CARTAS
Rufião virtual?
Li um artigo outro dia do New York Times, na seção mídia Global da UOL, que me deixou perplexo. A manchete do artigo dizia assim: ''Hackers podem estar sequestrando seu computador''. Talvez eu nem tivesse lido aquele o artigo naquele dia se não fosse o caso de ter recentemente comprado um computador.
Dado à dependência cada dia maior da tecnologia que a sociedade moderna nos impõe, somos obrigados a gastar parte, cada vez mais substancial, de nosso cada dia mais parco salário em atualizações tecnológicas nem sempre necessárias. E só depois de muita reclamação contra meu velho computador ou nosso computaruga, como minha caçula o apelidou, fui compelido a bem do avanço tecnológico e de meu sossego a gastar R$ 2.800,00 na compra de um computador novo. Minha dúvida era: será que eles podem sequestrá-lo? E se sequestrar, quem paga o resgate? O artigo tratava de uma perniciosa fraude via Internet que a máfia russa da tecnologia desenvolveu.
É o vírusex que vem pela Internet e hospeda-se no computador fazendo com que este passe a agir como um servidor de seu hóspede, espalhando spans pornográficos para outros usuários da rede. Se humilhação de rufião digital já não bastasse, o hóspede pode ver o meu computador despido de segredos e conhecer até suas senhas mais íntimas, como a do banco on line e do cartão de crédito.
Com milhares de Luparares Virtual como servidor é difícil, pra não dizer impossível, ao FBI achar pistas dos responsáveis pela fraude que se escondem atrás de milhares de endereços espalhados pela rede. Imaginei se chegasse em casa à noite e descobrisse que a máfia russa sequestrou meu computador, limpou o restinho de minha conta bancária e aumentou minha pendura no cartão de crédito .
Aí me dei conta que o caso era sério e merecia minha atenção. Fiquei pensando também qual seria a reação de minha mulher, que não tem intimidade com a informática, quando soubesse que uma tal máfia russa limpou minha conta bancária, usou meu cartão para comprar uma camisola de US$ 1.000 na Vitória Secret de Nova York e me deu de presente um span pornográfico de um site gay?
Fiquei com saudades de meu computaruga. Tão lerdinho que nem a máfia russa iria querer sequestrar.
PAULO CAMARGO (operador de marketing) - Londrina
Qualidade dos ônibus
A Folha do dia 11 de julho alerta: ''Usuário tenta enxergar melhoria no transporte''. Enquanto vigorar a atual sistemática de encaminhamento, sem o usuário dispor de meios legítimos de participação nessa relação, sua visão será sempre nebulosa quando não distorcida. A concessão do pedágio se instalou no Paraná em 1997. No ano 2000 já se instituiu uma associação de usuários daquele serviço, apoiado inclusive por este jornal, pelo Sindicato de Transportes e pelas empresas de ônibus intermunicipais e interestaduais.
Será que só quando o interesse dos grandes está em jogo interessa uma associação? Registra-se que pouco depois de formalizado a associação dos usuários do pedágio, conquistou-se o vale-pedágio e ampliou-se a participação dos usuários nas mesas de negociações. Dia 25 de junho, instituiu-se a comissão preparatória de elaboração dos estatutos da Associação dos Usuários de Transporte Coletivo de Londrina. O evento ocorreu na Ordem dos Advogados do Brasil e contou com a presença de importantes segmentos da municipalidade.
Entendemos que através de uma associação as lutas e divergências de interesses das empresas e dos usuários serão sempre tratadas no campo da legalidade e da legitimidade. Os usuários sem representação como se encontram atualmente, resultam em movimentos paralelos e esporádicos como o ''pula-catraca'' que nada resolvem, quando não mudam o foco das discussões beneficiando a continuidade das metodologias confusas e difusas.
Desfio as concessionárias de ônibus vir a público explicar por que um quilômetro rodado de um ônibus de luxo custa 2 reais e o ''busão'' deles, constantemente lotado como apurou a reportagem, custa 3 reais e dezoito centavos.
JOSELITO TANIOS HAJJAR (estudante) - Londrina
Correção
- Diferentemente do que informou texto da capa de ontem da Folha, a seleção brasileira infanto-juvenil de vôlei masculino conquistou o hexacampeonato mundial da modalidade jogando em Suphanburi, na Tailândia.
- Ao contrário do que foi publicado ontem na matéria ''Grêmio Maringá leva 3 do União'' (página 9, Esporte, Plantão de domingo), os jogos Dois Vizinhos 2 x 0 Nacional, Adap 1 x 0 Foz do Iguaçu e Cianorte 3 x 2 Marechal fazem parte da Série A-1 do Campeonato Paranaense e não da Seletiva da Série C do Brasileiro.





