Pula-catraca

As argumentações técnicas sobre as ações do poder público que tenta convencer a população sobre a ''importância'' (com certeza é importante para alguém) de tais ações, mesmo quando essas são prejudiciais à maioria da população, como é o caso do aumento da tarifa do transporte coletivo de Londrina concedido pela prefeitura e CMTU, já é suficientemente conhecida. Argumentam que essa questão é técnica, uma vez que as empresas Grande Londrina e Francovig apresentam desequilíbrio econômico e financeiro e para poderem conceder a reposição salarial (não é aumento real, é só reposição da perdas acumuladas) aos seus funcionários, que é justa, têm que repassar os custos para o preço da tarifa. Pois bem, se é realmente ''verdade'' essa argumentação, cabe a nós pensarmos nos aspectos técnicos da campanha de boicote ao aumento da tarifa com suas operações canguru (pula-catraca).
Com um simples cálculo matemático é possível perceber que é tecnicamente impossível o pula-catraca deixar de acontecer com a tarifa de ônibus no valor de R$ 1,60. Vejamos por que: uma pessoa que no mês passado recebia R$ 240,00 de salário e utilizava 40 passes por mês, desembolsava R$ 54,00. Hoje essa mesma pessoa, recebendo o mesmo salário e utilizando a mesma quantidade de passes, desembolsa R$ 64,00. Logo, essa pessoa tem que pular a catraca pelo menos seis vezes por mês para economizar R$ 10,00 que gastaria em transporte, e não ter que escolher entre comprar 2 quilos de feijão ou de arroz ou andar de ônibus.

JOSÉ CARLOS COSTA JÚNIOR (estudante) - Londrina

Comemoração bizarra

Como usuário dos pedágios, sou a favor de que o preço seja reduzido. Mas pegou mal para o PMDB a comemoração da aprovação do projeto de encampação do pedágio. A convocação para a festa na ''Boca Maldita'' com champanhe, chope e refrigerante ao público não pegou bem, principalmente pela forma como foram feitas as invasões pelo MST.
O editoral do ''Estadão'' (27/6) cita que o governador Requião ganhou um elogio do coordenador-geral do MST, João Pedro Stedile, por ter se recusado a cumprir a lei no caso das invasões, mas cita que essas ações poderão sair caro, principalmente para os bolsos dos contribuintes.
Outro que saiu agora atirando para todo lado é o presidente da Pastoral da Terra, dom Tomaz Balduino, que iniciou a campanha contra a Alca no governo FHC. Agora, na viagem do presidente Lula, ele virou garoto-propaganda do presidente George Bush. Voltou dos Estados Unidos como um líder para a América Latina para convencer os outros países a aderirem à Alca.

JOSÉ PEDRO NAISSER (ambientalista) - Curitiba

Respeito x cidadania

O governo Jaime Lerner teve respeito para com o professor em oito anos sem reajuste salarial? Respeito dos aumentos que tiveram durante oito anos e que não foram repassados aos salários? Respeito de arquivar o PCCS (Plano de Cargos Carreiras e Salários)? Respeito à assistência médica com o fechamento do IPE? Respeito às eleições democráticas em escolas manipuladas como cabide eleitoreiro? Respeito aos professores com salas superlotadas para baixar custos? Respeito ao não cumprimento da campanha eleitoral onde o salário do professor era 2,3 salários mínimos e no término de oito anos estava em 1,2 salários mínimos? Respeito a quê? Só agora descobriram essa palavra e seu significado. Onde ela se encontrava nesses oito anos em que o PFL era governo? Respeito devem ter vocês que prometem e não cumprem. Respeito quando buscamos os nossos direitos como cidadãos e somos cercados por grades em frente ao Palácio do Iguaçu. Que tipo de respeito vocês deram? ''Respeito, minha voz não chega aos teus ouvidos, meu silêncio não toca teus sentidos, sinto muito, mas isso é tudo que sinto.'' (Alice Ruiz)

JORGE LUIZ AMPESSAN (professor) - Arapongas


Delegado esclarece

Em resposta à carta do radialista Heraldo Farias, publicada ontem na Folha de Londrina, cumpre esclarecer: jamais desativamos a Delegacia do 3º Distrito Policial de Londrina; com o apoio superior implantamos o serviço de plantão naquela delegacia pois tratava-se de unidade policial civil que, desde sua fundação, jamais havia tido plantão 24 horas; a transferência daquele plantão decorreu exclusivamente a título temporário diante da aposentadoria de vários policiais civis, estritamente norteado por critérios técnicos em Segurança Pública; e, por fim, jamais abandonamos a idéia da descentralização do serviço, cuja diretriz está calcada em ampliar-se para outras regiões da cidade, no momento oportuno, face a relevância social desse serviço.

JURANDIR GONÇALVES ANDRÉ (delegado-chefe da Polícia Civil) - Londrina

Correção

- Diferentemente do que foi publicado na reportagem ''Crochê anima as tardes do União da Vitória'', no dia 1º de julho, na Folha Cidade, o grupo de terapia ocupacional da Unidade Básica de Saúde Orlando Cestari recebe apoio da Secretaria da Mulher.
- O texto ''Doação'', publicado ontem, na Folha Cidade, sobre as coletas de sangue que o Hemocentro do Hospital Universitário (HU) de Londrina está promovendo, saiu com uma informação errada. O horário certo da coleta na Catedral, no dia 30 de julho, é das 8h30 às 17 horas.

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