CARTAS
Segurança
Lamentável a atitude tomada pelo delegado-chefe da Polícia Civil de Londrina, Jurandir Goncalves André, ao determinar o fechamento do 3º Distrito Policial, localizado no jardim Bandeirantes, região oeste da cidade. Na condição de morador há 35 anos do bairro entendo como afronta e crítica ao atual governo do Estado, uma vez que para tomar tal atitude, o policial alegou falta de efetivo, ou seja, criticou de forma veemente a atual política de segurança. Este enfrentamento não produzirá efeito positivo para a segurança de nossa cidade e região, hoje comandada pelo citado delegado. Acredito que o atual governador tem cuidado com atenção do item segurança, pois no início de sua administração colocou-se na condição de secretário de Segurança, buscando inteirar-se da realidade. Na sequência buscou um jovem promotor para exercer o importanto cargo, na esperança de modificar as viciadas indicações realizadas no passado. Resta-me como londrinense lamentar a posição assumida pelo delegado, pois fatos como este já nos causaram muitos prejuízos.
HERALDO FARIAS (radialista e estudante) - Londrina
Jóquei
Com relação à reportagem publicada ontem, na página 3, do Caderno Cidade, onde o procurador jurídico do município de Londrina, sr. Carlos Scalassara, afirma que ''a doação do terreno do jóquei é muito importante para a cidade de Londrina e a instalação da PUC será fundamental para o crescimento da economia da cidade'', faço as seguintes considerações: a desapropriação jamais deveria ter sido proposta pelo município, por um valor aviltante algo em torno de R$ 2,3 milhões o imóvel. Na pior das hipóteses, o imóvel vale, no mercado imobiliário de Londrina, R$ 7,5 milhões.
Com esse valor da desapropriação o município causou prejuízo aos membros do quadro associativo da entidade, dentre eles, pioneiros e seus descendentes, prejuízo este em parceria e conivência com a atual diretoria do clube. É imprescindível que a propriedade seja reavaliada pelo seu valor real, evitando o surgimento de uma enxurrada de medidas judiciais.
ROBERTO ANTÔNIO DE CARVALHO (microempresário) - Londrina
Pedágio
Em meio a toda essa celeuma criada em torno da (possível) encampação das praças de pedágio no Estado, o grito desesperado das concessionárias, indenização pedida, entre outras situações comezinhas, há que se fazer uma pequena pergunta? Que prejuízos tiveram ou terão elas? Confesso, que pelo volume de dinheiro que já foi arrecadado, considerando ainda que elas visam exclusivamente o lucro e que foram criadas às pressas, para essa maravilhosa e (até pouco tempo atrás) inesgotável fonte de dinheiro, qual é o problema em extinguir essa roubalheira?
Se ainda (vergonha é coisa rara hoje em dia) pretenderem qualquer tipo de indenização, que ela seja pedida aos honestos deputados estaduais, que se fizeram presentes nas duas legislaturas imediatamente ao atual governo, ou ainda, se quiserem a absoluta certeza de que algo receberão é só se dirigirem à casa do ex-ocupante do Palácio Iguaçu ou ainda, aos ínclitos, eficientes e honestíssimos conselheiros do Tribunal de Contas (TC) do Estado, que deram sua ''benção'' a mais essa doação, por parte do Poder Executivo (sem contar a Sanepar, Copel, Sercomtel, etc.).
Para que serve mesmo o TC do Estado? Por favor, em nome de minha dignidade e honradez, não debitem mais essa conta (?) nos inúmeros impostos que hoje me são impostos. Se for essa a democracia que nos legam, prefiro o outro tipo de regime político, onde o trabalhador honesto tinha algum valor.
TADEU ARILSON STULZER (advogado) - Londrina
Panela de Pressão
Estamos todos em uma panela de pressão. Os serviços públicos sendo desmantelados porque não há recursos disponíveis, nem mesmo para recompor os salários dos próprios servidores. O ministro da Casa Civil, José Dirceu, tem dito em reuniões fechadas à base aliada do governo sobre a sua preocupação quanto ao serviço da dívida em torno de R$ 100 a R$ 120 bilhões por ano. Sendo que o montante da dívida interna chega a R$ 662 bilhões, e a externa em US$ 400 bilhões. Estabelece-se aí dois problemas que concorrem entre si, o pagamento do serviço da dívida e a demanda social, ambos crescentes.
Os juros precisam baixar, nisso todos nós concordamos, mas não pode ser inferior à inflação. Na verdade os juros estão se recuperando de perdas no exercício passado, quando sofreu a ''marcação a mercado'', cujos rendimentos ficaram em média 10% ao ano, e agora projeta 16% para o atual exercício. Ao mesmo tempo, os salários dos comerciários estão sendo reajustados em 19,36%, a taxa de telefone em 25,48% e a de energia em 25%. Estou falando dos juros pagos pelos bancos a seus clientes.
Por paradoxal que seja, o mesmo empresário que grita para baixar os juros, é o mesmo que alimenta a inflação com a remarcação de preços. Quando a inflação estiver controlada, tenho a certeza, os juros baixarão.
ANTÔNIO PEREIRA (contador) - Londrina
Correção
- Ao contrário do publicado na matéria ''Polícia infiltrará agentes no 'Pula-Catraca''', do Caderno Cidade de ontem, o promotor Miguel Sogaiar ingressaria com agravo de instrumento no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, e não no Superior Tribunal de Justiça (STJ).





