FHC e Lula
No período da chamada guerra fria o mundo estava dividido ''maniqueisticamente'' em países livres (''do bem''), onde se incluíam os Estados Unidos, é claro, e países da cortina de ferro (''do mal''), que era o mundo comunista. Nesse período circulava uma piada de que num encontro entre Chu En Lai (primeiro-ministro da China Vermelha e descendente de nobres) e Stálin (primeiro-ministro da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas e ex-ferroviário), este comentou com aquele que eles, apesar das várias divergências, tinham algo em comum. Chu En Lai retrucou de imediato dizendo que de fato o tinham, pois ambos haviam traído suas classes.
FHC e Lula também têm algo em comum, um já esteve presidente e o outro está. FHC sempre teve um discurso de esquerda, mas no fundo sempre foi um bom burguês e não traiu a sua classe. O Lula também sempre teve um discurso de esquerda, mas está traindo o povo brasileiro. As posições fascistas que deputados, ministros e Lula têm adotado não são novidades, quando se olha o passado da esquerda, mas arrepiam.
No último parágrafo do livro ''A Revolução dos Bichos'', de George Orwell, há um período bem esclarecedor: ''As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco.''
UESLEI TEODORO (professor) - Maringá
Romaria da água
Doce ou salgada, tudo começou com ela. A água. Princípio constitucional pétreo da vida, a água seria o primeiro motor-movente do universo, profetizou na Grécia Antiga, sem medo de errar, o filósofo Tales de Mileto. No populoso e carente bairro Boqueirão-Uberaba, mais precisamente no Posto do Alemão (rua Coronel Luiz José dos Santos, 125), um poço artesiano de 153 metros é alvo concêntrico de romarias de dezenas de famílias que diariamente chegam com baldes, carrinhos e vasilhames, enchidos com água de altíssima qualidade. À disposição das famílias pobres, vítimas da exclusão social, a água do poço que jorra cerca de 3.500 litros/hora serve para beber, fazer comida e o banho, necessidades essenciais à vida sustentável. Antecipando tendências e tecnologias avançadas, o posto de combustíveis que faz a doação da água marca presença em ousado projeto de responsabilidade social e gestão de solidariedade.
JOSÉ FIORI (jornalista) - Curitiba
Nepotismo
A propósito da matéria publicada na Folha no último domingo, sob o título de ''PT abre guerra ao nepotismo em Curitiba'', seria oportuno observar que trata-se de assunto estadual, enquanto que, conforme a Lei federal 8.112, de 11/12/1990, já veda a contratação de parentes no serviço público, como prevê o Capítulo II, ''Das Proibições'', no Artigo VIII, consta, como a seguir: VIII - ''manter sob sua chefia imediata, em cargo de ou função de confiança, cônjuge, companheiro ou parente até o segundo grau civil''. Ao que parece, através de uma brecha ou firula jurídica, a citada lei, a proibição, muitas vezes, passa a ser a exceção e não a regra. Sendo o caso relativo apenas a Curitiba proponho à Folha que se faça um levantamento da contratação de parentes junto aos órgãos públicos municipais e federais em Londrina.
MAURÍCIO PAREDES SARAIVA (funcionário da Funai) - Londrina
Transferência na UEL
Não conheço o professor Nelson Milanez, da UEL, mas não concordo com a execração antecipada que está sendo feita com ele. Estou sentido um ''cheiro da Escola de Base''. O mesmo está sendo julgado pela comunidade, sem ao menos ter sido levantada toda a história. A história tem que ser totalmente levantada antes de qualquer julgamento. Está em jogo muito mais do que simplesmente as vagas disputadas, não é possível que toda a história esteja na mídia sem ter sido totalmente apurada.
Se após levantamento/processo criterioso for comprovada a fraude, a malícia, aí sim devem ser aplicadas as penalidades da lei. Se bandidos confessos não são obrigados a mostrar o rosto, por que o referido professor poderia ser condenado antes de julgado? Quando vemos alunos de 1º e 2º colegial sendo aprovados em vestibulares concorridos podemos afirmar que houve fraude?
Estamos no século XXI, ninguém pode se restringir ao que é dado na sala de aula. Aos que acham que os estudantes terão a oportunidade para ''tirar outro 10'', pergunto: vocês já tentaram repetir um grande recorde sob pressão? Vocês já cobraram um pênalti no último minuto do jogo após terem sido chamados de corruptos e ladrões? Mesmo que vocês tenham acertado os 20 últimos pênaltis, será que vocês terão a tranquilidade necessária para acertar de novo?
CLAUDIO ESPIGA (engenheiro avaliador de bens) - Londrina

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