CARTAS
Aumento da tarifa
A discussão do aumento da tarifa do transporte coletivo em Londrina é oportuna e didática na medida em que a população entenda o que se passa nos bastidores deste agrande ''negócio'', que também exerce influência socioeconômica de proporções elevadas em nossa comunidade.
Entender o tamanho e a frequência dos aumentos, entender a defesa dos interesses das concessionárias por parte da administração municipal fica muito difícil quando temos o município nas mãos do Partido dos Trabalhadores (PT).
Entra prefeito, sai prefeito, o filme se repete. Quanto mais proximidade do processo eleitoral mais esquenta o assunto. Há aqueles que querem ficar ao lado do povo em busca de resultados eleitorais, há aqueles que ficam ao lado do bom-senso clamando por justiça social, e há também aqueles que fazem o papel de advogados intransigentes dos empresários defendendo os seus pleitos objetivando não sei o quê.
A defesa de maneira clara e explícita da administração municipal afrontando o clamor popular e a promotoria pública nos deixa perplexos. Difícil também é suportar esse velho discurso de que se não houver aumento na tarifa teremos greve dos funcionários das empresas.
É por estas e outras que fica muito difícil acreditar no ''muda Brasil''. Ainda bem que alguma coisa já mudou. Hoje temos uma promotoria pública vigilante. Em outros tempos só nos restava duas alternativas: uma era acostumar com a idéia; a outra era esperar o quebra-quebra do PT.
WALTER COSTA BARROSO (dentista) - Londrina
Transporte coletivo
Se não bastasse um aumento desse tamanho na tarifa do transporte coletivo, o usuário ainda tem que ler no jornal o sr. Gildamo de Mendonça criticando o legítimo protesto dos estudantes contra este abuso. Ele fala em rever critérios de gratuidade e descontos no sistema e informa que pelo 30% dos passageiros andam de graça, o que é bancado pelos demais passageiros. Logo em seguida se contradiz e diz que as concessionárias arcam com a gratuidade de idosos, menores de seis anos e outros. Afinal, quem paga a conta das gratuidades: as empresas ou os passageiros que pagam suas passagens? O certo é que ninguém se preocupa em saber de onde o usuário vai tirar dinheiro para manter o equilíbrio econômico-financeiro das empresas. O usuário que se vire e pague a passagem, porque poder público e empresas mandam e eles têm que obedecer. É assim que a coisa tem funcionado, infelizmente.
IRENE FONÇATTI (jornalista) - Londrina
Preço abusivo
São claros os argumentos que embasam a reivindicação do movimento pela redução da tarifa. Além do direito de acesso ao ensino e defesa dos trabalhadores, questionamos o exorbitante lucro desse monopólio no transporte coletivo de nossa cidade (que não dá conta do reajuste salarial?). Talvez, a palavra licitação não exista em alguns dicionários. É fácil denominar tal ato como resultado de manobra, tentando colocar a população contra nós. Será em vão, pois ela sabe muito bem quem está a favor dela. Enquanto a empresa se preocupa com sua rentável participação acionária na CMTU, conclamo a população a não aceitar esta imposição que subestima nossa inteligência. ''1,60 é um assalto!''
PAULA MEN DE OLIVEIRA (estudante de Enfermagem) - Londrina
Pedágio inviável
Concordo com todas as críticas que se faz à forma de cobrança do pedágio no Paraná. Passei pelas muitas praças de pedágio, tanto com carga como com veículo de passeio. É um abuso, sim. É uma falta de respeito. Mas, acima de discussões e discurso, o preço do pedágio é inviável economicamente pelo custo final da mercadoria quando é possível repassar, já que o diferencial é alto. Portanto, antes de se discutir se é moral, amoral ou legal, sejamos objetivos: é inviável.
Em primeiro lugar alguém tem que se responsabilizar pela conservação das rodovias. Conservar rodovias significa manter um monitoramento permanente das suas condições. É cuidar da segurança das pessoas. É ter a dinâmica da atividade sem burocracia, sem depender do obscurantismo dos orçamentos, que nunca contemplam a infra-estrutura que o setor público tem que oferecer aos cidadãos. Decididamente, não sei se os órgãos públicos estão em condições de oferecer este serviço. O histórico aponta o contrário. A não ser que tenha mudado muito.
BENVENUTO JOSÉ DE ALMEIDA S. CINTRA (empresário) - Maringá
PM agradece
A Polícia Militar agradece à Folha de Londrina pela presença na homenagem que a Câmara de Vereadores prestou ao Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) trabalho feito pela PM em parceira com as escolas no último dia 17 no plenário da Câmara.
RUBENS GUIMARÃES DE SOUZA (comandante do 5º Batalhão de Polícia Militar) - Londrina





