CARTAS
Dívida do pioneiro
Fico pensando onde está o bom-senso desta cidade. Na edição de ontem deste jornal, na coluna social (Folha 2), uma pioneira com todos os seus méritos e capacidade ganha a cidadania honorária de Londrina, em que os custos para tal homenagem deve passar de R$ 148,62. Engraçado é que tal valor é o mesmo que outro pioneiro deve para o município em IPTU (Folha Cidade). Será que o prêmio deste pioneiro não deve ser pelo menos o perdão da dívida?
ANTONIO RICARDO PACHECO (engenheiro mecânico) - Londrina
Poluição sonora
A Folha de Londrina, em matéria sobre a CMTU, destaca a afirmação do sr. Wilson Sella sobre a necessidade de resgatar as praças como locais de lazer, descanso e contemplação, em outras palavras: um ''Oasis'' onde possa haver um pouco de silêncio, vegetação, flores, árvores, bancos, etc. Aliás, temos que parabenizar a CMTU no que se refere aos seus constantes esforços para melhorar a sinalização no trânsito, coibir abusos e democratizar os espaços destinados a pedestres e veículos.
O som eletro-acústico invade o nosso cotidiano: carros com alto-falantes divulgando produtos e serviços e vizinhos mal-educados ''ouvindo'' músicas em alto volume, incomodando e impondo aos outros seus gostos musicais. Agora, o grande caos sonoro acontece no Calçadão! Caminhe do Coreto ao Ouro Verde. As lojas competem entre si no volume sonoro de músicas veiculadas através de caixas de som quase na calçada, enquanto uma toca sertanejo a outra ataca de rock. Você pára e entra na loja? Não, o volume e a mistura sonora confusa espanta o cliente, e a gente se manda (é só o que nos resta a fazer).
Mas as casas comerciais possuem também seus ''locutores''! Depois da confusão musical, vem a confusão verbal, todos querendo vender o produto do patrão berrando em microfones estridentes. Ao longo de todo o Calçadão, a maioria dos comerciantes usa esta estratégia antiquada e contraproducente que, além disso, deve ser ilegal. Por isso, apelo à CMTU e à Associação Comercial: não chegou o momento de fazer uma campanha para eliminar a poluição sonora?
Ela afugenta aqueles que gostariam de usar a calçada para caminhar, observar e comprar sem ser agredido. Usem a moderna tecnologia visual para divulgar preços e produtos. Quanto à emissão sonora, limite-a para o interior do estabelecimento e tenha o bom-senso quanto ao repertório e volume adequados.
OSEAS PEÇANHA (músico) - Londrina
Imagem do lago
Parabenizo a Folha de Londrina e o fotógrafo César Marinho pela excelente foto na manchete de ontem! A sensibilidade no registro da imagem dos edifícios refletidas sobre o Lago Igapó, indica que desenvolvimento e meio ambiente podem caminhar juntos, compondo o mesmo cenário. Parabéns Londrina!
MARCOS DEFREITAS (secretário de Planejamento) - Londrina
Tragédia e segurança
No mês de maio uma simples festa de aniversário e que tinha tudo para ser mais um momento feliz acaba em tragédia. Tudo porque um policial que fazia ''bico'' como segurança desta festa resolveu colocar em prática tudo aquilo que aprendeu na clandestinidade: atirar para todo lado sem respeito à vida. Se não bastasse este lamentável episódio, agora é manchete em todo o Brasil a tragédia ocorrida no último final de semana, quando três adolescentes morreram e 25 ficaram feridos durante um show de rock no Jockey Clube do Paraná, na noite de sábado, em Curitiba.
Eram mais de 30 mil pessoas e a empresa promotora do tal show ''pela Paz'', contratou 250 inexperientes seguranças para controlar toda aquela multidão, que simplesmente queria se divertir, o que é natural nos jovens.
Fazemos mais uma vez este alerta à população paranaense sobre o perigo do aumento do trabalho clandestino de seguranças particulares. Nós, do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região sistematicamente estamos denunciando todos estes casos que envolvem o trabalho clandestino junto aos órgãos competentes. Mas parece que todos fazem vistas grossas a este real problema, que cresce na mesma proporção geométrica do que a violência urbana. Fica aqui mais uma vez um alerta às nossas autoridades sobre este grave problema. Além de nos preocuparmos com a violência praticadas pelos marginais, também temos que preocupar com a violência clandestina, praticada por pessoas despreparadas.
JOÃO SOARES (presidente do Sindicato dos Vigilantes de Curitiba e Região e daFederação dos Vigilantes do Estada do Paraná) - Curitiba





