Bingos no Paraná

No momento em que a geração de empregos é a coisa mais importante no País, nosso governador ao invés de promover a geração de empregos fecha as casas de bingo. Senhor Requião, não sou proprietário de casa de bingo e nem de jogar eu gosto, mas me preocupo com pessoas idôneas, inclusive mães de famílias que conheço, que estão perdendo seus empregos. Se o sr. supõe que há algo ilícito nesta modalidade de geração de rendas, não seria mais fácil fiscalizar, do que deixar milhares de pessoas sem trabalho? De acordo com o que o sr. está fazendo, todos os proprietários de casas de bingos são considerados bandidos, mas até agora não se tem nenhuma prova concreta e ninguém foi preso em flagrante. Ao invés de desempregar as pessoas, o sr. deveria cumprir suas promessas de campanha, como baixar o pedágio e lutar pela mudança das leis penais brasileiras que são feitas para proteger bandidos.

SÉRGIO TORETO (escriturário) - Goioerê

Venda de armas

Em artigo publicado na Folha (12/5) o senador Renan Calheiros mostrou-se alarmado com os índices de criminalidade, e apontou como uma das soluções a probição da venda e uso de armas por particulares. No entanto, o senador parte de premissas erradas. As estatísticas e notícias policiais normalmente relatam os acidentes com armas, porém nada podem dizer sobre os assaltos e roubos que são evitados com a reação da vítima, até porque ela silencia e se dá por feliz em evitar o crime.
Noites atrás, ouvindo que arombavam o portão de sua casa, meu genro deu dois tiros para o alto. O ladrão sumiu, mas não foi lavrado boletim de ocorrência, nem o caso teve tratamento estatístico. É sabido que a vítima desarmada estimula a ação do delinquente. Ocorrem acidentes com armas, é verdade, mas isto não pode impedir que as pessoas as possuam. O trânsito brasileiro mata mais que uma guerra, mas o senador certamente nunca pensará em proibir a venda de automóveis.
Outro argumento ingênuo é imaginar que a proibição desarmará os bandidos. Como se eles comprassem fuzis AR-15 em lojas, apresentando carteira de trabalho, RG e CPF. Tal medida desarmará, sim, os homens honestos, tirando-lhes o elementar direito de defesa que até os povos mais primitivos reconhecem.

ÊNIO JOSÉ TONIOLO (professor) - Londrina


Prefeitura responde

Em resposta à carta da leitora, professora Márcia Guimarães, publicada neste espaço na edição de terça-feira última, o Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Londrina esclarece à missivista algumas realizações dos últimos dois anos para que ações positivas não caiam na visão negativista que, muitas vezes, toma conta das pessoas por desconhecimento ou outros interesses.
Neste período foram implantadas 93 equipes do Programa Saúde da Família em 50 unidades básicas de saúde, cobrindo 70% do território municipal. O cronograma da saúde entre construção, reforma e ampliação prevê 49 obras entre as que já foram entregues e as que serão até 2004.
Na educação, o plano de obras prevê reforma e ampliação em 23 escolas somente em 2003. Desde o início desta administração, muitas já foram entregues e outras estão previstas até o final do mandato.
Na Assistência Social mais de 1.300 famílias estão recebendo R$ 100,00, benefício do Bolsa Escola. Os recursos do programa são totalmente municipais. Além disso, a secretaria reestruturou o Sinal Verde, atendendo a população de rua; ampliou o programa na Viva Vida que conta com 13 núcleos dando atendimento integral para crianças e adolescentes e atua de forma articulada com a rede de proteção à criança e ao adolescente.
Na cultura, o município experimenta uma revolução na forma de fazer arte com a implantação da Rede da Cidadania, programa presente em 16 comunidades, com 59 oficinas em sete áreas, beneficiando duas mil pessoas, entre crianças, adolescentes e adultos.
Outros exemplos não faltam em áreas como as da mulher, agricultura, meio ambiente, obras, trânsito, habitação e desenvolvimento sócio-econômico. Ninguém nega que problemas existam. Mas para que as soluções sejam duradouras, o processo deve ser feito com respeito e responsabilidade.

NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO PREFEITURA DE LONDRINA

CORREÇÃO

- Haroldo Leôncio Pereira, fonte da matéria ''Grupo de homossexuais quer fundar igreja em Curitiba'', publicada ontem pela Folha (Primeiro Caderno, página 8, Geral), esclarece que é o fundador da igreja e não idealizador como foi dito. Diz ainda que, apesar de não ter sede própria e infra-estrutura montadas, para o grupo a igreja já existe há 15 anos.
- Devido a um erro técnico duas legendas da página 3 (Política) saíram erradas. Na fotografia sobre a CPI do Banestado foi omitido o nome de Gabriel Nunes Pires Neto, o primeiro à esquerda na foto e um dos depoentes. Na matéria sobre a CPI da Copel a fotografia publicada é da engenheira Carla Rosângela de Oliveira.
- Ao contrário do publicado ontem na página 3, da Folha Esporte, a equipe da que aparece na foto do futsal feminino é a do Rolândia/Canatiba Jeans/J. Plast/Locatelli.

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