Trabalho infantil
Muito se tem falado a respeito da opinião da promotora da Vara da Infância e Juventude de Londrina, Édina Maria Silva de Paula, defensora do trabalho menor de 16 anos. Mas diante de uma população leiga, se tratando da Lei Federal nº 8.069/90 devemos lembrar que existe uma diferença entre crianças e adolescentes, pois em seu artigo 2 esta lei estabelece que pessoas até 12 anos incompletos são crianças e adolescentes entre 12 e 18 anos de idade.
Quanto à Emenda Constitucional nº 20 foi na realidade inoportuna, pois o ideal era o que continha o Estatuto de Criança e do Adolescente em seu artigo 60 e seguintes, que permitia a trabalho de adolescentes com idade igual ou superior a 14 anos e ainda permitia que adolescentes entre 12 e 14 anos podiam trabalhar na condição de aprendiz.
O adolescente no trabalho não tira o emprego de nenhum adulto, porque ele tem regras especiais com algumas garantias, tais como: frequência obrigatória ao ensino regular, horário especial para o exercício das atividades, não pode trabalhar no período noturno, não pode exercer trabalho perigoso, insalubre ou penoso, nem em lugares prejudiciais à sua formação ou desenvolvimento físico, psíquico, moral e social.
Levando-se em conta o trabalho do adolescente sou favorável à referida promotora, respeitando o direito das crianças, vigente no Estatuto da Criança e do Adolescente.
NELSON CARLOS FERREIRA (conselheiro tutelar) - Barboza Ferraz
Trânsito 1
É notório o congestionamento nos horários de entrada e saída das crianças em todas as escolas de Londrina. Porém, presenciamos um fato grotesco na semana passada quando, inadvertidamente, a CMTU disponibilizou estacionamento para a Escola O Peixinho apenas no lado oposto do desembarque das crianças, causando transtorno e insegurança. Graças à imediata atitude dos dirigentes da escola, dos pais e do bom-senso dos srs. Álvaro Grotti e Wilson Sella o problema foi rapidamente solucionado. Moral da história: havendo bom-senso os problemas se tornam menores e podem ser rapidamente solucionados, basta boa vontade e equilíbrio no entendimento entre as partes. Parabéns! Com essas atitudes Londrina só tem a ganhar. Esperamos apenas que o mentor de fatos como o ocorrido seja um pouco mais diligente antes de colocar em prática suas idéias. E já que o assunto é trânsito, aí vai uma dica: um dos estacionamentos que deveria ser disponibilizado do lado oposto é o da Rua Piauí, entre João Cândido e Av. São Paulo, dêem uma olhada. Com certeza o trânsito dali também fluiria melhor.
JOÃO MANELLA CORDEIRO (advogado) - Londrina
Trânsito 2
Parabéns à CMTU pela correção feita no trânsito bem em frente à escola Peixinho, na Rua Pará. Não tenho interesse, pois não tenho filhos e nem netos naquela escola, mas estava acompanhando o drama das mães para pegar seus pequeninos nas escolas. Nunca é tarde para se rever um erro.
JOÃO CARLOS DA CUNHA E SILVA (executivo) - Londrina
Cena na Souza Naves
Gostei da Cena ''Desceu a Souza Naves a 10 Km por hora'', do repórter Lúcio Flávio Moura, publicada anteontem na contracapa do Caderno Cidades. A coragem do rapaz foi coisa fantástica. O animal nem tapa tinha nos olhos: ou é muito manso e acostumado com o trânsito ou realmente ele adora aventura ariscada. Já imaginou se esse cavalo se espanta?
JOSÉ CARLOS ARAÚJO MARTINS (servidor público) - Juranda (PR)
Desrespeito às tradições
Venho externar meu repúdio à atuação dos grandes supermercados de Londrina que vêm impondo condições de trabalho determinados por suas matrizes em nossa cidade. Orientações estas que visam unicamente uma ganância desenfreada pelo lucro, não se importando de que maneira fazer e a quem estas medidas irão desagradar ou prejudicar. Não respeitam as tradições do País que ora estão explorando, e que em plena Sexta-Feira Santa, data que se respeita a morte de Cristo, momento de reflexão, e de orar com a família, eles impõem que funcionário trabalhe para engordar os lucros da organização.
Estas organizações são cegas e não se preocupam se isto os indispõem com a sociedade. Abrem suas portas e obrigam seus funcionários a trabalharem, alegando que quem não estiver contente que procure outro emprego visto que existe um verdadeiro exército de desempregados que se sujeita a trabalhar por um salário menor em qualquer tipo de serviço e em qualquer horário e em qualquer dia da semana ou qualquer feriado.
Se continuar assim logo teremos estas organizações trabalhando também no Natal e Ano Novo, porque sempre haverá algum consumidor retardatário que se esqueceu de alguma mercadoria e precisará comprar.
MARIANA WATANABE (estudante) - Londrina

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