CARTAS
Postura repugnante
Dentro da polêmica trama que envolve o aumento da tarifa de ônibus em Londrina, é preciso que todo cidadão londrinense, sobretudo os usuários do transporte coletivo, não se esqueçam de uma reflexiva questão: a atitude da administração municipal em relação ao reajuste. O envolvimento na situação do prefeito Nedson Michelleti e do presidente da CMTU, Wilson Sella, me parece desprendido de qualquer interesse que resulte na manutenção do preço ou de um reajuste menos severo. As declarações de Sella sobre a necessidade de revisão do preço da tarifa, bem como do ''empenho'' do procurador-geral da prefeitura, Roberto Scalassara, em justificar o aumento, partem totalmente em desfavor aos anseios dos milhares de usuários de ônibus da cidade.
Não coloco em questão a legitimidade e o direito da reivindicação salarial dos funcionários da empresa de transportes que fomentou o aumento da passagem. O que deve ser refletido é que muitas pessoas vão tirar comida da boca de suas famílias para poder se locomover de ônibus em Londrina. Gostaria de repudiar os representantes da cidade que vivem pensando só em si e na hora da verdade ficam em silêncio absoluto, e enaltecer o denodo do promotor Miguel Sogair em combater algo que contribui ainda mais para esfacelamento da renda familiar. É fundamental que lembremos deste episódio nas próximas eleições para que não tenhamos no comando da cidade uma administração apática e cheia de desculpas para tudo.
GUILHERME DE MAGALHÃES SPANGUEMBERG (estudante) - Londrina
Manobra política
Na minha visão, está claro que existe uma manobra política ou outros interesses levando os estudantes a se manifestarem contra as empresas que operam o sistema de transporte coletivo de Londrina em função do reajuste tarifário. Recentemente, as empresas de transporte rodoviário e metropolitano tiveram reajustes em suas tarifas acima de 23% e ninguém se manifestou sobre o assunto. Aliás, o protesto dos estudantes, que já usufruem de 50% de desconto, não tem fundamento, nem coerência. Como podem querer isenção da tarifa e, ao mesmo tempo, reajuste salarial para funcionários do sistema, sem aumento na passagem? É uma boa hora para revermos os critérios de gratuidade e descontos no sistema de transporte coletivo.
Pelo menos 30% dos passageiros transportados diariamente andam de ônibus de graça ou recebem algum tipo de benefício. É preciso que todos entendam que a gratuidade é subsidiada pelo sistema e só existe se alguém pagar a conta. E esta conta é bancada pelos demais passageiros e pelas empresas que fornecem vale-transporte para seus funcionários. Não somos contra gratuidade, mas não achamos justo que 1/3 da população, ou seja, as pessoas que usam o ônibus assumam sozinhas o ônus desta conta. Vale lembrar que as concessionárias também fazem sua parte. Mesmo sem estar contemplada na planilha de custos e, portanto, sem repasse aos usuários, elas assumem gratuidades com idosos acima de 65 anos, crianças menores de 6 anos, carteiros, policiais militares fardados, oficiais de justiça e portadores de deficiência física com carteira de passe livre.
GILDALMO DE MENDONÇA (gerente-geral da Transportes Coletivos Grande Londrina) - Londrina
Fim do pedágio
Transita na imprensa a quebra dos contratos referente às praças de pedágio. O atual governador usou a promessa de acabar com o pedágio para se eleger, e o povo mais uma vez confiou na promessa política. Estamos aguardando ansiosamente o cumprimento. Não é justo pagar algo que já construímos com pagamento de impostos. O pedágio arrecada milhões, e a única coisa que conseguimos ver é a operação tapa-buracos. Você já parou para pensar como as praças de pedágio se multiplicaram nos últimos tempos? Faça uma crítica você mesmo, analise e verá como estamos sendo extorquidos. Chegou a hora de nos unirmos para exigir que o governador cumpra sua promessa, pois não devemos permitir sermos enganados. Só assim poderemos acabar com este roubo.
VANESSA CRISTIANE PEDROSO (estudante) - Londrina
Estradas alternativas
A princípio, o pedágio foi criado para a melhoria das rodovias que até então eram precárias. Porém, não é visto com bons olhos por muitos, visto que para a manutenção de rodovias já existe um imposto incluso no IPVA. O Estado já está pensando em tomar para si as praças de pedágio, com a desculpa de baratear o preço. É importante saber se com esta postura o Estado criará as estradas alternativas sem passar pelo pedágio e também se desvinculará do IPVA o imposto que deveria ser destinado para a manutenção das estradas.
BRUNO CORTEZ, MIGUEL BAKSA E HUMBERTO GIUNTA (estudantes) - Londrina
Correção
- A Folha de Londrina errou o número do 1º prêmio da Loteria Federal publicado na edição de ontem. O correto é 02.634 e não 02.534 como foi impresso.





