CARTAS
Violência nas escolas
A violência não é apenas um problema da escola, mas de toda a sociedade. Deve ser entendida, acima de tudo, como fruto da concentração de renda e exclusão social. Considerando que as atitudes e comportamentos são pautados nos valores construídos na família, na comunidade e também na própria escola, não se trata apenas de atribuir a violência e a indisciplina na escola ao comportamento e ao desinteresse do próprio aluno, buscando dessa forma, solução apenas em atitude repressiva e punitiva.
Quais são os valores existentes em nossa sociedade? Qual o papel que a escola tem cumprido? Os alunos estão se educando para a cidadania? A comunidade escolar (pais, alunos, professores e comunidade externa) tem participado da vida da escola? Os pais estão cumprindo com suas obrigações? A educação pública vem sendo valorizada pelos governos nos últimos anos? É preciso buscar soluções. É preciso assumir responsabilidades. Que seja colocada em prática a proposta apresentada pelo Conselho Tutelar de mobilizar órgãos públicos e comunidade escolar para debater e apontar caminhos para o enfrentamento da situação de violência nas escolas e que a prevenção seja o caminho para o exercício da cidadania.
CLÁUDIA CAFEO (auxiliar administrativo) - Londrina
Voto secreto
Na última terça-feira foi aprovado ''às pressas'' pela Câmara de Vereadores de Maringá um projeto proibindo que o Fórum em Defesa do Patrimônio Público de Maringá divulgue a posição de cada vereador em relação à quebra do monopólio do transporte coletivo da TCCC, no qual seria feito através de um placar instalado na praça Raposo Tavares. A proibição, segundo a vereadora Edith Dias, visa resguardar a imagem do Legislativo. Parece haver um contra-senso na decisão dos vereadores que não querem demonstrar sua posição perante a sociedade, pois foram eleitos justamente para representar a população.
O próprio site da Câmara (www.cmm.pr.gov.br) informa sobre a necessidade de acompanhar o desempenho dos vereadores. O que nossos representantes se esquecem é que nem todos têm acesso à Internet, e a posição tomada pelo Fórum em Defesa do Patrimônio Público de Maringá é louvável, na medida em que possibilita o acesso ao ''desempenho'' dos vereadores através da praça pública. Aliás, antigamente era assim que as leis eram divulgadas, antes de existirem os órgãos oficiais. Hoje ao invés dos vereadores divulgarem suas posições, fazem exatamente o contrário, escondem do povo o que fazem ou deixam de fazer.
EDJAN BALDO DE CARVALHO (auxiliar administrativo) - Maringá
Relatos do Iraque
O alerta é dado pela Congregação de Santa Catarina de Sena e por todos os membros da família dominicana nascidos ou a trabalhar no Iraque: ''Antes da Guerra do Golfo e das sanções internacionais o Iraque era um país desenvolvido e próspero, mas agora está a morrer de fome. Onde quer que vamos ouvimos dizer: as sanções da ONU estão a matar-nos!''
O cenário não é, como se pode adivinhar, nada animador. ''O povo iraquiano está devastado pelos 12 anos de sanções econômicas impostas pelas Nações Unidas, que resultaram em grande sofrimento físico, moral e cultural para milhões de pessoas. O país, com a segunda maior reserva de petróleo do mundo, está a tornar-se subdesenvolvido, reduzido a nada'', pode ler-se numa carta que chega desde Mosul, no Iraque.
Para a família dominicana do Iraque se a intenção das sanções era enfraquecer o regime, o resultado do embargo foi mesmo o de matar o povo iraquiano: ''A capacidade do Iraque prover às necessidades básicas do seu povo foi anulada. Quem visitar o país pode testemunhar a destruição de um povo, da sua cultura, da sua terra, das suas condições de vida.''
O texto apresenta dados concretos, assustadores. ''As sanções matam mais de 1,5 milhões de iraquianos, a maior parte dos quais mulheres e crianças, por causa da falta de comida e medicamentos, da contaminação da água potável e da falência do sistema econômico'', pode ler-se no documento que apresentamos.
À luz destes dados, os religiosos dominicanos concluem que as sanções resultaram numa tragédia. que o povo não entende.
A carta termina com um desafio a toda a comunidade internacional: ''Como dominicanos, a Ordem dos Pregadores que está profundamente enraizada no Evangelho e na pregação pelos direitos humanos, somos forçados a clamar por um ponto final nas sanções e no embargo contra o Iraque. Assim o mundo deixará de ser confrontado com esta pergunta terrível do povo iraquiano: é justo e aceitável que estejamos a sofrer?''
JOSÉ RUIZ DA SILVA (médico) - Sertanópolis
ABHR agradece
A Regional Norte do Paraná da Associação Brasiliera de Recursos Humanos (ABRH) agradece a Folha de Londrina pela parceria no 3º Ciclo de Jogos e Dinâmicas de grupo realizado nos dias 8 e 9 de maio. A participação da Folha foi fundamental para o êxito obtido em nosso Ciclo. Esperamos contar sempre com o apoio desta empresa em nossos eventos.
ADILSÉIA SORIANI BATISTA (presidente da ABRH-Regional Norte do Paraná) - Londrina





