CARTAS
Prefeito Nedson
Enquanto cidadã londrinense, não poderia deixar de manifestar-me em relação a algumas críticas voltadas à administração do prefeito Nedson Micheleti, que considero uma administração popular. Londrina vem de uma história triste de obras superfaturadas, de grande corrupção e desvio de dinheiro dos cofres públicos. A atual administração além de herdar dívidas, teve a incumbência de investir nas várias áreas de serviços essenciais. A administração pública de Londrina não é isolada, pois aqui se reflete uma realidade que é nacional. O alto índice de violência, o aumento da miséria que é decorrente da falta de emprego e do acesso às políticas sociais. É necessário participarmos ativamente para termos embasamento concreto em nossas críticas. Considero a atual administração séria, transparente e comprometida com as propostas de um projeto popular participativo. As eleições estão se aproximando e não terei dúvidas em reafirmar meu voto de credibilidade a pessoas sérias como a da atual administração.
ROSÂNGELA APARECIDA SARAIVA FERREIRA (assistente social) - Londrina
Brasil e mudanças
O meio rural está se transformando numa questão explosiva, pois a exclusão social no Brasil é violenta tanto quanto no meio urbano. Esses excluídos são produto de 500 anos de manobras políticas para manter a elite brasileira isenta de diminuir seus lucros e privilégios.
O Brasil vive um momento diferenciado onde as forças conservadoras foram derrotadas nas urnas em outubro de 2002. Com isso, essa camada social ficou sem parâmetro, pois não tem mais apoio total dos governantes. O atual presidente é comprometido com quem o elegeu e está direcionando suas forças para criar uma nova ordem social no Brasil onde todos tenham acesso a uma condição de vida mais humana.
Assim, a camada que sempre foi privilegiada acaba cometendo atos inconsequentes. Foi o que ocorreu no município de Uniflor no Noroeste paranaense onde pessoas pagas por latifundiários feriram um acampado. Isto só tem explicação no desespero que toma conta desta classe social.
Esse momento só encontra paralelo na década de 1920 onde o operariado se organizou para lutar por seus interesses acabando por desestruturar a hegemonia das oligarquias rurais, contribuindo muito para que Getúlio Vargas tomasse o poder e concedesse direitos aos operários até então não imaginados pelos dominantes do Brasil.
Neste momento, verifica-se que o presidente está comprometido com um Brasil melhor para todos e não apenas para poucos. Desta forma, dificilmente as mudanças não ocorrerão. É necessário ressaltar que a diferença entre os governos anteriores do Paraná e do Brasil é que os anteriores queriam somente acabar com tudo que o Brasil tinha construído às custas de muitos sacrifícios dos brasileiros, e os atuais governantes Requião e Lula querem realizar o melhor possível de maneira que todos se beneficiem.
DAVID TEIXEIRA DE SOUSA (professor) - Colorado
Embratel esclarece
Com referência a informações veiculadas na coluna do jornalista Claudio Humberto deste conceituado jornal, no último domingo (20/7), a Embratel esclarece alguns pontos importantes da política de regulamentação no setor de telecomunicações brasileiro que, a julgar pela referida nota, parecem desconhecidos. Essas informações deturpadas vão justamente de encontro ao conceito que a Embratel tem em todo o País, conforme os diversos prêmios de destaque conquistados pela Empresa este ano.
O decreto sugerido pelo ministro Miro Teixeira não pretendia oferecer o uso da rede das operadoras locais (incumbents) ''de graça para a Embratel''. A Embratel sempre sentiu a necessidade de uma isonomia na cobrança do aluguel da última milha, rede das incumbents que dá acesso direto aos clientes. Se a Embratel, ou qualquer nova empresa entrante nesse mercado, tem que pagar mais caro para usar a última milha do que pode cobrar dos clientes, pelo preço de mercado estabelecido pelas concorrentes, como seria competir no mercado de telefonia local? Há uma regra de mercado básica: se há mais oferta, o preço diminui. A isso dá-se o nome de competição
A Embratel, desde a privatização, já investiu mais de R$ 6 bilhões (quantia significativa) na melhoria do atendimento aos clientes e na expansão da sua rede, proporcionando ao Brasil a possibilidade de contar com uma rede de abrangência nacional totalmente digitalizada. Além disso, a rede da Embratel é hoje 24 vezes maior do que quando a empresa foi privatizada. Já foram cumpridas todas as suas metas de universalização, com a instalação de telefones de uso público em localidades remotas, o que deu à Embratel o direito de explorar um novo mercado: o da telefonia local. O intuito, mais uma vez, é criar a competição nesse mercado, até hoje monopolista.
Esperamos que essas informações tenham sido importantes para esclarecer pontos que os concorrentes insistem em obscurecer e que nós fazemos questão de jogar à luz, discutir com a sociedade e entrar na concorrência.
WALLACE GRECCO (diretor de Publicidade, Imprensa e Relações Públicas da Embratel) - Rio de Janeiro
Quina corrige
- Diferentemente do publicado ontem os números corretos do sorteio da Quina, do Concurso 1.175, são 20, 23, 40, 42 e 47. Os números incorretos foram fornecidos pela Agência Folha. A Folha pede desculpas aos leitores pelo transtorno.





