CARTAS
Baderna no campo
Fazendo um exercício de memória de dez anos atrás, chega-se à conclusão que o dito movimento sem-terra está mais organizado. Condena levas de seres humanos ao sofrimento, à caminhada sem fim por um pedaço de terra prometida, à miséria, a se tornar um pedinte, o mais baixo dos seres, pois seu orgulho próprio deixa de existir quando sua família está passando fome, até um revoltado contra a nação, pois sua condição cultural não permite enxergar o óbvio de estar sendo usado. Um sonho virtual de cultivo e sobrevivência com a exploração da terra, sonho este que as lideranças do movimento estão criando o caos no campo, colocando proprietários e invasores em terrenos opostos, criando uma guerrilha por conta própria, prejulgando que invadir propriedade alheia é legal e que isso é estado de direito, criando sua própria jurisprudência sobre o assunto à vista grossa de nossos governantes.
A quem interessa esta baderna? Com certeza ao cidadão honesto, trabalhador e que com suor de sua família conseguiu um patrimônio que vem preservando por gerações, não! O direito de propriedade é preservado pela Constituição, o de invasão, baderna e destruição não. Partindo deste ponto veremos que todos temos que respeitar a Constituição, e por que o MST não o faz? É necessário sensibilidade dos governantes, seja na área estadual ou federal e também uma ação rígida por parte do Judiciário para restabelecer a ordem no campo. A paz no campo é simples, onde termina minha propriedade começa a do vizinho, é o divisor de direitos, respeitando isso, com certeza teremos tranquilidade de alavancar projetos futuros que tanto o Brasil necessita no momento.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) - Itambaracá (PR)
Pedágio
O pedágio está forçando as pessoas a procurarem outros meios para não pagá-lo. A legalidade do pedágio é questionada por todos uma vez que tira o direito de ir e vir das pessoas previsto na Lei Maior. Ainda é visto que não existe uma prestação de contas das concessionárias de rodovias. Então questiona-se também para onde vai o dinheiro arrecadado pelo governo através do IPVA designado a manutenção das rodovias?.
ANDREZA GOMES, GENIVAL DA CRUZ e ANDRÉIA DOS SANTOS (estudantes) - Arapongas
Poda criminosa
O secretário do Meio Ambiente de Curitiba ao invés de permitir a poda drástica dos eucaliptos que ele não plantou, por que não manda arborizar a Av. José Gulin, no Conjunto Solar, Bacacheri, plantando quaresmeiras (que dão flores em cinco cores diferentes), paineiras e outras árvores ornamentais? Praticou na verdade um crime ecológico com esta poda drástica dos eucaliptos que eu plantei há 25 anos. Os moradores do outro lado do córrego, afluente do Rio Bacacheri, com medo que é filho da ignorância de serem atingidos por uma eventual queda dos eucaliptos solicitaram a poda drástica deles.
A equipe da prefeitura, obedecendo às ordens do secretário, cometeu o crime de erradicar um eucalipto cujo diâmetro do tronco era de 1,15m sob a alegação que corria o risco de cair. Autorizou tal crime ecológico, na verdade, para não mais se aborrecer com munícipes ignorantes que exigiam tais medidas.
Talvez, o secretário ignore que há árvores que sobrevivem há mais de quatro mil anos, dois mil anos antes de Cristo. Ao invés de cortar as árvores que outros plantaram, por que não dá o exemplo de plantar outras?
Contudo, a prefeitura, com seu Horto Municipal, empenha-se tão-somente em ornamentar os bairros da classe rica Jardim Social, Batel, etc. , por causa do lobby poderoso junto aos políticos, no mais das vezes corruptos e subservientes. Não poderia guardar silêncio após amputarem drasticamente os eucaliptos que eu plantei há 25 anos.
ANTÔNIO DNATZ RIBEIRO DA SILVA (aposentado) - Curitiba
Vox populi, vox dei
Esta expressão latina, que significa ''voz do povo, voz de deus'', é apropriada para análise da atual contingência pela qual nosso país é submetido, quando o povo sente que seu poder aquisitivo do indispensável à subsistência sofre aumentos quase que diários.
Com seu simplista raciocínio, o povo não entende como isso pode estar acontecendo. Com os preços das coisas de que necessita como gás e a gasolina, hoje refletido no aumento das passagens de ônibus e no abastecimento de seus velhos carros, não sabe como economizar para enfrentar os aumentos constantes das tarifas de telefone, água, energia elétrica, IPTU, entre outros. O povo, que está convencido de que o seu ''decantado bem-estar'' depende da ação governamental, não consegue entender a insensibilidade do poder público.
As férias do ano já foram sacrificadas, os presentes de Natal para a família reduzidos. Férias no exterior, nem sonhar. Ficam para quando ganharmos a ''sena acumulada'', consola-se o chefe da família. Na sua natural sabedoria coletiva, o povo não entende. Uma situação que vem perdurando de governos anteriores. Mas agora há perspectivas saudáveis, e nós aguardamos que os propósitos de melhoria para o País nos tragam paz e prosperidade.
JOÃO DIAS AYRES (médico) - Londrina





