CARTAS
Ligações perigosas
É com grande preocupação que estamos observando o cenário ''conflito no campo'', assunto este que está sendo debatido amplamente pela sociedade com análise detalhada de seus riscos. Abre-se um precedente perigoso de desobediência civil ao estado de direito e à Constituição, que ordena os direitos civis e penais.
É de suma importância a mobilização dos governantes e da sociedade organizada para a defesa do bem-comum. Levando-se em conta que ao renegarmos o engajamento sobre o problema na busca de soluções estamos pagando um preço alto por não ter feito algo em prol de um povo carente.
Veja o caso das favelas das grandes e pequenas cidades onde a violência derivou da omissão do Estado, abrindo espaço para o mal, setorizando o narcotráfico, sequestros, homicídios, enfim, a violência de modo geral, criando um estado paralelo, onde a lei inexiste, criando o medo como escudo de uma sociedade de gente desprotegida pelo governo. Já imaginou se o povo sem-teto ou com teto mas sem-proteção se unissem como faz o MST? Com certeza, seria o caos e mais mazelas e feridas viriam à tona.
Chegou a hora das autoridades fazerem cumprir a lei, e isto é o pedido dos proprietários de terras que estão sendo invadidas, propriedades que estão sendo destruídas em nome de um povo sem-terra que tem fome. Não podemos continuar no erro, pois errou-se com os sem-teto, e persistir seria abusar da inteligência humana. Senhores governantes, vamos pôr ordem na casa, pois de exemplos dos líderes é que se cria uma nação justa, um povo civilizado.
É o momento de fazer cumprir a lei e a ordem pública, desbancar lideranças falsas e demagógicas. Uma sugestão: dê aos líderes o pedaço de terra que eles prometem a todos seus seguidores, e diga a eles para sobreviverem da terra, verão que nem todos têm vocação para a terra, que é trabalho.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá
Do povo para o povo
Desde a sua invenção, o aparelho de TV teve seu propósito inicial deturpado. Sentados em nossas poltronas, de frente para a ''caixinha de entretenimento'', temos uma das maiores provas disso em quadros de programas como Canal Aberto e Domingão do Faustão. Claro que há vários outros programas que também denigrem a expressão ''meio de comunicação'', porém estes que cito chamam a atenção devido ao artista principal: o povo.
Na primeira ''atração'', regida por João Kleber que, com o fim de seu estoque de piadas, resolveu colocar em prática uma velha fórmula de audiência, as chamadas pegadinhas. No entanto, resolveu aplicá-la de forma maciça que, até o final de 2003, todos os habitantes da Grande São Paulo já tenham sido vítima desse ''truque para ganhar pontos no Ibope''. Mas, o que chama atenção é que o ''espetáculo'' é patrocinado pelo povo, que ri do próprio povo, que depois será vítima de uma pegadinha e servirá de diversão novamente para o... povo. E quem enriquece com isso? Com certeza, não é o povo. Como em briga de galo, até agora não se viu galo rico, porém continuam brigando.
Já no programa da emissora global, apesar do talento do apresentador para mostrar os bastidores do programa, sua atração que envolve o povo como protagonista, o artista não é uma vítima, mas sim um voluntário que faz peripécias muitas vezes bizarras em meio minuto. Este sujeito poupa toda criatividade (se é que existe) dos produtores, pois já traz de casa sua apresentação muitas vezes circense, outras vezes científica ou até paranormal. Os participantes são movidos à esperança de faturar dez mil reais, uma pechincha se compararmos ao preço do comercial deste mesmo programa.
A história se repete. Como no Império Romano, a política ''pão e circo'' satisfazia a plebe com seus espetáculos de gladiadores, agora o povo se mostra menos exigente que no passado, se contentando apenas com o circo, e até se candidatando a participar do picadeiro.
RICARDO LEME VILELA (estudante) - Guapirama
Criminalidade
Já estamos cansados de notícias sobre o aumento da criminalidade em nossa cidade. Os governantes querem solucionar o problema com a viabilização de presídios, em vez de investir em melhores escolas e educação para a população. Assim, iremos contribuir para a formação da bandidagem. Deve-se solucionar o problema da marginalização fornecendo condições igualitárias e não apenas privando a liberdade como punição de algum delito.
LEIDE SAYURI OGASAWARA (estudante) - Londrina





