Casa dos Roerig
Quando é que o sr. prefeito de Londrina e sua equipe vão resolver administrar a cidade com seriedade? Será que a população ou o anjo Gabriel precisam ir até à prefeitura contar a eles que a cidade está entregue à criminalidade, que as ruas estão cheias de buracos, que o Moringão virou ponto de encontro de traficantes e usuários de drogas, que os bandidos estão se apossando de casas da periferia, expulsando à força seus proprietários, que os jardins da barragem do Lago Igapó foram transformados em camping para marginais, que a população tem pago pela iluminação pública à prefeitura e que há carência de lâmpadas até em ruas centrais da cidade, que faltam remédios nos postos de saúde?
Estes são alguns dos muitos problemas da nossa cidade aos quais a prefeitura tem fechado os olhos. Ou seja, ela tem se negado a cumprir minimamente a sua obrigação. No entanto, tem bastante disposição para desperdiçar recursos em montagem de cidade cenográfica que, abandonada, se transformou em um monte de entulho. Este mesmo destino quer agora dar à casa da família Roerig, localizada na Avenida Higienópolis. Se para esta administração trata-se da ''casa dos anões e da Branca de Neve'', para nós, londrinenses, é casa do seo Roberto e da dona Mercedes, gente que como a maioria destes cidadãos, veio para cá trabalhar e criar seus filhos.
Tenho certeza de que se aquele casal soubesse que a casa, com seus jardins e anões, seria usada por alguns demagogos, ávidos por promoção pessoal, para prejudicar deliberadamente seus filhos e netos teriam, eles mesmos, dado outro fim ao patrimônio, fruto do seu trabalho. Talvez caiba aqui perguntar se há algum grupo VIP de sem-teto querendo morar na Avenida Higienópolis.
MÁRCIA GUIMARÃES (professora) - Londrina
Saiba dizer não
Meus cumprimentos a repórter Rosângela Vale e especialmente à dra. Fátima Conte pela excelente matéria ''Saiba dizer não'' publicada na Folha da Sexta. Vale à pena ser lida, trabalhada e divulgada por que se empenha na formação do ser humano.
JOÃO GARCIA DE CAMPOS (psicólogo) - Porecatu
Redução de vereadores
O inciso IV do artigo 29 da Constituição Federal determina que o número de vereadores deverá ser proporcional à população do município e que um município com até um milhão de habitantes deverá ter no mínimo 9 e no máximo 21 vereadores. O parágrafo 2º do artigo 13 da Lei Orgânica de Londrina, diz que o número de vereadores será fixado de acordo com o aumento populacional do município, sendo que até 1 milhão de habitantes Londrina terá 21 vereadores. Portanto, este parágrafo é totalmente inconstitucional.
Se o Poder Judiciário entender e declarar esta inconstitucionalidade vem agora uma grande dúvida: quem vai fazer esta alteração? Será que os atuais vereadores não estão impedidos de votar tal parágrafo, porque estariam legislando em causa própria? Entendemos que diante desta situação caberia ao próprio Poder Judiciário determinar o número de vereadores, atendendo, logicamente o previsto na Constituição Federal, ou seja, número de vereadores proporcional à população do município.
Por falta de espaço não é possível demonstrar como calcular matematicamente esta variável, porém o valor desta variável é 83.333. Portanto, Londrina teria nove vereadores, que é o mínimo, mais um vereador a 83.333 habitantes. Deste modo, Londrina deveria ter atualmente 14 ou no máximo 15 vereadores.
Ainda fica uma dúvida, o novo número de vereadores de Londrina, seria adotado nesta atual legislatura ou na próxima? Entendo que deveria ser para a próxima, apesar de ser uma medida jurídica incorreta, porém uma medida de bom-senso, pois os atuais vereadores não têm culpa desta situação. A culpa é dos vereadores que aprovaram a atual redação da Lei Orgânica de Londrina no dia 27 de dezembro de 2000.
MIGUEL ANTÔNIO RAMOS (advogado) - Londrina
Assassinato no mar
Não bastasse a guerra urbana, passamos agora para o mar, e mais uma vez o Brasil foi notícia em todo mundo pelo assassinato a sangue frio do velejador e ambientalista alemão Heiko Kleifges, que havia ancorado seu barco para pernoitar na Bahia de Iguape, no recôncavo baiano. Para tristeza de todo mundo o também sucessor do grande comandante Jacquez Custeau, Peter Blake também foi assassinado a tiros por assaltantes no Amapá, em 2001. Peter Blake e Heiko Kleifges venceram as tempestades e ventos dos sete mares, só não venceram a violência que hoje impera no ser humano. Tão trágico ainda é que o filme de Hector Babenco ''Carandiru'' será mostrado no Festival de Cannes este ano, mistura de ficção e realidade. Assim ficará difícil cativarmos turistas para cá, que já preferem enfrentar a Al Qaeda de Bin Ladem em praias paradisíacas do que os assaltantes do crime organizado no brasil.
JOSÉ PEDRO NAISSER - Curitiba

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