CARTAS
Chiqueiródromo?
Sou natural de Porto Alegre radicado em Londrina e gosto muito desta cidade. Gosto e acompanho muito automobilismo, mas é uma vergonha o que as pessoas que apreciam automobilismo são submetidas a cada evento realizado no Autódromo Internacional Ayrton Senna. No último domingo (15/06), fui assistir à Stock Car Brasil. Neste autódromo de bom mesmo só o espetáculo proporcionado pelos carros e pilotos, pois o público é muito maltratado.
A área interna está suja, esburacada, mato alto, falta manutenção, conservação, pintura nova. Não possui sanitários. Colocaram umas casinhas de madeira, sem higiene. Ridículo. Não possui arquibancadas decentes, improvisaram algumas com alturas inadequadas para o público assistir a corrida. Não possui uma lanchonete para o público comprar água, refrigerante ou um lanche.
O aspecto do nosso autódromo é deprimente, tanto que nas transmissões de TV, percebe-se claramente que as imagens são feitas num ângulo fechado captando apenas a imagem da pista, dos carros, certamente com receio de mostrar para o Brasil o péssimo estado de conservação e o abandono do autódromo. Não sei como deve estar a área interna dos boxes, reservado às equipes e pilotos.
Todos estes motivos colaboram para que provas de grande importância do calendário automobilístico nacional, não sejam mais realizadas aqui em Londrina, sendo levadas para Curitiba e Cascavel, onde os autódromos possuem boa estrutura, organização e sempre têm ótima presença de público. Para completar, quem foi ao autódromo de carro, foi extorquido com a cobrança de R$ 5,00 para estacionar o carro no meio do mato, dentro de buracos.
Será que é possível administrar bem um autódromo uma administração municipal que não consegue manter uma boa pavimentação nas vias urbanas, manter a cidade limpa, colocar uma iluminação adequada no Lago Igapó II e tantos outros problemas que temos na nossa cidade?
RUDIMAR NUNES (representante comercial) - Londrina
Continuísmo
Lula não consegue se livrar da pecha deixada pelo governo neoliberal de FHC. Pior: está afundando cada vez mais o Brasil no desemprego. Conquistou o poder com um discurso de esquerda, mudança, renovador e esperança. Mas está praticando, do mesmo modo que a tropa fernandista, uma política econômica de desemprego, juros altos, arrocho salarial, sem crescimento econômico e, principalmente, atrelada aos interesses dos gringos, do mercado financeiro e da corja especulativa.
Lula tem que cair na real. O povo o elegeu não para bancar o popstar mas para tirar o Brasil da inércia econômica e barrar o continuísmo da era FHC. Aliás, este deve estar rindo de braçada, pois até agora o Lulinha paz e amor não está correspondendo aos anseios e votos que teve da maioria da população. E sem essa de criticar é fácil, fazer é difícil. Ora, fazer o quê? Este governo não fez nada até agora em termos de mudar a política econômica herdada do neoliberal FHC, a não ser dar continuidade à idiotice dos juros altos. Do jeito que as coisas vão com o Brasil, acabaremos tendo apenas uma opção, parafraseando o Policarpo Quaresma: Ou o Brasil acaba com as saúvas, ou as saúvas acabam com o Brasil.
ANTONIO SERGIO NEVES DE AZEVEDO - Maringá
Juros altos
Para quem se prontificou acabar com a fome, miséria, violência, desemprego no País em plena campanha eleitoral, agora caiu a máscara. O que vemos em queda livre é a derrocagem do comércio, indústria e a falência da classe média que se junta aos 60 milhões no contingente da linha da miséria, sem nenhuma esperança de melhora e todos com medo. A não ser para os 50 banqueiros que podem praticar as taxas estratosféricas contra os humildes usuários do sistema financeiro. Presidente Lula, como humanista peço que o senhor não use mais o nome de Deus em vão nos seus discursos de improviso que não convence a ninguém. Antes o senhor prometeu que a fome não pode esperar, agora diz que podemos e devemos esperar a germinação da semente e que estaria afinando a orquestra para beneficiar o povo, ledo engano. No governo FHC, criticavam o Arminio Fraga que seria como uma raposa tomando conta do galinheiro. O pior é que puseram um vampiro para tomar conta do banco de sangue.
JOSÉ PEDRO NAISSER (humanista) Curitiba





