Reforma agrária urgente
Segundo o IBGE, 78% das terras da região Norte, 70% do Nordeste e 62% do Centro-oeste, onde a pressão por terra e os conflitos são mais intensos, são terras ociosas servindo apenas à especulação. Contudo, nossas autoridades ainda não tiveram a ousadia política para passá-las a quem realmente precisa, como manda a Constituição. O pior é que grande parte desses latifúndios improdutivos não pagam impostos e, quando o fazem, o valor é insignificante.
A questão das invasões não será resolvida com polícia como querem alguns, e muito menos com preconceito em relação aos sem-terras. Isso é um problema social e só será resolvido com políticas públicas que contemplem esses trabalhadores excluídos da economia e do mercado. Urge, no entanto, fazer a reforma agrária. Além de fazer justiça social com o homem do campo, interromperia o êxodo rural responsável por boa parte dos problemas das grandes cidades. Além disso, faria com que os alimentos chegassem mais baratos ao consumidor.
Uma coisa, entretanto, deve ficar clara: não basta apenas e tão-somente distribuir lotes. É preciso que haja condições para que o trabalhador rural se torne proprietário e produtor de sua própria subsistência, com assessoria técnica para orientá-lo, criação de créditos especiais, educação, assistência médica entre outros.
Todos os países desenvolvidos enfrentaram um processo de reforma agrária, o que permitiu às famílias camponesas o acesso à terra, com apoio técnico e financeiro. Se quisermos evoluir como nação, também precisamos resolver esse problema. Todavia, cabe ao Estado estimular e garantir a produção agrícola dos pequenos agricultores e criar os mecanismos necessários para colocá-los no mercado.
SEBASTIÃO BERNABÉ ALVIM (relações públicas) - Londrina


Feira de Inverno
Foi realizada em Londrina a 4 feira de inverno, que contou com a participação de 109 empresas, das quais somente 5 ou 6 são empresas da cidade. Ou seja, a grande maioria das vendas realizadas durante o evento foi feita por comerciantes de outras cidades, consequentemente, o dinheiro dessas negociações não ficou em Londrina.
Os comerciantes de outras localidades levaram para suas respectivas cidades o dinheiro ganho em Londrina. Esse dinheiro que vai ser aplicado em outras cidades, são valores que deixaram de circularem Londrina.
Não devemos deixar de promover eventos que são importantes para divulgação de nossa cidade. Porém, deveria haver mais eventos que tragam gente de fora para investir e gastar em nossa cidade para que ocorra o aumento da circulação do dinheiro em Londrina.
Seria interessante que o poder público, principalmente a Prefeitura, criasse dispositivos para incentivar a entrada de dinheiro na nossa cidade e não sua saída. Antes de conceder alvarás, a prefeitura deveria avaliar se o evento é interessante e benéfico para economia e o comércio londrinense.
Nossos comerciantes deveriam se mobilizar através de suas associações e sindicatos para estudar e verificar se os futuros eventos são benéficos para o comércio londrinense.
TOCHITANE MISTI (aposentado) - Londrina

Fome 1
Segundo o governo estadual temos 2 milhões de miseráveis no Paraná. Quem vive no campo tem certeza de que lá eles não estão. Temos realmente muitos moradores humildes como em qualquer lugar do mundo, mas famintos não. Muito pelo contrário, o padrão de vida do verdadeiro trabalhador rural é muito superior ao dos pobres das cidades.
Há anos os seguidos governos vêm protegendo os invasores do MST. Somente no Paraná mais de 250 invasões se transformaram em assentamentos. Até hoje nenhum deles está emancipado pelo governo, ou seja, não sobrevivem por si só. Mesmo assim governantes inescrupulosos vêm a público dizer que irão matar a fome do povo brasileiro com a produção agrícola desses assentamentos. O caso da Araupel, onde o governo negocia em cima de propriedades e direitos alheios é esclarecedor. Um grande produtor e exportador, gerador de empregos o divisas (isso é que mata a fome do povo brasileiro) fica à mercê de um grupo gerador de conflitos sociais e, aí sim, miseráveis no campo. Agora para o MST apenas mudar de lugar dentro da Araupel, estão exigindo além de outras coisas, cestas básicas do programa Fome Zero. Ué! Eles não seriam, segundo o governo, fornecedores dessas mesmas cestas básicas?
Se dependermos da reforma agrária para matar a fome do povo brasileiro podemos rebatizar o nome do programa Fome Zero para Fome 1.
MARCOS MENEZES PROCHET (presidente da União Democrática Ruralista/PR) - Paranavaí

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