O preço dos contratos

O mundo moderno proporciona tanta informação aos cidadãos que muitas perdem o efeito. Instalam-se controvérsias, debates, reformas e amplas discussões sem que a população discuta a validade dos fatos. Quando a notícia mexe no bolso dos indivíduos as coisas passam a ter algum valor, mesmo assim, nada parece tão sério, já que a panfletagem e as promessas acabam assumindo um jeitinho brasileiro que sempre acaba em pizza e impunidade. Enfim, grandes problemas passam pela tangente e o pedágio é um deles.
Quem passou (e quem não passa?) pelo pedágio na última semana, recebeu um panfleto intitulado ''A quem interessa o fim do pedágio no Paraná'' e se leu percebeu como os fatos podem ser invertidos e manipulados. O panfleto afirma com muita certeza que o governo do Estado não dispõe de recursos para manter a malha viária paranaense e coloca o pedágio como única alternativa efetiva para a situação, afirmando ainda que os paranaenses serão imensamente prejudicados com a transição de verbas de outros setores da economia para esse fim, além de deixar de receber o ISS sobre o pedágio. Além disso, claro, afirmam que os contratos não podem ser quebrados sob pena de uma indenização de R$ 3 bilhões.
Obviamente ninguém quer perder a galinha dos ovos de ouro. Todos sabemos que as rodovias foram construídas com o dinheiro público e que fazer uma taxação em cima do que já está pronto, em nome da manutenção é uma grande jogada. Um jogo certamente protegido por Hermes, um dos símbolos da inteligência industriosa que preside o comércio, afinal essa é uma grande empreitada comercial que, para fins de prestação de contas não se divulga resultados, mas para quebra de contrato faz-se necessário pagamento dos lucros previstos.
O panfleto questiona que é importante ponderar e é bom-mesmo. É mister que se refaça a pergunta: a quem interessa o fim do pedágio no Paraná? A sociedade compreende que é absurda a cobrança do pedágio e certamente apóia o governo.

SANDRA GASPAROTTI (empresária) - Arapongas

Repúdio

O Colégio Maxi, conceituada escola de Londrina, torna pública sua indignação com a atitude do diretor de escola/cursinho particular da cidade que incita seus alunos a redigirem uma declaração de pobreza a fim de se livrarem de pagar a taxa de R$ 30,00 para se submeterem à prova do Enem de 2003, conforme denúncia realizada neste espaço, no último dia 16, pelo estudante Rafael Pellizzetti. O Colégio Maxi parabeniza este jovem pela coragem e pela postura, ao expor essa situação, tão embaraçosa e vergonhosa para a classe de educadores. Reafirmamos que, para o Maxi, toda instituição de ensino, particular ou pública, tem como missão a educação dos alunos, baseada em princípios éticos e morais.

VIRGÍLIO TOMASETTI JR (Diretor-geral do Colégio Maxi) - Londrina

Você pode ajudar

O Brasil continua um país muito rico em recursos naturais. Não conhece terremoto, vulcão ativo, furacão somente o meu glorioso Clube Atlético Paranaense. Enfim, é abençoado por Deus este país. Então por que tantas dificuldades? Pela influência de fatores como corrupção, desonestidade, violência, distribuição de renda e o velho e bom jeitinho brasileiro, utilizado por muitos de forma desleal.
O país precisava de mudanças, e elas vieram. O povo cansado da continuidade optou em colocar um dos seus no comando. A oposição assumiu as rédeas da nação em 2003. Não sou fã incondicional do Partido dos Trabalhadores (PT), entretanto, nas eleições 2002 fui Lula. Acredito ter feito a escolha correta. Seu quadriênio está por atingir os primeiros seis meses, e para os que sonhavam ver o Brasil rico e desenvolvido ao piscar de olhos, fica a lição. Impossível acabar com desigualdades e injustiças em quatro meses e alguns dias no comando.
Impossível também alcançar o objetivo em quatro anos. A busca é diária. O presidente Lula da Silva é o bambambã de start para o sucesso. Para atingi-lo é necessária a ajuda de todos, desde o comandante e sua equipe de governo, até garis, médicos, professsores, enfim, o povo brasileiro unido e sem distinção, não importa o nível social, raça, faixa etária. O fundamental é a conscientização de cada um.

RODRIGO FERRACINI (estudante) - Londrina

Correção

- A foto publicada ontem na página 4 do Primeiro Caderno da Folha, ilustrando a matéria ''A Questão da Segurança'' é, na verdade, de Luiz Carlos Delazari, pai do novo secretário de Segurança Pública do Estado, Luiz Fernando Delazari. Luiz Carlos Delazari é ouvidor e coordenador-geral do Paraná.

- O texto da relação de artilheiros da Série B do Campeonato Brasileiro, página 2 da Folha Esporte, foi publicada ontem com erros. Por uma falha técnica, a lista de artilheiros da Série A saiu repetida.

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