CARTAS
Ser mãe (1)
Ser mãe de meus filhos é o mesmo que tentar descrever um pôr-de-sol suave, com detalhes coloridos e diferentes a cada dia. É total alegria. Ser mãe de meus filhos é encontrar em seus olhares brilhantes as respostas para minhas perguntas, para minha esperança perdida, é sentir a paz, o amor. Ser mãe de meus filhos, é senti-los por perto, nas minhas preces dando um calor cheio de paz nas palavras do Senhor. Ser mãe de meus filhos é recordarmos juntos tempos de infância como crianças alegres, curiosas, depois adolescentes espertos, carinhosos, participativos, presentes. Ser mãe de meus filhos, é vê-los adultos realizados, inteligentes, saudáveis, amorosos, com momentos de indagações, de recordações do passado, de suas histórias. Ser mãe de meus filhos é descobrir a vida, a persistência, a fortaleza nos dias presentes e crer na presença de um ser maior que os criou como anjos do meu viver.
ROSEMARY FERREIRA COIMBRA MEZZADRI professora - Londrina
Ser mãe (2)
Mãe é aquela pessoa polivalente que consegue escrever, ler, assistir televisão, ajudar na tarefa, cozinhar e ainda responder perguntas dos filhos - todos perguntando a um só tempo. É aquela que estremece no supermercado, em casa ou na rua, onde estiver, quando ouve uma voz chamando mãe! Podem ter certeza de que se um filho fala esse nome, diversas mães se voltam para ele, ao mesmo tempo. Ser mãe é ter sono leve, levantar quase dormindo a noite inteira prá ver se o filho está respirando; é ter insônia e dormir imediatamente após ouvir o trinco da porta se abrindo. Menos, é claro, quando dorme de ouvido antenado no telefone que a qualquer (qualquer mesmo) hora pode tocar e ouvir uma voz que diz: ''Mãe, vem me buscar!'' Ser mãe é tão bom que, ao agradecer a Deus os filhos que tem, a gente agradece, em primeiro lugar, a felicidade de poder ser mãe.
ESTELA MARIA FREDERICO FERREIRA (professora) - Londrina
Às geradoras da vida
Em suas mãos, no seu lar, estão a redenção deste mundo. Através da criação dos filhos, educando-os com amor, com carinho, com o exemplo de um lar, aonde por mais simples e humilde que seja, reine o respeito, a dignidade, a solidariedade, e sobretudo fé, verdadeira, provinda do coração. Uma fé que nos faça agir com a consciência do que seja o melhor para nós mesmos, e sem prejuízo para outrem.
Somente num lar assim, sem violência, surgirá uma nova sociedade de indivíduos dignos, capazes, contribuindo para uma vida melhor, sem temor, sem que precisemos viver encurralados, rodeados de grades, com pavor daquele outro ser humano, que deveria ser amigo. Que Deus nos ajude, que haja trabalho, justiça e honestidade. Que em todos os lares, não falte o pão, o leite, o necessário. Havendo paz, haverá condições de se criarem seres humanos sadios, bons e de caráter. Enfim, uma humanidade em que predomine o ''Amai-vos uns aos outros''. Meu abraço a todas a mães neste dia!
IRENE CRUZ CORRÊA (aposentada) - Londrina
Padres palotinos
Início de Londrina, desmatar, nascer picada em toras, mosquitos e perobas. Começos de povoar em meio ao matão, em clima de colonização, café em flor na cidade ''farwest'' sertão. Chegam os palotinos para a primeira missa na primeira capela-catedral-demolição. Pioneiríssimos na fé, no carisma evangelizador do desenvolvimento sustentável londrinense, os padres palotinos, enviados de São Vicente Pallotti, não temeram os desafios, longe da pátria alemã, na diáspora apostólica, desatando nós no cipoal, batizando e pregando.
''Caritas Christi urget nos!'' Toda gratidão é pouca. Comemore-se com um brinde especial os 70 anos de ação apostólica dos padres Palotinos no Norte! Parabéns, padre Carlos Probst, pioneiro londrinense que comemora 100 anos de vida exemplar, marca de qualidade total no sacerdócio de Cristo!
JOSÉ FIORI (jornalista) - Curitiba
Me esqueçam!
No final de seu mandato de presidente, o general Fiqueiredo proferiu a pérola acima, que eu gostaria de poder repetir para o governo federal que eu, aliás, ajudei a eleger. Por 30 anos, a Previdência teve superávits. Todos pagavam, enquanto somente meia dúzia de ex-governadores, ex-senadores e outros raros privilegiados eram beneficiados. A Previdência nesta época foi pouco previdente e não poupou para a sua velhice, quando aumentariam os gastos.
Agora, querem transformar a Previdência em um banco privado, ou seja; tem que dar lucro. Senhor presidente: a Previdência tem função social e, por isso, não precisa obrigatoriamente ser lucrativa. Se o governo usou o dinheiro da Previdência quando ela era superavitária, que agora este mesmo governo pague de volta o que levou.
Eu tenho uma proposta de consenso para o governo: me esqueçam! Ou seja, devolvam-me o que eu contribui nestes 13 anos de trabalho e eu abro mão da minha aposentadoria.
EFRAIM RODRIGUES (professor) - Londrina





