Atitude antiética
  É de causar indignação a denúncia feita pelo estudante Rafael Pellizzetti de que o diretor de uma certa escola/cursinho particular estaria incitando seus alunos a apresentarem declaração de pobreza visando o não pagamento da taxa de R$ 30,00 ao ENEM de 2003. É entristecedor ver que pessoas que poderiam estar colaborando para o ensino do significado da ética, estão usando de suas prerrogativas para deseducar os indivíduos. Para se dar bem, vale tudo, inclusive mentir e é desse modo que de pequenas mentiras é um pulo para as grandes trapaças. É assim, que torpedeada a lei, é todo um universo simbólico que desmorona e daí a sensação nacional de que nada mais tem valor. Tornamo-nos, todos, homens sem pudor. Não são apenas os marginais organizados em falanges para o que der e vier que se deixam dirigir por esta razão cínica, avalia o psicanalista Jurandir Freire Costa.
  Atitudes como a do estudante Rafael merecem reconhecimento, mas atitudes como a do diretor da escola/cursinho em destaque, merece repúdio e punição. Está mais do que na hora da sociedade reagir para dar fim à impunidade.
FRANCISCA VERGINIO SOARES (professora) - Londrina
Cadê nossos professores?
  Sou aluna da 7ª série do Ensino Fundamental do Colégio Estadual Hugo Simas e lendo uma reportagem da Folha fiquei preocupada: o Paraná pode ficar sem professores por 10 anos. Antes de sair a reportagem, o meu colégio já estava com falta de professor. Minha professora de matemática, sempre conversa com a gente sobre isso. E sempre diz que um dia vamos ficar sem professor porque o salário é muito pouco e, com isso, ninguém consegue sobreviver. O que vamos fazer sem professores? Sem professores, não existe escola. Uma preocupação não só dos alunos, mas de toda a sociedade.
JESSIKA GONÇALVES DA SILVA (estudante) - Londrina
Calçadão sujo
  Quero protestar contra o descaso e a imundicie em que se encontra o Calçadão de Londrina. O trecho entre a Rua Pernambuco e a Avenida Rio de Janeiro chega a dar nojo, pois dejetos de passarinhos se acumulam por longo tempo. Gostaria que o secretário responsável pela área de limpeza pública e o prefeito dessem uma andada pelo centro da cidade para constatar com seus próprios olhos a nojeira que se encontra nosso Calçadão. É preciso olhar com mais carinho a limpeza de nossa cidade.
PAULO GONZAGA (corretor de café) - Londrina
Praças mal cuidadas
  A praça é o cartão de visita em quase todas as cidades. Só aqui em Londrina isto não acontece há anos. As nossas praças são sujas e abandonadas. Sendo assim, o que se pode esperar? As famílias fogem desses locais e se fosse possível ninguém passaria por aqueles caminhos.
  Há cidades pequenas aqui no Paraná que causam inveja a nós de Londrina, que é uma grande metrópole. Dou um exemplo: São Jorge do Ivaí. Lá a praça tem até repucho de água. As famílias podem passar horas sentados nos bancos da praça e, à noite, os jovens se deleitam no bate-papo e até namoros.
  Este tipo de comércio nas nossas praças é muito feio, tem que ser retirado e colocado noutro local. Se não estão satisfeitos que vão fazer o seu comércio noutra cidade ou outro local próprio, nas praias.
  Eles não têm que mandar na população londrinense. Eu acho esquisito que um vereador possa achar tudo isso normal. Queria dar o recado a ele: ‘‘Londrina não é a casa da mãe Joana que se faz o que se quer’’.
THEREZA MARIA BARROS (professora aposentada) - Londrina
Prazer da leitura
  Rubens Alves em seus livros ensina sobre a magia das palavras. Elas conduzem à descoberta de mundos mágicos que moram dentro de cada um de nós. O importante é começar, pegar o primeiro livro e descobrir a viagem que proporciona para dentro ou fora de nós. Através dos livros podemos perceber quem somos, como somos, por que somos e em que podemos nos transformar.
  Às vezes, abrimos um ou dois livros, não nos interessamos pelo tema ou estilo de escrever do autor e nunca mais tentamos, dizendo que não gostamos de ler. Não desista! Tente, tente! Comece ler outro e outro, até encontrar aquele que estimule sua curiosidade, sua vontade, seu desejo de caminhar no mundo que o livro apresenta a você.
  Os livros oportunizam viagens que talvez jamais faremos. Quem lê é mais feliz! Consegue ter maior número de opções para resolver problemas, conversar com amigos, filhos e por que não, consigo mesmo. Os livros nos ensinam o valor que temos e que cada um de nós carrega dentro de si infinitos conhecimentos. Basta abrir a primeira página para perceber, histórias adormecidas, esperando apenas – talvez ansiosamente – que você as encontre, as desperte também para a vida do nosso tempo.
  Procure bibliotecas, empreste livros. Ler é gratuito, nada custa. Mas, a riqueza que os livros proporcionam à mente, alma e corpo não tem preço, seu valor é incalculável.
MARLENE ANA KIEWEL (escritora) - Curitiba

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