Direito da UEL

O curso de Direito da UEL tem inúmeros problemas. Alguns professores não vão à aula, outros querem apenas status; outros não se atualizam; outros não têm conteúdo; o acervo da biblioteca precisa, urgentemente, de atualização; turmas sem professores; insuficiência de projetos de pesquisa e extensão; os departamentos não têm atendido os alunos de modo satisfatório, boa parte das vezes. Enfim, há problemas que clamam por solução em nosso curso. Porém, a generalização de que os alunos não têm aulas, que os professores não cumprem com suas obrigações, como se ouve às vezes, não só é injusto e tendencioso como desonesto.
Há inúmeros professores que são excelentes profissionais, chegam e saem no horário, cumprem as determinações regimentais, têm grande conteúdo e inteligência... e não podem ser considerados e tratados da mesma forma que demais membros do corpo docente que não merecem sequer estar na UEL.
Não quero dizer que é um curso perfeito, que não precise de muitos ''reparos'', que não precise dispensar ou reciclar professores, não é nada disso. Temos problemas. Aliás, além dos alunos, aqueles que mais desejam ver as irregularidades sanadas, são os próprios bons professores, que têm amor pela instituição e por sua profissão e não se utilizam da UEL apenas como ''hobbie'' ou para ter ''status'', como alguns. Por justiça e bom-senso, não generalizemos e não desmoralizemos todos os membros de uma instituição que não é só dos alunos, tampouco dos professores ou da UEL, mas de nossa querida cidade.
FLÁVIO HENRIQUE CAETANO DE PAULA (estudante) - Londrina

Atos impensados

Estamos há quase um mês presenciando na mídia e pessoalmente os atos de vandalismo provocados por algumas pessoas, referentes ao aumento das passagens de ônibus urbanos de Londrina. Atos que, infelizmente, já causaram a morte de um inocente. O povão já estava até assimilando o referido aumento, pois acostumado à onda de majoração de preços, se vira como pode. Porém, alguém teve a infeliz idéia de instigar os usuários dizendo o que o aumento anunciado pela CMTU era inconstitucional e que o dinheiro pago a mais (R$ 1,60 - R$ 1,35) seria devolvido, fazendo com que o sofrido povão acreditasse. Os mais exaltados partiram para o radicalismo sem importar com o direito de ir e vir dos outros, provocando tumultos e depredações de patrimônios públicos e privados.
Como saldo das benditas propostas tivemos uma vítima fatal, um militar e um motorista feridos e os usuários que foram privados de seguirem seus destinos, não acarretando benefício algum à população, uma vez que o juiz apontou como correto o aumento solicitado. No atual sistema em que o povão está decepcionado, estressado, cansado de injustiças, devemos pensar e repensar muito antes de propormos situações, porque depois que a chama acende é difícil controlar, e os responsáveis ficam impunes.
FLAVIO LUIZ ZAPPAROLI (funcionário público) - Londrina

Medo de empregar

Muitos erros foram cometidos no passado pela administração federal e pelo Congresso Nacional. A elaboração do Estatuto da Terra, que fora copiado da Inglaterra, e a extensão da CLT para o campo que absorvia quase que a totalidade da mão-de-obra braçal são as grandes responsáveis pelo quase caos social que nosso País está vivendo porque o ''patrão rural'', principalmente o pequeno, está com medo de empregar!
Quando ele tem alguns empregados e surge uma desavença, às vezes tem que vender a propriedade para o acerto trabalhista. Também a Justiça do Trabalho quando acionada atua quase que sempre em benefício ''pro-réu'', porque o empregado braçal está quase miserável e precisa continuar vivendo.
Por que não facilitar para que os pequenos proprietários rurais tornem-se novamente empregadores? Isso acontecia antes daquelas reformas e só acontecerá novamente após a reformulação da CLT. Sempre existiu o empregado e sempre existirá o patrão. O Brasil é ou não é o país da livre iniciativa? Com a palavra os nossos legisladores, pois o MST cresce impulsionado pelo medo de empregar!
VOLDIMIR MAISTROVICZ (economista e empresário) - Apucarana

Chegando lá

Se os governos continuarem ajustando os preços dos itens que controla, tais como tributos água, telefone, energia, entre outros , dentro de dez anos estaremos trabalhando para pagar somente os bens de consumo obrigatório, ou seja: para beber água, tomar banho, ligar a luz e usar o telefone. Os impostos absurdos nos impedem de levar uma vida decente e, no ritmo que se segue, não haverá mais nada a comentar sobre a distribuição de rendas que estará restrita a 10% de brasileiros sortudos e safados, e o resto de nós estaremos à mercê da política que já conhecemos. Muda governo, muda o bolo e as moscas são as mesmas, mescladas com moscas novas e piores ainda porque precisam tirar proveito rapidamente sem perda de tempo.
EDSON HERINGER (aposentado) - Londrina

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