MST e privilégios
A questão que envolve o MST no contexto jurídico brasileiro é preocupante. Evidente que todos somos solidários à idéia de que se deva assentar o maior número possível de famílias à terra, de forma a dar dignidade a quem a procura, mas ressalvados os aspectos objetivos (distribuição de renda, produtividade, incentivo governamental e paridade social) e subjetivos (aptidão para lidar com a terra, fixação condicional do homem à terra, legalidade na desapropriações).
Ocorre que a questão é no mínimo complexa e não permite ou não deve permitir os desencontros, insensatez e os absurdos que estamos assistindo. O Estado de Direito é uma prerrogativa nacional, não enseja concessões, sob risco de expor a perigo a integridade da soberania do próprio Estado e a incolumidade social. O que se tem visto, entretanto, assusta porque tem recebido aval e externado pensamentos de quem tem a dever de encarar ilegalidades e manter e promover a ordem e o direito.
Recentemente, em momento de extrema infelicidade, o procurador-geral da República enalteceu e avalizou os atos praticadas pelo Movimento Sem-Terra, sem o cuidado de defender o Estado de Direito e a sociedade como parte interativa deste processo.
Mais recentemente, o não menos ilustre e tão pouco menos infeliz em face do seu pronunciamento, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, afirmou taxativamente que a prioridade com relação ao assentamento dos sem-terra seria os acampados em detrimento àqueles que já se encontram cadastrados. Tal conceito, induz à idéia de que se estaria chamando militantes do MST para receber senha, através de grupo de acampados; por outras palavras: ''quem não vier não recebe''.
Tratar o MST com privilégios do agente americano 007 (licença para praticar o ilícito) equivale a dizer que os sem-teto, os sem-alimentos e os sem-dinheiro poderiam dentro da ilação de tratamento conferido ao MST praticar esbulho possessório em moradias desocupadas ou suntuosas para fixar lá moradia; os sem-alimentos poderiam saquear supermercados e congeneres para dizimar a fome; e os sem-dinheiro (a grande maioria) poderiam praticar impunes assaltos a bancos para garantir poder aquisitivo monetário.
Evidente que são hipóteses absurdas, como absurdo são os desmandos e o desrespeito ao direito de propriedade, nos modelos utilizados pelo MST, com agravante aos aplausos pelas autoridades.
DÉCIO ANTÔNIO SEGRETTI (advogado) - Londrina

Parque Bacacheri
Frequentador do Parque Bacacheri, quero registrar em tom de crítica e indignação o vandalismo praticado contra as dezenas de arvores que foram plantadas com o maior carinho pelos funcionários do parque ao longo das margens do Rio Bacacheri. Não bastasse a destruição das árvores, usaram o bambu que as protegia para fazer pipas. Das dezenas que foram plantadas, somente algumas unidades resistiram à suposta inteligência do ser humano.
Parabéns à equipe que faz a manutenção e conservação diária do parque, coordenada pelo sr. Lourival, que não mede esforços para que propiciar melhor qualidade de vida aos milhares de moradores e frequentadores.
JOSÉ PEDRO NAISSER (humanista) - Curitiba

Apae de Florestópolis
A Apae de Florestópolis foi fundada em julho de 1988 e hoje oferece atendimento global a 111 pessoas portadoras de necessidades especiais, do nascimento à idade adulta, por meio de seus programas de diagnóstico, estimulação precoce, educação infantil, educação escolar e profissionalizante, preparando-os para a inclusão na sociedade e encaminhando-os ao mercado de trabalho.
São 15 anos de um trabalho essencialmente humano, de transformação, consciência e, acima de tudo, de luta contra a discriminação, hoje realizado por 23 brilhantes profissionais. Visamos acabar com o preconceito e o assistencialismo, valorizando o ser humano, pois antes de ser um deficiente, ele é uma pessoa e tem que ser respeitada com suas dificuldades e potencialidades. Acreditamos que quando aprendermos a conviver com as diferenças, certamente estaremos vivendo em um mundo muito melhor e mais justo.
A história da Apae de Florestópolis é feita de muitas outras histórias: histórias de luta e dedicação constantes, histórias de empenho para manter-se presente e atualizada e, especialmente, histórias de resultados comprovados. São histórias com muitos autores e personagens: pais, profissionais, voluntários e amigos, todos unidos no objetivo de mostrar, que a deficiência mental não é um obstáculo a uma vida produtiva e à inclusão na sociedade, e que se tornaram símbolos do desafio permanente resumido no compromisso de nossa entidade, que é: ''prevenir a deficiência, facilitar o bem estar e a inclusão social da pessoa portadora de necessidades especiais''.
Temos muito que comemorar nesses 15 anos de trabalho e luta pelo bem-estar do portador de necessidades especiais, e temos muito que agradecer a todos os parceiros, colaboradores, professores, funcionários, voluntários e amigos excepcionais, que fizeram a nossa Apae ter o nome que tem e ser o que é.
ALVARO ISAQUE GUERRA (presidente da Apae) - Florestópolis

Correções
- A foto publicada no ''Arquivo Folha'', no último dia 29 de junho, é de autoria do pioneiro George Graig Smith (1909-1992) e mostra a primeira clareira aberta na mata em agosto de 1929, local onde está hoje a empresa Coimbra (antiga Anderson Clayton) e o chamado ''marco zero'' de Londrina.
- Por problemas técnicos, o nome da rua Eça de Queiroz saiu grafado erroneamente na matéria ''Falta de placas nas ruas complica vida de moradores'', publicada na edição de ontem da Folha Cidade.

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