CARTAS
Concerto da OSUEL
Excepcional e extremamente interessante o desempenho do jovem maestro Henrique Vieira, no concerto da OSUEL na última terça-feira no Cine-teatro Ouro Verde. Uma figura ímpar, lembrando fisicamente Franz Schubert de quem regeu a ''Inacabada'', e com gesticulação que lembra Bernstein, o jovem maestro não deixou de empolgar a platéia com seu excelente desempenho. Merece citação, também, o violista Jairo Chaves que executou dificílima peça de Bartok em seu instrumento dando mostras de seu excepcional virtuosismo. Parabéns ao belo desempenho da Orquestra da UEL e aos organizadores do 23º Festival de Música de Londrina.
ARISTIDES A.J. MAKOWICH (médico e musicólogo) - Arapongas
George Bush
Ao invés dos países do resto do mundo criticarem o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, deveriam juntar-se a ele para ajudar combater ''gente'' da pior espécie como Charles Taylor e Yoweri Museveni, presidentes da Libéria e da Uganda, que arrebanham crianças com menos de 7 anos de idade para formar exércitos infantis. Elas são obrigadas a fuzilar ou decapitar seus próprios pais e irmãos sob o efeito de drogas para provar fidelidade a estes dementes. Para quê saber se existem ou não armas químicas ou nucleares no Iraque se a pior bomba era o próprio Saddam Hussein?
SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê
Muito mais peixe
Quero sugerir aos prefeitos do Paraná que encomendem larvas de peixes junto aos centros de piscicultura mais próximos de seu município. Até a época da desova, em outubro/novembro, eles podem preparar tanques ou represas em seus municípios para a colocação e desenvolvimento dessas larvas até a idade de 3 meses. Após isso, os peixes poderão ser soltos para repovoar os rios. O agricultor parceiro ficará com 20% da produção. É um projeto fácil, barato e todos ganham, nós a flora e a fauna. Resultado: teremos mais peixes, proteína a baixo custo, ainda mais no Brasil onde o preço do peixe é o mais caro do mundo. Goioerê já está neste projeto.
JACINTHO TIZIANI JUNIOR (vereador) - Goioerê
Manifestações
As manifestações e protestos são muito importantes para a manutenção da democracia e para assegurar, defender, os interesses dos cidadãos. As manifestações populares foram o estopim de grandes mudanças nacionais e internacionais, dificilmente alguém esquecerá os cara-pintadas, estudantes que ajudaram a mudar os rumos da história em nosso País. A democracia pressupõe essa liberdade de expressão, dá ao cidadão o direito (e o dever) defender os seus interesses e da coletividade.
As manifestações populares sempre tiveram como sua linha de frente os estudantes, jovens engajados, que com o seu espírito questionador e crítico, lutam e protestam contra as injustiças. Os movimentos populares são o berço das nossas lideranças políticas. Diversos estudantes e líderes comunitários se destacam dentro desses movimentos, tornando-se políticos influentes que irão defender os interesses do povo.
Porém, não devemos confundir as movimentações populares, as manifestações, os protestos com vandalismo. Quando os movimentos extrapolam os limites da urbanidade e se transformam em uma onda de destruição, vandalismo e crimes, o objetivo do movimento se perde, a razão cede lugar para os atos irracionais.
Recentemente quando houve a manifestação contra o aumento das tarifas do transporte coletivo em Londrina, a comunidade assistiu atos de vandalismo, de destruição da propriedade privada, que infelizmente teve um fim trágico. Quando as manifestações tornam-se atos de destruição e vandalismo, toda a comunidade sofre com os prejuízos causados. Afinal, é óbvio, que quem vai pagar pelos consertos dos ônibus danificados é a própria população.
Outro aspecto das manifestações populares é que as mesmas, às vezes, tornam-se massa de manobra de políticos ou de determinados grupos. Os manifestantes são incitados a praticar atos que interessam apenas a determinadas pessoas, muitas vezes causando problemas para a sociedade e prejudicando o próprio movimento.
TOCHITANE MITSI (aposentado) - Londrina
Esclarecimento
Ao contrário do que informou a matéria ''Teatro em Boa Companhia'', publicada na edição de anteontem na Folha2, a Armazém Companhia de Teatro não foi assunto do programa ''Metrópolis'', exibido no mesmo dia pela TV Cultura. A nota (equivocada) foi passada pela própria assessoria de imprensa da emissora paulista, que não só enviou um e-mail divulgando a atração como a confirmou posteriormente por telefone.





