Fraude em concurso

E se os três alunos acusados de fraude pela Universidade Estadual de Londrina voltarem a repetir a dose, ou seja, tirarem notas excelentes novamente? E se os próprios, numa infelicidade, não forem muito bem nos próximos exames? Será provado alguma coisa? Pode ou não a acusação de fraude por eles praticada, segundo acusação da própria universidade, ter influência psicológica nos alunos e nos resultados deste segundo exame? Tirar nota dez em exames é considerado um resultado improvável desde quando?

A reitora da UEL ressaltou que a análise das probabilidades mostrou que seria muito difícil obter 100% de acerto nas questões. Essa mesma análise não mostrou que seria impossível. Disse que, além disso, a nota obtida por eles é muito superior à média geral obtida pelos candidatos. Isso prova que houve fraude? Como não foi noticiado, não tenho conhecimento de como a comissão que investiga chegou à conclusão de fraude, mas será que foi constatada alguma prova física da fraude? Sei que um dos membros desta comissão é uma doutora em estatística (?). Me parece que o problema é de possível fraude e não de estatística, ou a estatística prova a fraude?

Como perito criminal da Polícia Científica, profissional em detectar fraudes, enumerá-las fornecendo assim provas em processos criminais, sinto-me desconfortável como membro da comunidade londrinense diante dos fatos que venho presenciando na imprensa. Que a Universidade Estadual de Londrina se pronuncie e esclareça de forma determinante, quais são realmente as provas de fraudes levantadas contra os três alunos que promoveu o cancelamento do exame e as mostre para a comunidade, alijando os fraudadores de novo exame. Se permitir que façam novamente as provas, pretende provar o quê?

LUIZ VICTOR VAL MYSZKOWSKI (perito criminal) - Londrina


Aterro fechado

Durante nove meses foi possível visitar o aterro sanitário de Rolândia. Graças a estas visitas muitas denúncias sobre irregularidades do aterro puderam ser atendidas, melhorando a obra. Depois de recentes reportagens sobre novas irregularidades do aterro, as portas do aterro se fecharam. Hoje, uma placa proíbe acesso citando leis, capítulos, artigos e incisos termos que excluem aqueles que não são da área jurídica. Como então fazer fiscalização? Como denunciar fatos que preocupam a população? Choveu recentemente 30 milímetros na região do aterro, fato que precisa ser imediatamente verificado, documentado e fotografado nas condições em que o aterro de Rolândia se encontra. Perdeu-se a oportunidade de fiscalizar uma obra pública e inúmeras outras se perderão caso o poder público continuar dificultando a participação do cidadão.

DANIEL STEIDLE (ambientalista) - Rolândia

Magistério

Estamos, mais uma vez, lutando e cobrando nossos direitos. Foram tantas as paralisações, idas e vindas de Curitiba que até já perdemos a conta. O descaso do governo para com o professor, fez dele um verdadeiro guerreiro, alguém que luta por seus direitos. As decepções são muitas: vêm de todos os lados, da sociedade e, principalmente, do governo, que vem sendo a longo tempo seu principal inimigo, na verdade, seu carrasco.
Muitos governos já passaram e todos desempenharam o mesmo papel. Durante a campanha política, prometem muitas coisas, mas após eleitos se esquecem da escola, justamente aquela que deveria ser sua maior preocupação. Esta luta com bastante dificuldade sobrevive, às vezes, com ajuda da comunidade, cumprindo seu papel, acolhendo a todos que dela precisam.
Não queremos cursos oferecidos gratuitamente pelo Estado; queremos salários dignos para buscarmos aqueles cursos de que realmente precisamos em nossas áreas de atuação. Quem conhece a realidade da escola é o porfessor, pois trabalha em linha direta com os alunos. Não basta ditar regras e não conhecer o habitat onde se encontram os problemas. De regras e burocracia o Brasil já está cheio. Também não convém copiar outros países, pois em cada lugar a realidade é diferente.

VERA LUCIA GARCIA GRANDE (professora) - Marialva

Osuel agradece

Eu, o ''jovem maestro'' Henrique Vieira, como ultimamente estou sendo chamado, da Orquestra Sinfônica da UEL, venho a público agradecer as doces palavras do professor Ricardo Prochet referente ao meu concerto de estréia com o virtuose da sanfona, Sivuca. Gostaria de deixar claro, que em momento algum eu estive sozinho nesta empreitada, tive o apoio e a compreensão de toda a orquestra que vem me acolhendo com todo carinho necessário. Agradeço também à mídia, em especial a Folha de Londrina pela divulgação dos concertos didáticos. Com certeza esta é uma forma de formar e renovar o nosso público, a razão da existência de todo artista. Concluo com a esperança de que este excelente início de carreira em Londrina, seja um prenúncio do que a população desta apaixonante cidade poderá esperar da Orquestra Sinfônica da Universidade Estadual de Londrina.

HENRIQUE VIEIRA (regente da OSUEL) - Londrina

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