Nossas crianças
Gostaria de parabenizar os participantes da 4 Conferência dos Direitos da Criança e do Adolescente, que se realiza na Câmara Municipal de Londrina. É de extremo valor todo e qualquer trabalho voltado à área social, principalmente em uma cidade com tantas desigualdades. É nossa obrigação dar suporte e educação para nossas crianças, conforme regulamenta o Estatuto da Criança e do Adolescente. Além de debatermos o presente, precisamos cuidar do futuro desses meninos. Necessitamos analisar o passado e entender o presente. É fundamental, fazermos um exame mais profundo da atual conjuntura sócioeconômica de Londrina para podermos planejar nossas ações para que caminhemos na direção certa.
O futuro nós fazemos agora, pois não adianta termos crianças preparadas, bem educadas, se em contrapartida não possibilitarmos para esses futuros adultos as oportunidades condizentes com esse esforço momentâneo. Precisamos gerar empregos. Temos que ter uma política mais agressiva na captação de novas indústrias, no fortalecimento da microempresa. É preciso investir em nosso pólo industrial, dando condições e mostrando o potencial de nossa cidade aos novos investidores. Não podemos abandonar o crescimento econômico, pois de nada vai adiantar esse esforço na área social se daqui 10, 15 anos não tivermos uma cidade saudável economicamente. O abismo social continuará crescendo e, consequentemente, teremos mais desemprego, mais violência, mais favelas entre outros problemas.
RUBENS CANIZARES (vereador) - Londrina

Gente humilde
Quando falamos em povo ou subúrbio, sempre nos vem à cabeça a questão da desigualdade social. Em nosso País é comum a diferença de classes existente em todos os cantos. A grande realidade é que a maioria das pessoas que estão por cima pouco se preocupam com as que estão por baixo. É o que diz a canção de Chico Buarque e Vinícius de Moraes, ''Gente humilde''. A classe trabalhadora, a maioria da população, é a mais atingida. É um povo que, mesmo em situações difíceis, consegue ter forças para lutar. Luta continuamente desde cedo para obter um futuro melhor e mais digno para si mesmo e seus filhos. Na maior parte do tempo luta só, por não terem ajuda dos ''homens de terno''.
Ajuda? De quem? Sempre que esta classe ''dita inferior'' vai à procura de ajuda para tentar expressar seus sentimentos, seus problemas e dificuldades, não é atendida com o respeito que lhe é teoricamente reservado. Tudo isso por não ter o mesmo acesso à cultura à qual a classe superior teve a chance de usufruir um dia. A solução, talvez a única, para melhorar esta situação que cada vez mais toma conta do Brasil, é querer a cidadania, ou seja, todos viverem juntos em torno de um mesmo objetivo: o respeito entre as classes. Será que isso é possível?
PAULA BOTELHO RICIERI (estudante) - Cambé

Caos na UEM
Seria comico se não fosse trágico, o que ocorre na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Um convênio mantido entre o governo do Estado e o Serviço Gratuito de Assistência Judiciária da UEM que atende pessoas carentes para recorrerem à Justiça foi suspenso porque os 14 advogados que prestam serviço voluntariamente não têm mais o material básico como papel de impressora, cartucho de tinta, assistência técnica de computadores e, o que é mais triste, nem mesmo um exemplar do Novo Código Civil Brasileiro. Recorreram várias vezes à Secretaria de Justiça e Cidadania sem nenhuma solução. Enquanto nos países do G7 (mais ricos do mundo) a Educação é vista como investimentos, por aqui é sempre despesa.
JOSÉ PEDRO NAISSER (ambientalista) - Curitiba

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