dedicação dos profissionais e da administração daquele hospital público a quem agradeço pelo atendimento humano e de qualidade que me dispensaram.
É importante dizer que aqueles hospitais, administrados pelo governo do Estado, foram por anos abandonados e agora passam por um processo de readequação a fim de melhorar o atendimento.
Em contato com o ministro Humberto Costa e o secretário Sílvio Fernandes recebi a garantia de que Londrina receberá pelo menos mais 20 UTI's, 15 em hospitais conveniados, filantrópicos e 5 no Hospital Universitário.
Mesmo sabendo da complexidade, acredito que os hospitais públicos das regiões Norte e Sul, devam ser transformados em hospitais de atendimento terciário, de alta complexidade, com estruturas específicas, inclusive UTI's. Não podemos descuidar do futuro. Afinal, Londrina atende a quase dois milhões de paranaenses.
ANDRÉ VARGAS (deputado estadual e presidente do PT no Paraná) - Curitiba

Feira de Inverno
Recentemente li, nesta seção, uma carta do senhor Tochitane Mitsi que tratava sobre as feiras de Londrina. Nesta carta o sr. Mitsi, muito sabiamente, sugeriu aos comerciantes que se mobilizassem através de suas associações e sindicatos para estudarem uma solução ao problema econômico que as feiras, que são quase em sua totalidade de comerciantes de fora da cidade, causam aos aqui estabelecidos.
O Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e região lutou, e luta, pela extinção deste tipo de feira. Somos contra qualquer atividade que possa prejudicar a classe a qual representamos. Porém, esta questão não está ao nosso alcance. Há algum tempo, nos reunimos com o prefeito Nedson para solicitar que a lei de feiras de Londrina (que se fosse observada faria com que as feiras fossem menos prejudiciais ao comércio) sejam notadas no momento da concessão de alvará para funcionamento, mas, infelizmente, ainda após nosso pedido, outras feiras aconteceram, mesmo estando fora dos parâmetros exigidos pela lei de feiras da cidade.
Por isso, assim como fez o senhor Misti, sugiro aos estimados comerciantes que exijam da Prefeitura de Londrina direitos iguais! As feiras são, na grande maioria, de comerciantes de outras cidades, trabalham em horário privilegiado e ainda conseguem 'regalias' nunca vistas aos comerciantes daqui, que são por sua vez os grandes responsáveis pela construção de toda uma história e de uma forte economia.
O Sincoval está atento aos fatos e às injustiças que acontecem ao redor do comércio e, mesmo estando muitas vezes de mãos atadas para resolvermos determinados assuntos, não desistimos! Continuamos em luta por uma Londrina melhor.
UZIER DE CARVALHO (presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e região) - Londrina

Atentado à liberdade
Todo homicídio é crime. Todo e qualquer impedimento do trabalho do jornalista é um atentado à liberdade de imprensa. Então, o assassinato de um jornalista em pleno exercício da profissão é duplamente criminoso. Por isso, a diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal exige que o governo apure e esclareça o crime, identifique o assassino do jornalista Luiz Antonio da Costa e o puna de acordo com a lei.
Bandidos do morro matarem um jornalista que investiga suas ações Tim Lopes ou um irresponsável qualquer matar um jornalista que vai noticiar um fato digno de divulgação é a mesma coisa. A diferença não está no crime, mas na responsabilidade indireta de mandar o repórter buscar a morte.
La Costa como era chamado entre os amigos e Tim estavam cumprindo a sua missão de bem informar a sociedade, que é o papel do jornalista. Os dois foram assassinados no exercício da profissão, e por isso é imperdoável que as autoridades não esclareçam os crimes nem punam os assassinos.
Lembrando o Art. 220 da Constituição, a diretoria do SJPDF espera que o assassinato de La Costa não seja mais um dos muitos atentados à liberdade de imprensa jogados no baú dos crimes não investigados e não punidos.
EDGARD TAVARES (presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal) - Brasília

Correção
- Na reportagem ''Programa beneficia clientes industriais da Copel'', publicada ontem na página 3 do caderno de Economia, o endereço eletrônico da Copel foi informado incorretamente. O correto é http://www.copel.com.

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