CARTAS
Meio ambiente
A princípio você pode pensar que já não é necessário falar sobre esse assunto, pois foi enfoque na semana passada. Por isso mesmo o intuito deste é conscientizar que não é necessário uma data para lembrar de sua importância. A água, no caso, eu posso entender o porquê do menosprezo, nadei no Rio Paraná, contemplei a sua imensidão. Pode até ser incabível saber que a água não acabará, mas ''detalhe'', água potável sim. Que não fique apenas como conhecimento, mas sim como atitudes de vida: saber e fazer o que é correto, não desperdiçar. Não deixe o comodismo dominar seu caráter e aceitar ser apenas mais um neste mundo, um alienado, antes fosse ignorante. Pare de criticar e ficar calado, pare de julgar aqueles que tentam e falham. Se cada pessoa entendesse que cada um depende de outro, não precisaria de mais um texto num canto de jornal, não precisaria de um dia mundial.
LIANE LIE TODA (estudante) - Assaí (PR)
Meio ambiente
Na Semana do Meio Ambiente não temos muito a comemorar, pois é notável como o homem é incapaz de conviver com a natureza, seja por omissão, irresponsabilidade ou falta de conhecimento. Parece-nos muito pouco tudo o que se propõe, se faz e se discute em relação ao meio ambiente, pois tão longo é o ano e foram os séculos de agressão do homem sobre o maior patrimônio deste país, sua fauna e flora. Precisamos tratar das coisas da natureza com maior frequência a partir da infância de nossos filhos. Educar o homem para o desafio de produzir sem destruir, profissionalizar os produtores e, principalmente, ter a sensibilidade de compreender que muito mais do que uma planta, a árvore é a base de sustentação de todo o meio ambiente, como organismo capaz de acumular o carbono prejudicial disperso na atmosfera, abrigar outros seres, enriquecer a vegetação rasteira, proteger os solos e as águas e desenvolver microclimas mais favoráveis à sobrevivência do homem.
CRISTOVON VIDEIRA RIPOL (vereador) - Pitangueiras (PR)
Natureza
Um dia em que passava pelas flores e pássaros, senti uma paz que provavelmente nunca haveria de ter sentido na cidade. O som dos passarinhos me encantava, o ruído dos animais me emocionava. Queria poder viver no meio da floresta para ficar mais próxima aos animais. Acho que se não houvesse desmatamentos, queimadas ou outro tipo de destruição, iríamos acordar com as ''vozes'' dos animais. Compartilhar o pão, repartir a maçã. Seria tão bom, ver as matas crescendo, os animais livres e felizes. Se todas as pessoas fizessem sua parte, poderíamos usufruir de suas belezas incomparáveis, não deixando extinguir muitos desses animais cujo som, nos deixam felizes. Isso é apenas um sonho bonito. Cuidemos do planeta Terra.
ANA CAROLINA ALVES (aluna da 5 série da Escola Estadual Olavo Garcia) - Londrina
Creci esclarece
A propósito de matéria ''Avaliação de imóveis pede profissional habilitado'', veiculada na Folha Imobiliária, no dia 8 de junho, se faz necessário alguns esclarecimentos e a justa retificação.
Segundo o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci), 6 Região/PR, Alfredo Canezin, está equivocado o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), ao imaginar que a avaliação de imóveis é tarefa exclusiva de engenheiros e arquitetos, como também é falsa e viciada a idéia de outros engenheiros consultados.
Canezin lembra que o Superior Tribunal de Justiça (STJ), através de acórdão relatado pelo ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira, já havia decidido, em 1999, em que ''ao nomear o perito, deve o juiz atentar para a natureza dos fatos a provar e agir cum grano salis, aferindo se a perícia reclama conhecimentos específicos de profissionais qualificados e habilitados em lei, dando à norma interpretação teleológica e valorativa. A determinação do valor de um imóvel depende principalmente do conhecimento do mercado imobiliário local e das características do bem, matéria que não se restringe às áreas de conhecimento de engenheiro, arquiteto ou agrônomo, podendo ser aferida por outros profissionais'' (Diário de 13.09.99, p. 67).
A questão trata não de uma atribuição exclusiva mas concorrente com os profissionais inscritos no CREA. O presidente do Creci lembra que a ressalva se aplica em casos que exijam conhecimentos técnicos do engenheiro, como na hipótese de se verificar a estrutura física de uma construção, por exemplo. Fora isso, o corretor está habilitado a realizar avaliação de imóveis, não importando a finalidade.
O que se observa quase sempre, de acordo com Canezin, é que o engenheiro quando vai avaliar um imóvel se socorre do conhecimento do corretor, elaborando uma média para concluir o seu trabalho. Significa dizer, no fim, que foi o corretor quem avaliou. Canezin lembra ainda que, o CREA e o IBAPE de Santa Catarina, já foram derrotados em ação onde pretendiam buscar a referida exclusividade.
ALFREDO CANEZIN (presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis 6 Região/PR) - Londrina
Correção
- A matéria ''Encontro reúne secretários de comunicação de todo País'', publicada na página 4 (Política) na edição de ontem da Folha, grafou incorretamente o nome da cidade gaúcha de Canela.





