Olimpíada no Brasil

O Comitê Olimpíco Internacional (COI) nunca permitiu que uma olimpíada se realizasse num país em guerra. Fato que os pretensos organizadores brasileiros parecem desconhecer. Nem São Paulo nem Rio, o COI vai priorizar as ''vidas'' dos atletas. Portanto, as olimpíadas serão realizadas bem longe do Brasil. Tentar trazer uma olimpíada para o Brasil é uma demência tipíca de políticos e de comitês que precisam estar na mídia dando pinta de que estão trabalhando. Assim, justificam os seus salários vendendo a idéia que isso aqui é um paraíso. Graças a esses incompetetes antecipo adeus às Olimpíadas Rio 2012.
ROBERTO TEIXEIRA (empresário) - Londrina

A mancada do ministro

Surprendeu-me a atitude do ministro dos esportes, Agnelo Queiroz, ao declarar à Folha de S.Paulo, no último dia 2, que viajaria para Barcelona para defender a candidatura do Rio de Janeiro juntamente com o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, e o prefeito do Rio, Cesar Maia. É surpreendente que um ministro de Estado declare sua preferência por uma ou outra cidade brasileira. A não ser que a explicação seja a amizade entre o ministro e o presidente do COB, pois o ministro com sua lei Agnelo-Piva privilegia o COB com a dotação de verba pública para o gestor privado que a utiliza segundo seus critérios para promover a elite do esporte nacional.
Um paradoxo pois em um governo social-democrata como o do ''New PT'' a prioridade dos investimentos deveria ser o social e mais ainda um ministro cuja militância política é no Partido Comunista do Brasil. Ao escrever o projeto de lei que determina 2% do faturamento das loterias ao COB (o que representa por volta de 36 milhões) não pensou um momento nos excluídos socialmente do seletivo processo de prática de esportes no País. Tampouco ao assumir o cargo como ministro, manifestou preocupação para elaborar uma política esportiva nacional, a qual fosse democraticamente discutida com a sociedade civil organizada e que tivesse como objetivo a inclusão social, a detecção de talentos esportivos (uma vez que o Brasil irá sediar os Jogos Pan-americanos de 2007 e está candidato a sediar os Jogos Olímpicos de 2012), a reestruturação do esporte nacional, a política de patrocínios para o esporte de alto nível, o saneamento das mazelas e falcatruas do futebol profissional por meio da CBF (comprovadas pela CPI).
SÉRGIO LUIZ CARLOS DOS SANTOS (professor da UFPR) - Barcelona (Espanha)

A questão agrária

A Sociedade Rural do Paraná congratula-se com José Eduardo de Andrade Vieira pelas sábias fórmulas para a reforma agrária, contidas em sua entrevista do último domingo, neste jornal. Sua condição de ex-ministro da Agricultura e ex-ministro da Indústria e Comércio, e sua experiência como senador e empresário rural, o qualificam para apontar, com conhecimento de causa, caminhos para administrar a questão da terra no Brasil.
No momento em que vários regiões do País, principalmente o Paraná, vivem a situação crítica de terras invadidas e ameaças pairando, num clima de muita insegurança no campo, as propostas de José Eduardo Vieira se somam a de todos aqueles que anseiam por soluções inteligentes para a causa dos agricultores hoje sem-terra, aí entendidos os que realmente dominam a atividade e desejam retornar a ela e seguir a sua natural vocação, bem como de micro e pequenos produtores rurais.
Esperamos que as indicações de José Eduardo sejam avaliadas e absorvidas pelos organismos governamentais encarregados da delicada questão do uso da terra, que é a fonte suprema da produção, da riqueza e do bem-estar social. O apoio da Sociedade Rural do Paraná se estende ao deputado federal Abelardo Lupion, destacado líder ruralista e parceiro na defesa das causas da agropecuária, que em artigo publicado também neste jornal, semana passada, manifestou sua posição ante o delicado momento vivido no Brasil, pelas invasões de terra e pela intranquilidade social dominante.
EDSON NEME RUIZ (presidente da Sociedade Rural do Paraná) - Londrina

TFP esclarece

O serviço de imprensa da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP) faz seguinte retificação à nota da coluna de Claudio Humberto, publicada na Folha, no último dia 1º:
1- A TFP promove, como iniciativa própria, a campanha intitulada ''Pró-Legítima Defesa'', que combate projetos de lei visando o desarmamento dos homens honestos e favorecendo assim, a escalada violenta da criminalidade. Tal campanha, não vinculada a nenhum lobby, é uma atividade inteiramente legal e pacífica, que alerta os congressistas dos vários estados brasileiros, especialmente através de e-mails, a rejeitarem projetos que favorecerão os bandidos, cujo armamento ilegal escapa ao controle do Poder Público;
2- O termo ''seita'', atribuído à TFP, segundo especialistas na matéria, é inteiramente vago e destituído de base científica. Costuma ser empregado como curinga por esquerdistas, para denegrir desafetos ou entidades adversas às suas idéias;
3- O colunista ademais, revela completa desinformação, quando atribui gratuitamente à TFP ''uma inspiração fascista''. Basta lembrar para tanto que o prof. Plinio Corrêa de Oliveira, fundador da entidade, distinguiu-se durante décadas como líder católico que combateu energicamente o nazifacismo no jornal ''O Legionário'', do qual foi diretor.
PAULO CORRÊA DE BRITO FILHO (diretor de imprensa da TFP) - São Paulo

Agradecimento

Meus agradecimentos à Folha de Londrina, em especial ao jornalista Nelson Sato pela bela matéria sobre a exposição ''Projeto Cultural nos Distritos'' promovida pelo Projeto Espaço Arte.
WANDA GRADE (coordenadora do Projeto Espaço Arte) - Londrina

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