Criminosos protegidos
No exato momento em que me punha a escrever sobre os desmandos da política (gem) no País, uma emissora de tevê interrompe sua programação para anunciar uma mega-rebelião na Unidade da Febem em Franco da Rocha (SP). A reportagem mostra ''ao vivo'' fogo no teto dos pavilhões, com queima de colchões, menores brandido facas e agressões mútuas, enfim, uma cena digna de um filme de terror, tudo mostrado aos berros pelo apresentador, que alerta, ser uma cobertura exclusiva. Tudo isso na semana em que este respeitável diário faz uma série de reportagens sobre o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
Entendo que tal lei foi feita para proteger aquele menor que é vítima de maus tratos, tanto em sua casa (pais desajustados) como na sociedade. Porém (há sempre um porém), devido a um texto confuso, entendeu-se, ou, achou-se melhor entender que o menor infrator é também uma vítima do sistema e em suas linhas gerais deve ser açambarcado como tal. Um criminoso é um criminoso, não importa sua idade, ou se o crime cometido é de maior ou menor importância (relevância, para os juristas).
Ao menor se acha desculpa para tudo. E deu no que deu e está dando. Quem vai pagar pelos novos equipamentos, pelas roupas de cama, colchões, que eles marginais, na mais pura acepção da palavra deliberadamente destruíram? Carinho, afeto para criminosos? A que ponto chegamos!
É do imortal Machado de Assis a frase: ''Não é a ocasião que faz o ladrão; o provérbio está errado. A forma exata deve ser esta: A ocasião faz o furto; o ladrão já nasce feito.''
Enquanto que para criminosos (menores ou não), o Estado dá salário, assistência médica, comida e roupa lavada, para o cidadão decente, há imposto, taxa e contribuição, inclusive aquela que deveria ser provisória, mas a letra ''P'' de provisória, num passe de mágica, transformou-se em permanente. Até quando, iremos nos ver e sofrer nas mãos dos criminosos?
TADEU ARILSON STULZER (advogado) - Londrina

Radares
Com as placas de aviso de fiscalização eletrônica diminuiu-se as multas. Então, era preciso pensar em uma forma de aumentar as arrecadações. Afinal, esta indústria tem que gerar grandes lucros. O que fazer então? que tal tirarmos as placas de aviso? Pronto, problema resolvido! E por falar em trânsito, o que aconteceu com a encampação do pedágio do governo Requião? Logo teremos mais um final de ano e novos aumentos virão. Será que foi só ''fogo de palha''?
SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê

Formas de pensar
Belíssimo o artigo publicado neste conceituado jornal (edição do dia 17/07), de autoria do sempre inspirado e estupendo jornalista Walmor Macarini, intitulado ''Mudar as formas-pensamento''. Uma verdadeira aula de otimismo e de confiança que precisamos ter em nós mesmos.
O texto, brilhante, deixou bem claro que, a despeito de tudo aquilo que a vida nos oferece, e a despeito de todo o desejo racional, emocional e instintivo de que somos possuidores, nada irá acontecer se não fizermos uma única coisa simples: ação.
Agir agir sempre e dar o primeiro passo da jornada é o que garante que as engrenagens do Universo sejam postas para funcionar. Segundo Aldo Novak, coach da Academia Novak, mesmo uma ação pequena tem efeitos devastadores ao longo do tempo. Tudo começa com a ação. Evidente que não devemos agir cegamente, mas sim, agir na hora certa.
Por isso, faça o que você puder agora, com aquilo que você já tem, porque nenhuma ação é pequena demais, desde que seja uma ação. Nada acontece somente por estar em sua mente. Preencha seus dias com ação que leve o Universo a devolver algum tipo de reação, e certos resultados, talvez até mesmo interpretados, sempre virão.
As suas ações são os melhores intérpretes de seus pensamentos, porque a ação é a única diferença entre quem faz e quem somente observa, quem vive e quem gostaria de viver. Madre Teresa de Calcutá não passou 50 anos planejando ajudar as pessoas pobres. Ela simplesmente ajudava, e o resto aconteceu normalmente.
CLAUDINÊ DE OLIVEIRA (auditor fiscal) - Apucarana

Esclarecimento
A direção do Festival de Música de Londrina esclarece que os Cds citados pelo maestro Evgueni Nikolaev Ratchev em carta publicada ontem nesta seção foram disponibilizados durante o acontecimento do evento, de acordo com a política estabelecida em divulgar os trabalhos realizados pelos grupos musicais londrinenses. Lamentamos o mal entendido ocorrido e reafirmamos o ''compromisso com a valorização do nosso patrimônio cultural''.
MAGALI KLEBER E SOLANGE BATIGLIANA (Comissão Diretora do 23º Festival de Música) - Londrina

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